9 de dez. de 2007

A educação da nossa vergonha

A Câmara Municipal de Sesimbra promoveu, na sexta-feira à noite, um debate sobre o Projecto Educativo Local. Sobre este assunto, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa, disse, em declarações ao jornal “SemMais” que uma das ferramentas muito importantes para a elaboração deste Projecto são os resultados dos inquérito aplicado no ano passado que revelam que «a maioria dos alunos, professores e encarregados de educação de Sesimbra está satisfeita com as escolhas do concelho, embora muitos reclamem a falta de escolas do concelho». A partir daqui, «a autarquia definirá linhas de acção para minimizar os principais problemas», disse a vereadora ao jornal. Quem ler isto há-de achar que a situação da educação em Sesimbra está bem e que apenas faltam equipamentos. Não se percebe porque se fecham os olhos às estatísticas preocupantes publicadas nos últimos dias na imprensa nacional e que nos deviam encher de vergonha. Os resultados dos exames nacionais realizados no ensino básico e secundário revelam uma situação preocupante. Sesimbra é o ÚNICO concelho do litoral que apresenta uma média negativa no exame de português do 12.º ano. A matemática a média é igualmente negativa embora esse resultado se dilua um pouco mais no grave panorama nacional. Em 1292 escolas, a Navegador Rodrigues Soromenho ocupa a 1113.ª posição, e cem lugares acima (1013) aparece a Michel Giacometti.
Enquanto que por um lado a autarquia diz que faz, faz, faz, por outro, os resultados são desastrosos. Alguma conclusão deveria ser retirada desta evidência. Claro que num problema de âmbito nacional, é muito mais fácil sacudir a água do capote para as opções do Governo. Muitas delas, obviamente, altamente criticáveis e criticadas. Mas pensar a educação num âmbito local não pode ser indiferente a esta realidade e uma autarquia não pode, nem está isenta de culpas.
Mais grave a coisa se afigura quando durante a sessão de sexta-feira, a assessora da autarquia para elaboração da Carta Educativa tenha defendido que (numa intervenção em que se apresentou, curiosamente, apenas como “professora aposentada”) o Projecto Local é «uma utopia».
Por seu lado, e uma vez mais, a vereadora da Educação, Felícia Costa, queixou-se da falta de participação por parte dos docentes e restante comunidade educativa nestes eventos promovidos pela autarquia. É estranho que a vereadora consiga reunir tanta gente no tradicional banquete de recepção à comunidade educativa, mas que poucos se sintam mobilizados para discutir os problemas.
Provavelmente não se sentiram envolvidos. Provavelmente já não acreditam. Provavelmente acharam que não se discutiria o que realmente interessa. Provavelmente pensaram que ao seu contributo não seria dada qualquer relevância ou valor.
Já agora, e aqueles que fizeram o esforço para participar no debate que impressão trouxeram?
Num quadro assim também eu acabo por partilhar da opinião da assessora, desculpem, engenheira, desculpem… como é mesmo?... ah, professora aposentada: o futuro da educação em Sesimbra, só pode mesmo ser uma utopia.

12 de nov. de 2007

Pedinchas

Há uma questão que me tem feito muita comichão. Há uns tempos, o Grupo Desportivo de Sesimbra (GDS) anunciou o cumprimento daquilo que ameaçava ser uma eterna promessa eleitoral: a construção duma piscina. O homem sonhou e a obra está em nascimento. Um parto difícil, diga-se de passagem. Ainda não consegui perceber se homem sonhou demais e deu um passo maior do que permite a perna de um grupo desportivo, ou se surgiram mais imprevistos do que os realisticamente considerados.

Mas, façamos contas… esta obra foi comparticipada pela administração central e pela Câmara Municipal de Sesimbra. Entretanto foi contraído pelo clube um empréstimo no valor de 1.440.000 Euros. Há uns tempos, estacionar o carro no Calvário implicava um pagamento que revertia para o GDS. Hoje, na Rádio Sesimbra FM e no site do clube pedincham-se donativos, assumindo que «as dificuldades financeiras são uma constante quando se inicia um projecto de tal dimensão».

Ninguém ignora as dificuldades porque passa o movimento associativo, essencialmente subsidio-dependente. Mas há obras e obras. O Estado contribuiu para esta, tal como a Câmara o fez. E todos nós contribuímos para o Estado e para a Câmara. Parece-me que há aqui algo de excessivo. Ou é a pedinchice ou é a obra em si.

Nesta onda da pedinchice entrou também o Raio de Luz, que em editorial já tinha acusado de “soberbos e avarentos” os que “têm mostrado insensibilidade na partilha dos seus bens para o benefício dos demais”. Também a obra do Centro de Estudos foi já comparticipada pela administração central, Junta de Freguesia do Castelo e pela Câmara.

