30 de ago. de 2006
Dois pesos, duas medidas, um parque natural
No sábado, Sesimbra voltou a protestar contra o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA).
No sábado, o presidente do Clube Naval de Sesimbra, Lino Correia, afirmou que no protesto participaram «cerca de 300 embarcações».
No sábado, a polícia marítima afirmou que no protesto participaram entre «80 a 100 barcos».
No sábado, o capitão do porto de Setúbal, Crispim de Sousa, considerou que o número era «significativo mas não massivo».
No sábado, durante o protesto, foram levantados «alguns autos de notícia por navegação em zona proibida».
No sábado o barco ‘Virgem da Ajuda’ foi autuado durante o protesto por «transportar pessoas sem licença para tal», nomeadamente, os jornalistas que seguiam a bordo.
(Ler a notícia aqui.)
Na sexta, a associação ambientalista Quercus abandonou a Comissão de Acompanhamento Ambiental (CAA) da Secil.
Na sexta, a Quercus justificou a decisão: A Secil não informou, previamente, a CAA da intenção de co-incinerar resíduos industriais perigosos.
Na sexta, a Quercus justificou a decisão: O Ministério do Ambiente dispensou a Secil de realizar a avaliação de impacte ambiental para co-incinerar lamas oleosas, óleos e solventes.
Na sexta, a Quercus denunciou o incumprimento da lei o que poderá gerar uma queixa nas instâncias europeias.
Na sexta, a Quercus sublinhou a «rapidez com que se atribuiu isenção do estudo de impacte ambiental». Um processo que só «demorou três dias», algo «único na administração pública».
(Ler notícia aqui.)
29 de ago. de 2006
«Uma aposta no futuro» do quê ou de quem?
A Avenida da Liberdade é definida pelo presid… ups… pelo “arqt.º” como um «eixo fundamental no equilíbrio urbanístico de Sesimbra». É verdade! Eu não diria melhor, nem de forma tão poética. Mas foi o último parágrafo da prosa do “arqt.º” que me deixou de rastos. Diz ele: «É verdade que nesta operação urbanística surgirão cerca de 30.000 novos m2 de construção para habitação e comércio (…)». Então… Mas em que parte deste filme é que o «estudo de ordenamento da Avenida da Liberdade» (leia-se, do «eixo fundamental no equilíbrio urbanístico de Sesimbra») se transformou numa «operação urbanística»? É que devo ter perdido essa parte!
Justificando esta opção, o “arqt.º” acrescenta: «Estamos a falar de 300 novos fogos numa vila que tem cerca de 6000, ou seja um aumento de 5% num cenário de clara aposta na contenção urbanística futura da vila». Isto é hilariante. Atulhar de betão a principal entrada na vila, com casas para alguém que há-de vir (que não eu ou o comum sesimbrense), a pretexto de construir, entre outras coisas, mais 1000 lugares de estacionamento, para tornar esta vila num caos pior do que já é, e prognosticar que depois se apostará na contenção urbanística, é uma anedota! Sobretudo porque o “arqt.º” ainda explica: «Ou seja vamos aproveitar quase os últimos terrenos urbanizáveis de grande dimensão ainda disponíveis na vila para resolver problemas essenciais ao seu funcionamento». Oh… oh… então mas para que se acena com a bandeira da contenção futura se com esta «operação urbanística» se esgotam os «últimos terrenos urbanizáveis»? Há aqui qualquer coisa que não joga…
Já agora… «contenção urbanística futura». Quem é que garantiria isso? Seria o “arqt.º”? É que, pela amostra junta…
28 de jul. de 2006
21 de jul. de 2006
Descubra os erros
Num site informativo que dá eco do que se passa na região de Setúbal, descobri algumas informações curiosas.
Espreitem e vejam lá se não tenho razão. Dou apenas uma dica: verifiquem a informação sobre fundo cinza. Não vos cheira a... regresso ao passado?
Ver aqui.
