9 de jan. de 2009

Recessão

“Vocês aí que sempre economizaram tanto para os dias piores, podem começar a gastar: os dias piores já chegaram”.

Millôr Fernandes

14 de dez. de 2008

Solidariedadezinha natalíciazinha

A Câmara Municipal de Sesimbra aprovou a abertura de três grandes superfícies na Carrasqueira, e uma em Santana, actualmente em pleno funcionamento.

A Câmara Municipal de Sesimbra e a Junta de Freguesia do Castelo estão a promover uma iniciativa que visa dinamizar o comércio local: a Cotovia foi invadida por uns pais Natal que distribuem cupões de desconto em compras nos pequenos estabelecimentos aderentes.

Depois de atarem pedras nos pés dos comerciantes locais e de os atirarem ao mar, imbuída do espírito natalício, a Câmara Municipal de Sesimbra atira agora uma boia de salvação aos pequenos comerciantes.

Com amigos assim...

8 de dez. de 2008

Assim! Se vê! A coerência do PC!

1)

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje uma "convergência", "uma alternativa de esquerda" para romper com "a política do PS", incluindo o Bloco de Esquerda.

"Nós não excluímos ninguém", afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, afirmando ser necessário que nessa convergência de esquerda estejam também "forças políticas, forças sociais, personalidades que se identifiquem com a necessidade de ruptura".

Expresso On-line Sexta-feira, 3 de Out de 2008


2)

Depois das críticas, no sábado, ao PS, à sua "ala esquerda", de Manuel Alegre, que acusou de travar a subida do PCP, e ao Bloco de Esquerda, apelidado de "socialdemocratizante", estavam fechadas as portas a mais entendimentos à esquerda.

E hoje Jerónimo afirmou, da tribuna do espaço multiusos do Campo Pequeno, em Lisboa, que é pela "luta" dos portugueses, trabalhadores, operários, pequenos e médios empresários, que "se dará a ruptura e a mudança", numa "ampla frente social" liderada pelo PCP.

RTP On-line, 1 de Dezembro

11 de nov. de 2008

Periferias

O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, está apostado em colocar o concelho na rota dos turistas e, em declarações ao ‘Setúbal na Rede’, defende que os projectos estruturantes para a região, podem, de facto, “impulsionar o desenvolvimento do concelho e a melhoria das condições de vida da população”. Claro que desse lote de projectos estruturantes, Augusto Pólvora sublinha um único: a Mata de Sesimbra. O edil assume que o turismo é a “grande aposta da autarquia”, e, acrescenta: “sem desprezar as actividades tradicionais e a pesca”.

Esta última consideração revela, entre outras coisas, que:

1. Augusto Pólvora considera apostar no turismo não assumindo como fundamental nessa estratégia a promoção das actividades tradicionais e na pesca, o que me parece ser um erro crasso. Ou seja, para o arquitecto uma coisa (turismo) pode existir sem a outra (a pesca e as actividades tradicionais), quando uma e outra coisas deveriam surgir sempre associadas, alavancando-se.

2. O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra continua, de forma imperturbável, a assumir o projecto da Mata de Sesimbra como estruturante para o futuro do concelho. É estranho que este tipo e conclusões cheguem numa altura em que a autarquia tem em vista a elaboração de um Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo no concelho de Sesimbra. Para quê?!


O jornal revela ainda que Augusto Pólvora considera “fundamental” para o concelho o prolongamento do IC21 até Sesimbra, um “itinerário complementar à ponte e que é fundamental para captar mais utentes”. Diz ainda o edil que os “sucessivos governos têm deixado Sesimbra na periferia, sem acesso à auto-estrada”.

Ora bem, o velho sonho do arquitecto de abrir uma auto-estrada que desemboca em Sesimbra está em vias de se tornar numa realidade. Quem viria a ocupar os milhares de casas que a câmara tem deixado que se multipliquem como cogumelos, sem qualquer orientação?

Já agora, alguém consegue explicar-me qual o conceito de periferia do senhor presidente? Segundo a wikipédia, “periferia” quer dizer, num sentido genérico, “tudo o que está em redor”. Afinal estamos em redor do quê? E queremos ser o centro do quê, afinal?