Mas que raio de moda é esta agora?!

Funina's Blog

Ninguém pode acusar este homem de falta de persistência.
Segundo consta, tem comparecido em mais reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal que os próprios membros destes órgãos.
Agora, ele chegou ao universo dos blogues:
http://arlindofunina.blogspot.com/

Um, dois, três, macaquinho do chinês

Nos últimos tempos, os sesimbrenses têm sido bombardeados com referências a “festivais” gastronómicos. Primeiro foi a Quinzena do Peixe-Espada Preto. A esta seguiu-se, no âmbito do programa ‘Marés de Outono’, a Quinzena do Espadarte. Acabadinhos de sair desta, damos logo de caras com a semana gastronómica dos “Sabores de Outono”.
Não tenho absolutamente nada contra estes sucessivos eventos gastronómicos, mas parece-me que com tanta oferta, acabar-se-á por banalizar algo que poderia, dentro de algumas edições, destacar o concelho conquistando turistas pelo estômago.
Falta (também aqui) orientação a esta política de divulgação das actividades económicas. Ora vejamos: anteontem Sesimbra foi concelho de Espadarte; ontem, pretendeu-se que afinal o conhecessem pelo Peixe-Espada Preto; hoje, valem mais as castanhas, batatas-doces e maçãs camoesas da Azoia.
Ser ou não ser, não é realmente a questão que importa. Ou melhor, importa ser seja o que for. É a loucura.
De facto, não há fome que não dê em fartura. E não há enfartamento ou azia que um Kompensan não resolva.

E, atenção, é preciso ter cuidado por que esta coisa pega-se.
É que, entretanto, para não se ficar atrás, o presidente da Junta de Freguesia de Santiago lançou há dias o Festival Gastronómico de Sopas do Mar que deverá decorrer lá para Abril. Félix Rapaz pretende que esta quinzena (esta é que é!) se torne numa «referência nacional».

Mas, de agora até Abril ainda há muita quinzena pelo meio… e aqui a imaginação é o limite.

Já agora... e antes que alguém tenha outra ideia, declaro desde já as duas próximas semanas como a "Quinzena Gastronómica da Sopa de Pelim".

Movimentações

Dois anos apenas nos separam das próximas eleições autárquicas. Não são, por isso, inocentes as movimentações de candidatos a candidatos (digo eu) aos órgãos autárquicos.
Assim, depois de meio mandato a dizer “ámen”, surgem, pela primeira vez, ecos de divergência no executivo que gere a Câmara Municipal de Sesimbra. Há uns tempos, a palavra “unanimidade” era escrita e reescrita na imprensa local. Agora, o vereador socialista Amadeu Penim já ousa descolar-se, pública e assumidamente, das decisões do presidente comunista Augusto Pólvora.
Noutro palco, a comissão concelhia do Partido Socialista tem agora um novo presidente. A Alberto Gameiro, um dos actuais vereadores socialistas que ainda não ousou descolar da liderança comunista da Câmara, sucedeu João Capítulo.
Noutro palco, surge o também socialista, Félix Rapaz, actual presidente da Junta de Freguesia de Santiago. Também este autarca já assumiu que faria todo o gosto em ser cabeça de lista pelo PS à Câmara. Por enquanto, vai lançando desfiles de moda e um festival gastronómico.
E ainda faltam dois anos… Convém que no meio destas movimentações, alguém faça o favor de se lembrar da terra e das pessoas. Não digo que isto seja uma prioridade, mas entre o admirar o próprio umbigo, o distribuir "papas e bolos" e o propagandear a pedrinha que se ajeitou na calçada, pode ser que se encontre um bocadinho de tempo para ver o resto.

Pelas ruas da amargura

Mais uma vez, a edição do jornal ‘O Sesimbrense’ marca pela sua inutilidade. No editorial, a directora Isabel Peneque retoma o tema do aborto, questionando a opção das mulheres que optam por recorrer à interrupção da gravidez. O tema tem suscitado debates interessantes o que contrasta com o editorial de Peneque que prima pelo banal desinteresse e traduz a indiscrição da senhora que relata uma conversa que ouviu num café de bairro, na mesa do lado. Falar da vida alheia já é mau. Mas publicar conversas escutadas na mesa do lado num café, criticando-as e julgando-as, é mesmo mau demais para ser verdade.

A capa do jornal volta a falar de desporto, desta vez (até que enfim) concelhio. Na foto, o destaque vai para três sorridentes autarcas deste concelho; a presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça, o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, e o presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Francisco Jesus. Enfim, uma família da mesma cor política, sorridente e (até parece) unida. Tudo a propósito do 8.º aniversário do Clube Escola de Ténis.