20 de jul. de 2006
Fluir
e nas rugas que, numa e noutra face,
esculpiram o medo e a sabedoria,
se possa ler em comovido olhar
o princípio, o meio e o fim desse caudaloso
fluir que outrora chamámos vida.
Talvez agora, tal como ontem e sempre,
comece a própria morte,
aquilo que nos devora,
aquilo que nos convoca para o silêncio e para
a mão que escreve, sonâmbula e feroz,
estremecendo.
José Agostinho Baptista
Agora e na Hora da Nossa Morte
19 de jul. de 2006
Uma nova marginal
1) O olhar cruza-se com os bonitos e luzidios caixotes do lixo desenhados pelo Siza Vieira. Pena que o cheiro que deles emana seja nauseabundo. Estes pequenos contentores são utilizados, não só pelos transeuntes, mas também, como seria de esperar, pelos comerciantes das redondezas que não têm outras opções. Certos dias torna-se difícil conseguir apreciar a (tão propalada) beleza arquitectónica dos caixotes do Siza porque estão quase totalmente cobertos de caixotes de papelão e sacos. Só se sabe que eles lá estão… pelo cheiro.
2) Tenho a estranha sensação de que todas as semanas abre um café na “nova marginal”. É sempre uma experiência interessante poder variar na bica com mais frequência do que seria de esperar. Ora, ontem estive num espaço onde paguei 1.20€ por um café (240 escudos por uma bica curta…), ora amanhã vou ao outro onde pago 1.70€ por uma imperial. Por este andar, o melhor é pôr um ponto final nestas experiências senão tenho de abrir falência.
3) Há uns anos, quando a praia de Sesimbra me parecia enorme, ir para o caneiro, para a praia dos amigos, ou para a prainha, eram coisas muito diferentes. Pela praia frequentada era possível adivinhar as companhias. (Diz-me a praia que frequentas, dir-te-ei quem és.) Hoje, ficar em qualquer um destes espaços cujas fronteiras desapareceram há muito, é indiferente. Encontro pessoal do caneiro na pedra alta. Pessoas que estavam na prainha, junto à fortaleza e por aí fora. Ontem decidi ir para o caneiro que não visitava desde o ano passado. Fiquei estupefact@ ao perceber que tinha quase de ficar encostad@ à rocha para poder espetar o chapéu-de-sol na areia, pois até lá é interdito e os toldos ocupam a maior extensão. Realmente, a praia está a ficar cada vez mais pequena.
Os tempos mudam e sinal disso é a incaracterística “nova marginal”.
18 de jul. de 2006
Desmazelos
- De 22 de Junho a 2 de Julho - Exposição de Maria de Lurdes Brites alusiva aos Santos Populares;
- De 17 de Junho a 15 de Julho – III Exposição Internacional de Artes Plásticas;
- 16 de Julho – Zimbra’Antiga;
- 25 de Junho e 9 de Julho – Zimbr’Arte
Por fim, está ainda disponível para download o ficheiro com a programação alusiva aos Santos Populares que terminou a 1 de Julho.
Tudo completamente ultrapassado!
Confesso que a minha intenção até era boa. Consultei o site na expectativa de descobrir um espectáculo para o fim-de-semana. Como a ‘sesimbr’acontece’ me faz urticária, costumo recorrer ao site onde, normalmente, evitam os textos sem jeito nem amanho. Mas nem assim…
A Sopa errou
Aproveito para recordar que é um espectáculo a não perder!
17 de jul. de 2006
Nada acontece
A presença dos O’QueStrada na capa desta publicação até poderia induzir o contrário. Os espectáculos que este quarteto tem realizado, às sextas-feiras, no átrio do Teatro Nacional D. Maria II, são imprevistos e boas surpresas. (Atenção que eles vão estar no dia 29 no Largo José António Pereira.)
Por contraposição, pouco de novo nos é oferecido pelo conteúdo de mais esta edição da agenda municipal.
Digo pouco porque, na realidade, notei, com interesse, que o texto que, habitualmente, abre a publicação deixou de ser assinado pela vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa, mas passou a ser assinado pela vereadora do pelouro da Cultura, Felícia Costa. Fico sem perceber se são homónimas ou heterónimos; ora aparece a Felícia-vice, ora aparece a Felícia-vereadora.