10 de nov. de 2008

Ideias objectivamente desordenadas

O pároco Sílvio Couto dedicou a crónica que mantém no jornal ‘O Sesimbrense’ ao casamento entre homossexuais, sob o sugestivo título “gayatices de certos meninos ricos”. Com o devido respeito que o senhor me merece, julgo que a designação do texto resulta num triste e ofensivo trocadilho, que conhece uma, ainda mais, deplorável explanação ao longo do artigo, onde a homossexualidade é retratada como uma travessura arranjada por gente abastada. Pasmem-se: a homossexualidade é um luxo.


O padre critica, antes de mais, o facto de “uns tantos meninos ricos” discutirem “a questão do casamento de pessoas do mesmo sexo”, como se a resolução deste problema “relativizasse” outros como os das contas públicas e privadas. Escreve o padre que “quem quer viver ‘homem com homem’ e ‘mulher com mulher’ nem precisa de trazer isso para a vi(d)a pública, pois privadamente pode vivê-lo sem esse folclore que tem estado apenso a certas questões do foro privado”. Ora, vamos lá ver; o ser ou não ser, não é a questão. Até se pode ser. Vá lá. Pasmem-se: com jeitinho até se toleram as travessuras, mas tem de ser tudo bem fechado entre 4 paredes. Pior do que ser, é mesmo parecer...


Segundo Sílvio Couto, a defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem como intuito “ofender ou trazer à liça do descrédito quem pensar diferentemente das modas mais ou menos aberrantes”. Tenho, sinceramente, sérias dúvidas que os homossexuais, seres suspeitosamente “aberrantes” (valha-nos… alguém ou alguma coisa), estejam realmente interessados em descredibilizar quem nem sequer lhes merece crédito que careça de ser descredibilizado. 


Apesar destas considerações, a igreja católica, defende o padre, assumiu posições “claras”, “na linha da compreensão para com as pessoas que vivem o drama da homossexualidade”. É realmente, para mim, dramático, ser confrontad@ com este tipo de considerações. Citando o catecismo da igreja católica n.º 2358, Sílvio Couto refere-se ainda à homossexualidade como uma “propensão objectivamente desordenada” que deve ser vivida como uma “provação”.

A todo o recente regabofe em torno da homossexualidade, o padre associa ao processo de “neo-paganização do mundo ocidental” e avisa: “o combate é duro”.


Os “objectivamente desordenados” que se cuidem… com esta afirmação de ideias e considerações tão objectivamente desordenadas (para não dizer pior).


5 de nov. de 2008

A realidade supera a ficção

“Normally when you see a black man or a woman president, an asteroid is about to hit the Statue of Liberty.”

Jon Stewart na apresentação dos Óscares 2008.

15 de out. de 2008

A Mata já pinga

Afinal, há que trazer gente para encher a brutalidade de apartamentos que a autarquia já deixou construir e para aqueles que já aprovou para a 'Mata de Sesimbra'. Não tarda muito, Sesimbra será a tal metrópole que, para mal dos nossos pecados, alguém sonhou.

«Prolongamento do IC21 até Sesimbra pode estar concretizada em 2012
O prolongamento do IC21 até ao concelho de Sesimbra é uma intenção do Governo, que pode estar concretizada em 2012, sublinha o comunicado de imprensa enviado pela Câmara Municipal de Sesimbra, que adianta que essa garantia foi dada ao presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, pelo Secretário de Estado das Obras Públicas, durante uma reunião que decorreu em Setembro.
O Comunicado adianta que neste momento está lançado o concurso para a escolha da equipa responsável pelo projecto, que terá um prazo de 6 meses para apresentar uma solução para o traçado. Os trabalhos serão acompanhados por um grupo constituído pela Câmara Municipal de Sesimbra, o Instituto de Estradas de Portugal e os promotores do empreendimento da Mata de Sesimbra. Construção da Via potencia melhoria das acessibilidades a Sesimbra e o descongestionamento da EN 378.
A construção desta via melhoraria significativamente as acessibilidades ao concelho de Sesimbra e contribuiria para descongestionar a EN 378 e a zona da Quinta do Conde. »