Sobre este acentuado declínio de qualidade informativa em alguma imprensa regional, não posso deixar de referir aquilo que descobri no blogue Rede da Xixa que analisa a edição de 2 de Novembro do jornal ‘Nova Morada’. Aqui, chama-se a atenção para uma entrevista feita ao vereador do desporto, José Polido. Faço minhas as palavras e indignação deste anónimo comentador:

Estas são as perguntas que Vanda Pinto colocou ao vereador José Polido.
1ª Pergunta – Que balanço poderá fazer do Desporto a nível concelhio, nestes dois anos?
2ª Pergunta – Esses resultados também são fruto do apoio dado pela autarquia. Como é visto esse apoio pelos clubes?
3ª Pergunta – Fala-se muitas vezes que a autarquia é o grande suporte financeiro dos Clubes. Concorda com esta afirmação?
4ª Pergunta – Mas sem esta ajuda os Clubes não conseguiriam sobreviver…
5ª Pergunta – Acha que existem muitos clubes no concelho?
6ª Pergunta – Em termos financeiros é um grande esforço para a autarquia?
7ª Pergunta – Quanto custa à Câmara esse apoio?
8ª Pergunta – Sendo da área dos números e dos cifrões o que o levou a aceitar uma área como o desporto?
9ª Pergunta – Já agora, que modalidade praticava o atleta José Polido?
10ª Pergunta – Num futuro que projectos desportivos estão a ser desenvolvidos?
11ª Pergunta – Como gostaria de ver crescer o desporto no concelho?
12ª Pergunta – É portanto um vereador orgulhoso do trabalho desenvolvido na área?
13ª Pergunta – Que mensagem gostaria de deixar à população e aos nossos atletas?

Em nota introdutória ao artigo, Vanda Pinto, a assessora da Câmara de Sesimbra e colaboradora do Nova Morada escreveu: “… o apoio do vereador ao desporto e ao movimento associativo tem sido bem evidente até à data. Não é difícil encontrá-lo nas várias actividades ligadas ao desporto que têm decorrido por todo o concelho”

Isto é Imprensa livre e independente???

Não deixa de ser curioso, e até ridículo, que o director do 'Nova Morada' critique em pleno editorial, cheio de moral, um outro jornal local - o 'Notícias da Zona' - por este último ter debatido, numa das suas últimas edições, o casamento e a união de facto.
Ai os telhados de vidro... Enfim, quanto a mim, entre uns e outros, venha o diabo e escolha, porque esta imprensa local anda mesmo pelas ruas da amargura.

3 de out. de 2007

(O)missões

Eu tento perceber, juro que tento... mas não consigo encontrar explicação razoável para o facto de alguns órgãos locais de comunicação social se demitirem tão escandalosa e perigosamente das suas “nobres” funções de informar com verdade e respeito.
A última edição do jornal ‘O Sesimbrense’, que já está on-line, dedica um espaço significativo à última Assembleia Municipal sem nunca referir a moção de censura que este órgão autárquico apresentou à Câmara Municipal de Sesimbra, o que me causa, no mínimo, muita estranheza. Dar eco aos factos, mantendo uma postura o mais imparcial possível, é jornalismo. Omiti-los, já é tomar uma posição, o que é ajornalismo.
Se algum dos derbys futebolísticos que se disputaram na tarde de Sábado, ao mesmo tempo que decorria a reunião da assembleia, tivessem tido honras de capa neste quinzenário, ainda dava o benefício da dúvida ao jornalista. Mas (pasmem-se), desta vez não há fotos de jogadores de râguebi, nem de atletas do triplo salto, nem tão pouco de futebolistas na 1.ª página. É certo que o editorial termina a falar do Scolari e de como um seleccionador nacional passa de bestial a besta, mas é a recriação da antiga lota que merece o destaque de capa.