Fora isso, os restantes textos continuam insípidos, insonsos e inodoros. A pérola é o texto sobre a Feira do Livro de Sesimbra.
Livros… Haveria tanto para dizer sobre os livros. Mas, na ‘sesimbr’acontece’ só se lembram de afirmar coisas tão interessantes como a necessidade de os livros chegarem «cada vez mais cedo ao contacto com as nossas crianças tornando-se um companheiro do berço tal como o urso e a chupeta».
13 de jul. de 2006
O que a Secil pode e os pescadores não
Durante um debate sobre a co-incineração de resíduos perigosos promovido pelo Movimento de Cidadãos pela Arrábida, o professor catedrático do Instituto Superior Técnico lembrou que um dos maiores riscos da co-incineração de resíduos perigosos está relacionado com os efeitos nefastos das emissões de "dioxinas e furanos" para a saúde pública, que poderão subsistir durante muitos anos.
Delgado Domingos referiu também que não houve nenhum estudo ambiental que justificasse a opção do governo pela co-incineração na Arrábida.
Excerto de notícia da Agência Lusa
11 de jul. de 2006
Nada de misturas
As juntas de Freguesia de Santiago e do Castelo candidataram-se, em conjunto, ao Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados/2006 (PCAAC). De fora ficou a Quinta do Conde, fenómeno que os dois presidentes (Félix Rapaz, de Santiago, e Francisco Jesus, do Castelo) atribuem à “distância geográfica desta freguesia”.
Ler notícia aqui.
O 'Setúbal na Rede' que publicou a notícia fala num "fenómeno" que poderia ser justificado das mais diversas formas. Parece-me que a "distância geográfica" não é, de longe, a melhor desculpa para discriminar uma parte da população do concelho.
6 de jul. de 2006
Promiscuidades e esmagamentos
Um grupo de 40 cidadãos, entre os quais se encontram o ex-ministro socialista Eduardo Pereira e o presidente do Geota, Carlos Nunes da Costa, acaba de entregar uma contestação ao Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra (PPZSMS), no âmbito da discussão pública sobre o empreendimento, que acusa a câmara de “promiscuidade” com os promotores imobiliários e exige a elaboração de outro plano de pormenor (PP).
Entre os subscritores do documento estão os sesimbrenses que, há cerca de três meses, ameaçaram interpor uma providência cautelar contra este processo. Na ocasião, contestavam a ausência, durante o período de consulta pública, dos pareceres de entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR-LVT), Instituto de Conservação da Natureza (ICN) ou Direcção-Geral do Turismo (DGT).
De acordo com Adelino Fortunato, um dos subscritores, a providência acabou por não avançar “porque entretanto o presidente da câmara reconheceu a insuficiência e abriu um novo período de discussão”. (…) Segundo Adelino Fortunato, “todas as entidades levantam problemas e questionam a sustentabilidade económica e social” do empreendimento.
O PPZSMS reporta a um acordo firmado entre o ex-ministro Isaltino Morais, a Câmara de Sesimbra, a imobiliária Pelicano e a promotora Aldeia do Meco – para onde estava previsto um outro empreendimento. “Não resulta, portanto, de uma acção de ordenamento do território patrocinada pelo interesse público”, consideram os signatários da contestação. (…)
Além disso, levantam suspeitas quanto à legitimidade de um PP “encomendado pela autarquia a técnicos que pertencem aos quadros da Pelicano ou são seus assessores”. No seu entender, é “gravíssima a promiscuidade verificada ao longo de todo este processo entre os órgãos de gestão autárquica e os promotores imobiliários”. (…)
Acusações que o presidente da autarquia, Augusto Pólvora, refuta, afirmando que “nada há de ilegal” na nomeação da equipa que elaborou o PP. “A Pelicano propôs uma equipa técnica que a câmara aprovou, em 2003, por unanimidade, ao mesmo tempo que aprovou os termos de referência para a elaboração do plano de pormenor, como a área, os índices e os objectivos”, explica Augusto Pólvora, frisando ainda que “era a empresa que representava os proprietários e que já tinha acordos com eles”, acrescenta o autarca.