in Rostos On-Line

8 de out. de 2008

Contas à vida

«No meio do vendaval financeiro em que vivemos, com as famílias cada vez mais apertadas e a fazer contas à vida, talvez os portugueses não se tenham dado conta de notícias mais discretas, ainda que não menos importantes. Importantes também para as suas bolsas e inquietantes por serem tão brutais. Trata-se da cobrança fiscal das autarquias sobre os munícipes, que, em 2007, subiu quase 26% face ao ano anterior! Não, não é engano. O aumento atingiu precisamente 25,9%, o que signifi ca que se, em 2006, cada português pagou, em média, 186,81 euros em impostos municipais, no ano seguinte esse montante atingiu 235,12 euros. É um escândalo! Como se já não nos bastasse o aperto provocado pelo constante crescimento das taxas de juro, dos preços dos combustíveis e dos bens essenciais, temos agora as autarquias (ainda) mais à rédea solta, esmagando o incauto cidadão mais uma vez obrigado a pagar os desvarios do chamado poder local. (...)»

Crónica de Áurea Sampaio na Visão de 2 de Outubro

7 de out. de 2008

Nunca é tarde demais

«O ex-presidente da Câmara de Setúbal, Carlos de Sousa, desvinculou-se do Partido Comunista. Cerca de dois anos depois de ter deixado a presidência do município setubalense, como resposta à retirada de confiança política do PCP, o antigo autarca abandona agora a militância comunista.»

Notícia do Região de Setúbal On-Line

1 de out. de 2008

Hoje é Dia Mundial da Música

a música

do chão onde me quebro
a música me ergue
a música reúne
meus gestos meus destroços
ela me dá meu ser
minha unidade intacta
ela apaga e dissolve
meu pranto minha ferida
ouvindo-a reconheço
a minha face antiga
e o tempo justo e limpo
a que fui prometida
a música me toma
em si consoladora
caminho em seu poder
e de novo me alegro
eu parte do seu coro
na unidade do ser

Sophia de Mello Breyner Andresen

Porque andamos a comemorar tudo no dia ao lado?

«Os idosos do concelho vão poder divertir-se e dar um pezinho de dança com o mar como pano de fundo no próximo dia 2 de Outubro, a partir das 15, e até às 18.30 horas, na Fortaleza de Santiago. Este Baile de Gala, direccionado à população sénior, é organizado no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, 1 de Outubro (...)»

Notícia do site da Câmara Municipal de Sesimbra

30 de set. de 2008

Dia Nacional da Água é sempre que o homem quiser

«Numa altura em que se assinalam cem anos do abastecimento de água à vila de Sesimbra, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia do Castelo decidiram criar um programa comemorativo para assinalar a data, que se prolonga por um ano.
Devido à greve da função pública agendada para o dia 1 de Outubro, Dia Nacional da Água, o lançamento do programa foi adiado para o dia 11, sábado, às 16 horas, no Largo do Calvário, em Sesimbra. (...)»


Notícia do site da Câmara Municipal de Sesimbra

29 de set. de 2008

Párem lá de bater no ceguinho

«O debate feito pela Assembleia Municipal de Sesimbra, no passado dia 11 de Junho, sobre o Estado do Concelho, do qual foi publicado um resumo nas páginas d’O Sesimbrense, revelou uma característica preocupante do debate público: a visão de um Município como se a sua vida se reduzisse à actividade da Câmara Municipal. É verdade que uma das principais competências da Assembleia Municipal é a da fiscalização da actividade do órgão executivo municipal, mas essa função é exercida ao longo de todo ano; o debate sobre o Estado do Concelho deveria abranger também uma reflexão sobre outros aspectos da vida colectiva. Esta visão algo restrita da realidade não é exclusiva da Assembleia Municipal: ela permeia todo o debate público, seja ele veiculado pelos responsáveis políticos, seja por outras entidades, e nomeadamente em artigos de opinião na imprensa. (...)»