2 de out. de 2007

Respeito democrático

As bancadas do PSD/PP, BE e PS da Assembleia Municipal aprovaram, no sábado, uma moção de censura à Câmara Municipal de Sesimbra. Na origem desta tomada de posição está o facto de a Câmara ter criado, mediante escritura de 28 de Dezembro de 2006, a ‘Associação de Sesimbra um Concelho com Futuro’, sem a prévia deliberação da Assembleia Municipal.
Curiosamente, a participação da Câmara nesta associação também não resultou duma prévia deliberação por parte do seu próprio executivo, que se limitou a ratificar posteriormente a decisão já tomada pela vice-presidente, Felícia Costa.
Em documentos e despachos que ficaram no meio desta trapalhada, a Câmara reconhece que os procedimentos adoptados não foram isentos de erros, reconhecendo mesmo «existirem fundadas dúvidas quanto à [sua] legalidade».
Apesar de tudo isto, o presidente da Câmara, Augusto Pólvora, estava, de facto, convencido que a Assembleia Municipal fecharia os olhos a esta série de trafulhices, aprovando de cruz a referida Associação, pactuando com um procedimento que tem por base o desrespeito da lei.
Convém sublinhar que apesar de votar contra a moção, a presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça (CDU), apresentou uma declaração de voto onde repudiou de viva voz a actuação da Câmara que fez orelhas moucas a um seu despacho que determinava o pagamento de uma taxa à CCDR para que emitisse um parecer sobre o caso, com base no qual a Assembleia deveria decidir. Augusto Pólvora nunca pagou, o parecer nunca veio. Foi, a gota de água.
Esta moção, segundo consta, terá deixado o edil de cabelos em pé, afirmando sentir-se crucificado. Não admira tamanha surpresa. Afinal, este é apenas um exemplo da forma de actuação deste executivo que já vem sendo regra embora sem qualquer contestação. É o quero-posso-e-mando.
Basta ver que o acordo que está na base no mega-projecto imobiliário para a mata de Sesimbra foi também, há poucos dias, considerado ilegal pelo ministro do Ambiente. Apesar disso Augusto Pólvora já veio defender a público que a “cidade da Mata” é para avançar, pois mais m2, menos m2, não faz grande diferença.
Da mesma forma, também não faz grande diferença que uma associação cuja existência nunca foi aprovada pela Assembleia Municipal, sendo por isso ilegal, tenha já Estatutos publicados em Diário da República (Anúncio n.º 1371/2007, DR n.º 42, 2.ª série, 28 Fevereiro 2007). Ora, considerando que esta associação «tem por objecto a promoção e modernização do núcleo urbano central da vila de Sesimbra» visando a sua requalificação, que se poderá dizer do projecto URBCOM? Ai que monumental embrulhada!...Precisamente no processo referente à assinatura do polémico (e ilegal) acordo do Meco, o presidente da autarquia alega que a decisão saiu da Câmara e da Assembleia Municipal, por unanimidade. Esquece-se agora que, na altura, o voto contra o acordo significava um peso sobre a consciência de cada um, pois à assinatura “só” havia uma alternativa: a invasão germânica e o pagamento de uma choruda quantia aos alemães que deixaria depauperados os cofres do munícipio. Apesar de tudo, desta feita, a Assembleia Municipal decidiu não pactuar com as ilegalidades. Valha-nos isso. Já que não nos respeitam a nós, meros munícipes, ao menos que se respeitem uns aos outros.

28 de set. de 2007

Allez Portugal allez!

Na sua edição de 30 de Agosto, o jornal ‘O Sesimbrense’ fazia parar o concelho, por trazer na sua primeira página uma notícia escaldante de grande relevância para a população local: ‘Nelson Évora salta para a medalha de ouro’. Uma fotografia do atleta do Benfica, vencedor do triplo salto no Campeonato do Mundo de Atletismo que decorreu em Osaka, Japão, ocupava toda a capa do jornal.
Na sua edição de 15 de Setembro, ‘O Sesimbrense’ volta a fazer história no jornalismo local, puxando para a capa a prestação da selecção nacional de râguebi que esteve, pela primeira vez, num campeonato do mundo da modalidade.
Num mundo em constante mudança, e num concelho não tão fraco em notícias como poderia parecer à primeira vista, as opções editoriais deste «quinzenário independente para defesa dos interesses do concelho» parecem-me pouco claras.
É certo que o mundo desportivo gira em torno do futebol e toda a gente sente que deveria ser dada maior relevância às restantes modalidades nas quais os atletas lusos se têm destacado. Não me parece, no entanto, que isso seja motivo suficiente para ‘O Sesimbrense’ se demitir da sua missão de ‘defesa dos interesses do concelho’. Não me parece que seja missão deste jornal fazer as capas que ‘A Bola’, o ‘Record’ ou o ‘Jogo’ poderiam ter feito.

Eventos em curtas

A Junta de Freguesia de Santiago promove, esta noite, um desfile de moda, em conjunto com uma empresa de realização de eventos, e com o apoio de algumas empresas do concelho e da Câmara Municipal de Sesimbra. No site da Junta descobri a imagem de divulgação do acontecimento que integra dois elementos gráficos interessantes: a fortaleza de Santiago à qual se sobrepõe um mulher loira, nua. Apesar de afirmarem que o principal objectivo do ‘Sesimbra Fashion Party’ (porquê o nome em inglês?) é colocar a vila «na rota da moda e mostrar que tem lojas e estilistas de grande qualidade e gente bonita para as passerelles», parece-me que a imagem de divulgação do evento parece querer asseverar outros atractivos. Como dizem uns «gatos» que por aí andam... «volta e meia também vão aparecer gajas nuas».
Ai estes candidatos a presidente de Câmara...