População teme “esmagamento” de Sesimbra
O número de camas previsto para a zona sul da mata de Sesimbra – 31 mil – é uma das principais preocupações dos cidadãos que se opõem ao projecto. Aos 37 mil habitantes do concelho vão juntar-se, com as duas fases do empreendimento, “mais 83 mil”. Tendo em conta que, em toda a Costa Azul, existem actualmente dez mil camas, os subscritores da contestação consideram que “não há enquadramento deste projecto no quadro mais geral das necessidades de desenvolvimento regional” e dizem que “nada garante que esta não venha a transformar-se numa área de segunda habitação”. (...)
Excertos da notícia publicada no Público de 5 de Julho
5 de jul. de 2006
Uma citação
A dialéctica é a gaia ciência que permite ao Líder Máximo ter sempre razão; com efeito, mesmo quando se engana, engana-se no bom momento, de modo que tem razão em se enganar; o inimigo, pelo contrário, mesmo quando tem razão, tem razão no mau momento, o que faz com que se engane ao ter razão.»
LEYS, Simon Ensaios Sobre a China, Ensaio, Livros Cotovia, p.40
4 de jul. de 2006
Como é que foi que disse?
A “notícia” não era confirmada. O(a) seu/sua autor(a) afirmava-o claramente:
«E fizeram-no, ao que julgamos saber, porque houve tácito conhecimento de uma nova decisão da Edilidade, em consequência do teor das críticas das três sessões de discussão pública». E acrescentava ainda: «ao que julgamos saber, o expediente jurídico da providência cautelar não vai avançar».
Tudo mera suposições… que, curiosamente, surgiam na mesma edição em que o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra deu uma extensa entrevista sobre o turismo… ou melhor, sobre o projecto previsto para a Mata, suas vantagens e benefícios.
Como diria uma escritora light da nossa praça: não há coincidências.
Na sua última edição, ‘O Sesimbrense’ dá o dito pelo não dito. Ou melhor, é obrigado a precisar as conjecturas avançadas. Afinal, «de facto, o que houve foi a “travagem” sequencial que a noticia deixa perceber, aguardando diversas clarificações solicitadas à Câmara».
Não percebo, por isso, porque continuam a chamar-lhe “notícia”. De qualquer forma, o jornal parece assumir o erro.
Mas assumirá mesmo?
Afinal, o(a) seu/sua autor(a) escreve que até há qualquer coisa de verdadeiro que a 1.ª notícia «deixa perceber». Mas não afirma. Apenas sugere.
Essa 2.ª “notícia” diz ainda: «Expirado em 25 de Junho o prazo estabelecido, os mentores da providência cautelar estão a analisar o que puderam apurar, complementarmente, decidindo então se vão ou não avançar com os propósitos enunciados».
A partir daqui, o leitor supõe que o prazo que expirou diz respeito ao prolongamento da discussão pública. No entanto, esse apenas terminou em 27 de Junho, como tal, não se percebe a que se refere o texto.
Por fim, concluiu-se que «há que aguardar» que os subscritores da providência cautelar analisem os factos. Mas mesmo essa informação é inferida. Diz a “notícia”: «E é isso mesmo que se infere do texto de “Ondulações” que Eduardo Pereira assina nesta mesma página de leitura obrigatória para os muitos interessados».
Com tanto diz que disse, dá vontade de pedir: explique-me lá o que quer dizer, mas como se eu fosse muito burr@.