Editorial do jornal 'O Sesimbrense'

26 de set. de 2008

O caso do "opinador"

O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, perdeu umas horas do seu, certamente, precioso tempo para alinhavar uma resposta a um determinado artigo de um certo "opinador" do jornal 'Nova Morada'. Não tecerei grandes considerações sobre o nível do texto de resposta que Augusto Pólvora agora fez publicar no mesmo jornal, mas não posso deixar de aqui reproduzir o primeiro parágrafo dessa pérola, por me parecer tão enternecedor e expressivo do resto: "No último número do Nova Morada, um dos "opinadores" residentes, insinuava com base numa entrevista dada por mim em 2001, a um jornal regional, que a minha prática actual era contraditória com o que afirmava nessa entrevista. Como passarei a demonstrar nas linhas que se seguem, sem recurso a tiradas demagógicas mas apenas com base em números e factos indiscutíveis, penso que os leitores facilmente tirarão a conclusão de que o peixe que morre pela boca afinal não sou eu, e que o "tesourinho deprimente" que vai ficar no baú das memórias será provavelmente o artigo que deu origem a esta resposta."
Que dizer sobre tão saudável forma como a discussão é apresentada?...
Mas é assim, apelando ao bom-senso e julgamento dos leitores que Augusto Pólvora abre a prosa. Mas porque será que o presidente não explanou antes as suas razões no jornal 'Raio de Luz' onde mantém um artigo de opinião, onde frequentemente rebate críticas e defende a sua obra? Será que Augusto Pólvora optou, neste caso, por invocar o direito de resposta?
Não se sabe que razões movem o presidente neste caso em particular. Sobre isso nada nos diz. Sabe-se apenas que, apesar que apontar o dedo, Augusto Pólvora nunca identifica ou nomeia o "opinador" cujas ideias tenta rebater. É assim mesmo que se lhe refere: "opinador". O outro não lhe merece mais do que isso. Expressivo, hã?
É, no entanto, o próprio jornal que em ante-título escreve: "Augusto Polvora responde a Américo Gegoloto". Sim, creio que tenha sido o jornal a escrevê-lo porque "Pólvora" leva acento no primeiro "o" e o "opinador" chama-se "Gegaloto".
Sublinhe-se que esta trica tem direito a chamada de capa e os erros repetem-se.
Oh, meus amigos, chamemos os "opinadores" pelos nomes.

24 de set. de 2008

Iluminação

Apesar da exiguidade do areal da praia de Sesimbra, é já habitual a criação de campos de volei e futebol na área frente ao hotel do Mar. Considerando dispensável e questionável essa utilização, não posso deixar de concordar que, além de ser necessário fomentar a prática desportiva, é também importante delimitar espaços numa praia tão pequena, onde uma bola é capaz, certamente, de incomodar muita gente.
No entanto, e como se compreenderá, a montagem do campo de futebol no local onde está, e apesar das redes de protecção, não impediu que muitos apanhassem umas fortes boladas enquanto descansavam de "papo para o ar" a apanhar banhos de sol durante este Verão. Responderão alguns que "quem está mal que se mude". É verdade... Mas encafuar o campo e respectiva bancada naquela prainha antes do pontão, não foi, de facto, uma grande ideia.
Ouvi dizer que no Verão decorre ali um torneio de futebol de praia. Que, também ouvi dizer, tem sido digno de nota, pela ausência de fairplay, pela prática de outra modalidade que não o futebol dentro das 4 linhas, e pela quase total ausência de assistência.
Mas o abandono a que o torneio está votado por parte do público é extensível a quem promove o campo e o deveria dinamizar. Ora bem, durante todo o Verão os holofotes de iluminação do dito cujo ficam ligados até altas horas da noite a dar luz a um campo de areia vazio. Estamos no final de Setembro e o triste espectáculo de... nada e para ninguém continua amplamente iluminado.