Há uma semana, a Câmara Municipal de Sesimbra recriou, na baía de Sesimbra, a antiga lota. Dentro do espírito do ‘Carnaval todo o ano’, no teatro foram envolvidas as escolas de samba e grupos, cujos elementos se mascararam para recriar esses tempos idos. No final do dia, quando o evento já estava longe, só se falava no mistério do cherne desaparecido. Isto para não falar no sumiço de gorazes e peixe-espada preto. Terá sido intervenção da ASAE? Terá sido o vento? O vento não foi certamente e a ASAE não actua assim.

Dando continuidade a uma série de eventos de forte cariz cultural, a Câmara Municipal de Sesimbra vai assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa (1 de Outubro) com uma mega ‘Matiné Dançante’ que terá lugar no salão ‘Baila Comigo’. Para os idosos do concelho não haverá cherne nem «gajas nuas». Mas que eles mereciam muito mais do que isso, ai mereciam sim senhor.

26 de set. de 2007

Também quero!!

Uma sala cheia recebeu na sexta-feira o debate sobre a ‘Educação e a Escola Pública’ organizado pelo grupo de reflexão sobre o concelho de Sesimbra - ‘Observa’ -, que contou com as participações do reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, e dum fundador do Movimento da Escola Moderna, Sérgio Niza.
Em vésperas da reconstituição da antiga lota na praia de Sesimbra, foi com alguma surpresa que vi entre o público a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa.
Foi também com surpresa que a vi entre o público, e não na mesa. Não porque eu ache que ela devesse estar na mesa, mas antes porque acho que ela acha que lá deveria estar.
Foi porém sem surpresa que ouvi a intervenção da vereadora durante o período de debate. Sem rodeios, Felícia Costa antes de dirigir a sua pergunta aos oradores, fez questão de se afirmar admirada por ver a sala cheia de professores, quando poucos comparecem às acções realizadas pela Câmara sobre Educação. Será que a vereadora acha mesmo que esta foi a forma mais correcta de os atrair?
É curioso... Porque também eu fiquei admirad@ por ver a vereadora entre o público num evento que não foi organizado pela Câmara.

«Quando se trata de educação, nenhum político tem dúvidas, nenhum comentador se engana, nenhum português hesita. Palavras gastas. Inúteis. Banalidades. Mentiras. O que é evidente, mente. Evidentemente.»‘E vid ente mente. Histórias da Educação’, António Nóvoa (Asa, 2005) [Retirado do folheto de apresentação da sessão.]

6 de set. de 2007

O «principal» e o «único»

Felizmente o mês de Agosto chegou ao fim.
Finalmente a pequena avalanche de turistas que escolheram Sesimbra como destino de férias, fez as malas e partiu. E os outros (aos quais que não podemos chamar “turistas”) que apenas vêm ao Sábado de manhã e vão ao Sábado à tarde, continuarão a vir e a ir, sempre que o sol perder a vergonha.
Dizem por aí que o Verão “foi fraco” e, há dias atrás, um jornal concelhio comprovou-o dando honras de 1.ª página ao fracasso: ‘Turistas em queda por falta de animação’.
Custa-me a crer que no próximo editorial do boletim municipal, o presidente da Câmara reitere a afirmação de que «Sesimbra é, hoje, o principal destino turístico da Costa Azul e o único destino internacional da região». Augusto Pólvora sustentou a afirmação em dados do «Instituto Nacional de Estatística» referentes aos últimos anos, embora não defina quais, e isso talvez fosse importante para conseguir compreender a incoerência, verificável a olho nú, desta constatação.
Como o líder de bancada da CDU na Assembleia Municipal, Fernando Patrício, nos ensina: não é por repetirmos muitas vezes uma mentira que ela se torna verdade. Por isso, Augusto Pólvora bem pode deixar de insistir nas ideias de «principal» e «único» destino turístico, pois não é por dizê-lo e escrevê-lo muitas vezes que a coisa se efectiva. Há que fazer muito mais.
No editorial em que Pólvora eleva Sesimbra a «principal» e «único», ressalva o trabalho do Turiforum, um «grupo de reflexão sobre o turismo em Sesimbra». Parece-me agora que o grupo terá matéria suficiente para se entreter.
Além disso, acrescenta o edil, está na forja o ‘Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico’ que deverá ser lançado em breve, e que tem como «grande objectivo inverter a tendência sazonal» e «afirmar definitivamente Sesimbra como destino turístico durante todo o ano».
O importante, quer para o reflexivo Turiforum, quer para o Plano Estratégico, é que consigam partir dum diagnóstico fidedigno da situação do turismo actual e tenham uma ideia clara e correcta daquilo que deveria ser o objectivo: um turismo de qualidade para um concelho com as características de Sesimbra. Partir do princípio de que somos o «principal» e o «único» é, por si só, um mau princípio. Não sei onde querem todos eles chegar, mas não é bom sinal meterem pelo caminho um ‘carnaval de Verão’ que só desencantou, um esgoto a correr para a praia, a sobreposição de eventos, ou uma dose dupla de trios electrécticos, e isto apenas para apontar alguns casos.O boletim meteorológico não ajudou, é verdade. Mas isso não é desculpa para quem avoca ser o «principal» e o «único».