3 de jul. de 2006
Perfis sem jeito nem amanho
«Augusto Manuel Neto Carapinha Pólvora, autêntico sesimbrense, de raiz, pertencente a típicas famílias pexitas, de par marítimo, de boa memória, é Arquitecto (formado em Paratislava, capital da novíssima Eslováquia) e está a cumprir valiosa carreira autárquica desde 1997 com acesso à Presidência da Câmara pela CDU, em finais de 2005. Enquanto Vereador, tendo a seu cargo importantes Pelouros, exerceu actividade profissional com arquitecto na Câmara do Seixal. Tem 47anos de idade, vive no progressivo reduto habitacional do Pereirinha, muito perto do Espichel, é casado e tem dois filhos. Gosta (e pratica) de Desporto, exibe elevado nível de comunicabilidade e mantém, como seu importante trunfo pessoal, um grande apego a Sesimbra.»
a) Augusto Pólvora é um «Arquitecto» com maiúscula.
b) Formado em «Paratislava»... uma terra que não existe. A capital da «novíssima Eslováquia» chama-se, segundo consta, Bratislava.
c) Está a cumprir «valiosa carreira autárquica», duma forma como nenhum jornalista isento poderia qualificar.
d) Enquanto exerceu a actividade profissional na Câmara do Seixal foi «arquitecto», com minúscula.
e) Vive no «progressivo reduto habitacional do Pereirinha». «Progressivo reduto habitacional»?! «Pereirinha»?! As pereirinhas dão pêras pequeninas. Os pinheirinhos dão pinhas pequeninas. É um bocadinho diferente.
f) «Exibe elevado nível de comunicabilidade», duma forma como nenhum jornalista isento escreve, embora possa, eventualmente, pensar.
Ai, ai... esta imprensa regional...
Curtas
Este fim-de-semana cumpriu-se mais um Carnaval fora de tempo, na fortaleza de Santiago. O letreiro da entrada anunciava: «Samba show’s”. Deduzo que tal anúncio se destinava mais a turistas do que a pexitos. Não sei se foi por isso, mas o que é certo é que houve pouca gente a responder ao apelo e a festa no interior da fortaleza não vingou.
2. Com o futuro incerto e nebuloso do hospital de Sesimbra (ou melhor, com fim mais certo que incerto) e com a construção sempre adiada de um novo centro de saúde na Quinta do Conde, é estranho que os responsáveis da Câmara Municipal de Sesimbra reivindiquem um hospital no concelho do Seixal.
Mais estranho ainda é que na imprensa regional se dê eco a essa pretensão desajeitada.
«Vai haver o “nosso” Hospital
Vai ser uma realidade – e tão depressa quanto possível: o novo Hospital que servirá os progressivos Concelhos de Seixal e Sesimbra (mais de 100 mil habitantes) localizar-se-á na zona do Fogueteiro, ocupando um belíssimo espaço de 80 hectares.A hipótese de ampliação do Hospital Garcia da Horta, em Almada, como solução para os problemas de apoio sanitário deficiente observado em Sesimbra e Seixal foi anulada por força da coesão e firmeza de protestos públicos sob a égide das Edilidades dos respectivos Concelhos. Vai, pois, haver um Hospital “nosso” sesimbrense, condigno, super-necessário. Que não tarde!»
In Jornal O Sesimbrense
3. Ontem (domingo) dezenas de motas encheram a marginal de Sesimbra. Todos os motards envergavam t-shirts brancas onde se podia ler: «mentes perigosas». Não me pareceu que aquela gente pudesse trazer grande mal ao mundo. Mas lá que incomodaram, incomodaram. Na falta de melhor espaço para expor os seus veículos, optaram pelo passeio junto ao muro da praia. Já os peões, esses tinham de andar pela estrada. Foi troca por troca.
26 de jun. de 2006
Maus exemplos
22 de jun. de 2006
Favor com favor se paga
A actual extensão de saúde da Quinta do Conde funciona há mais de 20 anos em instalações provisórias muito exíguas e tem apenas quatro médicos, havendo cerca de 10 mil utentes registados sem médico de família.
(…) “Na nossa opinião, o abandono do primeiro projecto representa uma desperdício de dinheiros públicos”, acrescentou Helena Cordeiro [da Comissão de Utentes], lembrando que a Câmara Municipal de Sesimbra também investiu muito dinheiro para adquirir 14 lotes de terreno que eram necessários para a construção do projecto.