22 de set. de 2008

Esplanadas

A Câmara Municipal tem feito grande alarido sobre as obras de recuperação e reconversão de espaços públicos na vila de Sesimbra. É, no entanto, com grande tristeza que vemos importantes largos, praças, artérias e ruas a serem descaracterizadas. O Largo de Bombaldes transformou-se numa enorme esplanada, de serviço a um restaurante. Como se não bastasse, essa esplanada foi envidraçada e hoje mais não é do que um prolongamento do tal restaurante que se apoderou do espaço público, estendendo-se para o exterior. Como tudo isto ainda tem pouco de caricato, a Câmara decidiu pôr a cereja no topo do bolo, colocando uns bancos de pedra a decorar o largo. Não terão, por acaso, reparado que os bancos ficam virados para a tal esplanada. E assim, como quem não quer a coisa, o pessoal pode abancar ali, a salivar para quem se delicia com os petiscos do restaurante.
Um pouco adiante, na Rua Joaquim Brandão há um outro restaurante com nome de obra de Ernest Hemingway. E isto quer dizer: mais uma esplanada enorme no exterior. Como o passeio que existe diante da esplanada já é curto para deixar passar os transeuntes, ainda fazem o favor de lá colocar uma ardósia onde anunciam as iguarias confeccionadas. Quem anda por ali a pé só tem é ir para o meio da estrada para se desviar do menu exposto, porque ali é espaço de esplanada e nada mais interessa. Nem a segurança, nem a boa circulação de pessoas.
Mas o que é que se passa nesta terra!?
Como um mal nunca vem só e atrai mais alarvidades urbanísticas, no último boletim municipal, a Câmara anuncia mais obras e mais verbas para obras. Nada de novo quando as eleições se aproximam a passos largos. Cheira-me que, por este andar, cada vez teremos menos calçada à portuguesa e mais esplanadas.

28 de ago. de 2008

Afinal, ainda mexe!

«A produção no sector das pescas cresceu 23% no primeiro semestre de 2008, face ao período homólogo do ano anterior, o que permitiu um aumento significativo nas exportações portuguesas, melhorando o défice da balança comercial.
De acordo com a Direcção-Geral das Pescas e Aquicultura, de Janeiro a Abril deste ano o défice da balança comercial no sector registou um decréscimo de 17%, em quantidade, e de 12% em valor, comparativamente ao período homólogo do ano anterior.
Para esta melhoria da balança comercial contribuíram as exportações no sector, que se cifraram em 38.777 toneladas (mais 15,9% que no período homólogo) e renderam 147.922 mil euros (mais 18,5% que nos primeiros quatro meses de 2007).Os portos onde mais aumentaram as descargas de pescado foram os de Matosinhos (+38%), Sesimbra (+34%), Olhão (+90%), que no mesmo período de 2007.»


Expresso On-line (27 de Agosto)

27 de ago. de 2008

Reservas

O facto do jornal ‘O Sesimbrense’ ter um novo director não é novidade para ninguém. Na última edição do quinzenário (que talvez tenha deixado de o ser) que já data de 30 de Julho, primeira em que João Augusto Aldeia assina o editorial, fala-se da responsabilidade não só de herdar a direcção do mais antigo jornal local mas também do comprometimento com a «produção de uma informação isenta, fundamentada, responsabilizável, e também aberta à inovação tecnológica».
A fasquia é, sem dúvida, colocada lá bem no alto: «“O Sesimbrense” terá de reforçar a sua qualidade informativa, em actualidade e também em abrangência, reflectindo nas suas páginas – nas de papel, mas também nas da edição em linha na Internet – as preocupações, anseios e realizações da sociedade sesimbrense. Tratando-se uma sociedade plural, democrática e dialogante, o jornal terá de reflectir essa diversidade e essas qualidades, dentro dos princípios, assumidos desde a primeira edição, de independência e de defesa dos interesses do concelho.»
Todos nos merecem o benefício da dúvida, mas com uma comunicação social local que anda pelas ruas da amargura, é com grandes reservas que vejo o leme do ‘O Sesimbrense’ entregue a um funcionário da Câmara Municipal de Sesimbra, responsável pelo Gabinete de Planeamento Estratégico da autarquia, e que, por acaso, até integra a equipa técnica da revisão do Plano Director Municipal (PDM) em curso.
Infelizmente, ‘O Sesimbrense’ é um jornal que agoniza há já alguns anos, vivendo apenas das memórias de outrora quando soube, de facto, desempenhar o seu papel. Esperemos que a agonia não se prolongue muito mais, transformando o jornal numa pálida sombra daquilo que já foi. O concelho não precisa de duplicações do boletim municipal. A ver vamos...