4 de set. de 2007

Uma terra de contrastes

No âmbito do evento 'Marés de Outono', vai recriada, dia 22 de Setembro, a antiga lota na praia, numa tentativa de, dizem, "valorizar as tradições". As festas em honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel, promovidas pela Comissão de Festas, incluem um pouco tradicional karaoke, no Santuário.

Início do ano lectivo

O início do ano lectivo no concelho de Sesimbra tem sido, nos últimos anos, principescamente assinalado com a realização de um grande banquete oferecido à comunidade educativa. Este evento tem merecido ferozes críticas
pelo esbajamento panfletário (promover uma festarola para centenas de pessoas não é coisa que se faça com meia dúzia de tostões), sobretudo porque há escolas onde os professores são obrigados a pedir aos encarregados de educação, com jeitinho, algum dinheiro para suportar fotocópias, visitas de estudo e... papel higiénico. Apesar disso, a autarquia tem feito finca pé em promover este banquete anual e 2007 não será excepção. Mas, ao que parece, há novidades.
No Sesimbr’Acontece de Setembro é anunciado que o evento terá como tema a banda desenhada. Mas... pasmem-se! Desta feita não estão a pedir aos convivas que se mascarem de Homem-Aranha, Flash Gordon, Hulk ou de X-Men. Segundo a publicação, todos os participantes serão convidados a levar «um livro de banda desenhada para ser oferecido às bibliotecas escolares». Apesar da promessa eleitoral de ‘Carnaval todo o ano’, a autarquia decidiu, ao que parece (e bem), pôr fim ao baile de máscaras em que tinha transformado a recepção.
Mas há mais inovações. A edição ’07 do banquete para a comunidade educativa não terá lugar nem na Fortaleza de Santiago, nem na Quinta dos Sonhos, mas sim, na Escola Básica 1 / JI da Quinta do Conde.
Note-se ainda que, em entrevista ao jornal ‘O Sesimbrense’, a vereadora da Educação, Felícia Costa, quase dá a mão à palmatória quando recusa a denominação de ‘recepção à comunidade educativa’. «Prefiro chamar-lhe um momento de homenagem e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por professores e alunos», disse. E acrescenta: «Vamos fazer um encontro no dia 14 (...)». É impressão minha ou há aqui uma alteração de discurso e de postura?
Não posso ainda deixar de sublinhar uma outra afirmação de Felícia Costa: “Iremos aproveitar para falar do que se pretende realizar durante o ano”. Assim, como quem não quer a coisa, a vereadora até vai procurar falar de alguma coisa importante durante o convívio. Até porque convém, não vá o pessoal pensar que aquilo é só mesmo banquete e festa. Definitivamente, algo mudou. E sente-se nas entrelinhas o desalento de Felícia Costa por ter de limitar o seu querido festim anual de auto-promoção.

3 de set. de 2007

O Regresso

O início do mês de Setembro marca o fim da “silly season”. Mas, na abertura da nova “season” política concelhia, Fernando Patrício, articulista no jornal ‘Nova Morada’ e elemento da bancada comunista na Assembleia Municipal de Sesimbra, publica no referido jornal mais um artigo de opinião absolutamente “silly”, para não dizer pior. Não tendo aprendido com o primeiro erro, Patrício volta a comparar a actuação dos socialistas à do ministro da propaganda de Hitler. Comece-se por dizer que Patrício sabe tão bem do que fala que redige erradamente o nome do político do 3.º Reich. Em vez de “Goebbels”, Patrício escreve “Goebels”, comendo-lhe um “b”.
Goebbels compreendeu como dominar os meios de comunicação de massa e é-lhe atribuída a afirmação de que “qualquer mentira repetida até à exaustão acaba por se tornar uma verdade”. Mas isso Patrício sabe, até porque é, precisamente, por essa afirmação que inicia a sua crónica. Mas o que Patrício talvez não saiba, (mas pode consultar na wikipédia) é que Paul Joseph Goebbels foi, por algum tempo, comunista, e esperava que uma revolução salvasse a Alemanha da dificil situação social em que se encontrava. Rejeitava o capitalismo, mas também a democracia e acabou por se tornar um anti-semita fanático. A determina altura do seu percurso político, Goebbels é enviado por Hitler para dirigir a propaganda em Berlim (uma área de influência comunista, onde o movimento Nazi não se tinha conseguido implantar fortemente). Diz a wikipédia que, «já na sua primeira acção em Berlim se denotam em Joseph Goebbels os métodos de inspiração comunista. No bairro proletário de Wedding, ele alugou uma larga sala de audiências que costumava ser utilizada pelos comunistas. Os placares anunciando o evento imitavam o estilo e as palavras usadas pelos comunistas.»
Mas esta é apenas uma custa lição de história que não deve ser lida como nada mais do que isso.
Voltemos, por isso, ao artigo de Patrício que inicia por “Goebels”, passa para a lei de financiamento dos partidos, para chegar até ao “pistoleiro da Quinta do Conde” e às ameças “à integridade física” a elementos da CDU. Depois disto, Patrício ainda faz questão de sublinhar que é gerente comercial numa empresa privada, e manda cumprimentos a alguém que tem um “toyota branco” e lhe tirou fotografias à casa, para, finalmente, fechar o texto lançando acusações a um vereador do PS.
Independentemente das razões de Patrício, da justeza, ou não, das suas críticas e dos recados que manda pelo jornal, parece-me que um “Goebels” ali metido, a foice e a martelo, e pela segunda vez (porque já num artigo anterior, Patrício chama ao texto o ministro nazi) é completamente descabido e soa demasiado a um certo discurso madeirense onde os adjectivos “fascistas”, “cubanos” e afins são usados com a mesma leviandade.
O mote está dado: inicia a “season”, igualmente “silly” e muito “foolish”.

4 de jul. de 2007

É preciso ter lata!

A última Assembleia Municipal de Sesimbra terá sido, sem margem para dúvidas, uma das mais participadas dos últimos tempos, e onde a actuação do executivo camarário foi mais criticada, não pelas bancadas que representam os diversos partidos políticos ali representados, mas pela intervenção do público. Nesse momento da reunião, foram feitas cinco intervenções, sendo que três delas foram bastante críticas. E destas, uma foi... diria mesmo, arrasadora. A resposta do presidente da edilidade foi contida e pouco esclarecedora.
Um dos pontos da ordem do dia implicou a intervenção de representantes da Assembleia Municipal de Jovens. Os estudantes dos diferentes estabelecimentos de ensino do concelho, vá-se lá saber porquê, afinaram pelo mesmo diapasão de crítica, pondo o dedo nas feridas abertas da actual gestão camarária, expondo um rol de legítimas preocupações. Aqui, a resposta do presidente da edilidade foi pouco contida e esclarecedora.
Disse que os jovens, por serem jovens, não tinham sido capazes de efectuar um levantamento correcto dos problemas, mas numa próxima oportunidade teria todo o gosto em deslocar-se às escolas, respondendo, numa fase prévia, às principais questões colocadas pelos alunos.
Ora bem, Augusto Pólvora não só minimizou publicamente a capacidade e inteligência dos alunos, futuros eleitores deste concelho (que se envolveram neste projecto da ‘Assembleia Municipal de Jovens’ que tem como objectivo envolver os estudantes na vida do município, contribuindo assim para a sua formação cívica), como ainda se ofereceu para, numa próxima oportunidade organizar “comiciozinhos” nas escolas.
E esta hein?!

3 de jul. de 2007

Educação sem paixão

A Junta de Freguesia de Santiago tem publicado no seu site entrevistas mensais com algumas personalidades. O mês de Julho, que ainda há pouco abrimos, traz-nos Esequiel Lino. Os últimos acontecimentos relacionados com as comemorações dos 30 anos do poder autárquico espicaçaram-me a curiosidade para perder cerca de 40 minutos do meu dia a ouvir aquele que governou o concelho durante mais de 20 anos.
O entrevistador e presidente da Junta de Freguesia de Santiago, Félix Rapaz, começa por dizer que a conversa decorrerá numa “zona paradisíaca”. Mas a entrevista não decorre nas Maldivas nem nas Seychelles, e sim no bar do Hotel do Mar. Félix Rapaz começa por dizer que, “para o bem e para o mal”, Esequiel Lino marcou Sesimbra, mas a frase não incomoda o interlocutor. A história conta-se depressa, Esequiel Lino é da Maçã, percorria 7 km para ir para a escola, jogou futebol nos juniores do Sesimbra com um cartão falsificado, mais tarde passou pelo teatro de guerra em África, onde descobriu um livro de Fidel Castro que mudaria para sempre a sua vida. Trabalhou na banca e marcou pontos no sindicato do sector. Foram as “circunstâncias da vida” que o conduziram à comissão administrativa que governou o concelho de Sesimbra no pós-25 de Abril. Assume ser um “idealista”, característica que chocou com o aparecimento dos “políticos profissionais” que “tinham uma linguagem pela frente e outra por trás” e mantinham “jogos de poder”, com os quais se confrontou naquele que Esequiel Lino elegeu como o pior momento da sua governação: a polémica que surgiu no Meco aquando da discussão do 1.º Plano Director Municipal. Segundo o ex-presidente, um movimento contestava o excesso de construção prevista para aquela área da freguesia do Castelo. A polémica foi acompanhada pela SIC que surgia na época e que apanhava sempre quem “fazia xixi fora do penico” e pelo “então director da Grande Reportagem, Miguel Sousa Tavares”, que Esequiel chama de “mentiroso” e “indivíduo sem moral”. Esequiel Lino critica ainda a perda de identidade de Sesimbra e defende que o concelho tem de voltar-se para o mar.
Mas Esequiel Lino associa o melhor momento da sua governação ao impulso que foi dado à educação, ao dotar o concelho de infra-estruturas que evitaram que os alunos, terminado o 1.º ciclo, tivessem de sair para os concelhos de Almada e Seixal para prosseguirem estudos. Não deixa de ser curiosa esta constatação, numa altura em que a oferta de ensino secundário no concelho escasseia e não dá resposta às necessidades crescentes. Os jovens da Quinta do Conde são obrigados a sair para os concelhos limítrofes e o problema arrasta-se sem solução há vários anos. Aquilo que agora é visto como um avanço significativo alcançado ontem, foi já largamente ultrapassado pela realidade e dinâmicas demográficas.
Será que andamos de vistas curtas para a educação?

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O último editorial redigido pelo director do jornal ‘Nova Morada’ tem por título ‘Incompatibilidades’. Toda e qualquer semelhança com o assunto que tratei no post ‘(in)compatibilidades’ é pura coincidência.De notar que o texto é encabeçado por numerosos pontos de interrogação. Possivelmente uma gralha de paginação. Curioso que essa foi precisamente a sensação com que fiquei depois de ter lido o texto. Com muitas interrogações e algum pasmo.

1 de jul. de 2007

Assim se vê a força...

«O relatório da IGAT sobre o caso das alegadas reformas fraudulentas de funcionários da Câmara de Setúbal propõe a dissolução da autarquia comunista.
(...)
A investigação da IGAT diz respeito à reforma compulsiva de dezenas de funcionários da câmara de Setúbal, ocorrida durante o primeiro mandato do comunista Carlos Sousa, entre 2001 e 2005.
Segundo a acusação, os funcionários terão sido convencidos pelas chefias a dar cinco faltas seguidas ao serviço sem justificação (ou dez interpoladas) dando origem a processos disciplinares, que terminaram com a proposta de reforma compulsiva antecipada.
A câmara que está em situação de falência financeira desde os tempos da gestão socialista de Mata Cáceres, aliviava assim o encargo financeiro com os funcionários que também não eram prejudicados monetariamente. A Caixa Nacional de Aposentações, ao invés, terá sido defraudada pelo processo.»

(Edição on-line do jornal Sol)

Assim se vê a força...

29 de jun. de 2007

Acontece!

No editorial da edição de Julho da agenda Sesimbr’Acontece, a vereadora da cultura, Felícia Costa, começa por dizer que durante muitos anos se cultivou a ideia «de que os espaços museológicos e os monumentos eram lugares para investigadores e eruditos», para acabar por salientar a democratização do uso destes espaços através da realização de diversos espectáculos e eventos nalgumas salas de visita nobres do concelho: o castelo, a Capela do Espírito Santo, a Fortaleza de Santiago. Pelo meio, Felícia Costa refere as alterações nas «estratégias de gestão» que conduziram à criação de «formas alternativas de olhar o património» e à «abertura de espaços à comunidade».
Por acaso, há uns anos atrás, o Castelo era um espaço restrito, sim senhor. Mas não por ser dominado por uma elite. Apenas porque o seu estado de abandono propiciou alguns furtos e assaltos aos que ousavam subir a encosta.
A fortaleza, de facto, sempre foi um espaço fechado, não devido aos «investigadores e eruditos», mas sim por causa de colónias de férias.
Por seu lado, a Capela do Espírito Santo também não esteve entregue a «investigadores e eruditos». Apenas esteve encerrada durante anos a fio, votada ao abandono.
Entretanto fizeram-se obras. No castelo e na capela... porque a fortaleza continua a definhar escondida atrás de placas identificativas e de cartazes de divulgação.
Depois temos os outros monumentos e espaços museológicos que ainda não foram abertos à comunidade como a Casa do Bispo, o Cabo Espichel, todo o património geológico e arqueológico e (ainda) temos as lojas de companha e muitos outros. Será que afinal é aí que se escondem os «investigadores e os eruditos».