“O novo projecto é insuficiente para dar resposta às necessidades de uma população de cerca de 25.000 habitantes e representa mais um atraso na construção da nova unidade de saúde”, frisou Helena Cordeiro. (…)
Por tudo isto, a Comissão de Utentes [apelou] a uma grande participação da população na concentração marcada para quarta-feira, pelas 17:00, junto à actual extensão de saúde da Quinta do Conde. (…)»
Notícia da Agência Lusa.
Será que os presidentes das autarquias de Almada e Seixal se juntaram ao protesto?
21 de jun. de 2006
Revista desportiva
Hoje, o assunto não podia ser outro.
«Desafiar o leitor para qualquer tema estranho ao acontecimento do dia - antes ou depois do jogo - não parece ter, assim, qualquer utilidade prática, como se pode ver pelos jornais e pelas televisões, já para não falar no Parlamento, que adaptou o hemiciclo ao formato rectangular de um relvado alemão.
(...) Se hoje vencermos o México ou, em todo o caso, ficarmos em primeiro lugar no nosso grupo e, por um golpe do destino, ultrapassarmos a barreira seguinte, quem nos pára? Mas se nem uma coisa ou outra conseguirmos, quem nos consola? A verdade é que, praticamente sem darmos por isso, estamos outra vez suspensos do que outros (neste caso a nossa selecção - ou a selecção de Scolari?) poderão fazer por nós.»
Vicente Jorge Silva, in Diário de Notícias (21 Junho 2006)
«Se Portugal chegar à final, não vou abrir a boca de espanto e, se for eliminado nos oitavos-de-final, também não.»
José Mourinho, treinador português do Chelsea, sobre o Mundial de Futebol.
«Uma sondagem recente feita na Alemanha concluiu que das 2000 pessoas entrevistadas, 34% das mulheres e 21% dos homens não estão de todo interessados no maior evento desportivo do ano. É evidente que se trata de uma minoria, mas, sem dúvida, de um número relevante de consumidores disponíveis para algo completamente diferente. Ainda na Alemanha, por exemplo, já há restaurantes que se auto-intitulam de 'World Cup free'.»
Rui Camarinha, in Portugal Diário
«Cristiano Ronaldo é o jogador de futebol preferido da comunidade gay holandesa. A edição online da revista De Gay Krant publicou uma lista com a equipa de sonho escolhida pelos leitores, liderada pelo internacional português. »
in Diário Digital
«Os comentadores da imprensa internacional foram unânimes em considerar que Cristiano Ronaldo exagerou nos efeitos sem qualquer utilidade prática. O mesmo que dizer que o melhor de um quadro de Picasso é tapar o buraco na parede. Toda a arte é inútil. É um fim em si mesmo. Qualquer jogador, à excepção do Secretário, pode atrasar uma bola. Só os da estirpe de Ronaldo podem fazê-lo depois de fintar dois adversários. Não podemos louvá-lo por ele se cansar só para nos divertir? Quantos o fazem? (...)»
Bruno Vieira do Amaral no blogue 'Origem das Espécies'
«Uma promoção da Sport TV ao jogo Portugal-México de amanhã que usa a voz do falecido Jorge Perestrelo aos gritos "Portugal! Portugal!", enquanto surge a seguinte legenda no ecrã: "O chili vai ser cozido à portuguesa."»
Pedro Correia no blogue 'Corta Fitas'
«Duas vitórias consecutivas de Portugal e o acesso antecipado aos oitavos-de-final (antes ainda do jogo contra o México) não lhes bastaram para reconhecer o mérito da selecção e do seleccionador. Esta semana lá desfiaram os habituais argumentos contra Scolari, amontoando críticas à turma portuguesa. Destaco algumas:
Rui Moreira:
- "Neste momento não há rotinas de jogo [na Selecção]."
- "Há algumas lacunas a nível de banco."
António-Pedro Vasconcelos:
- "O problema mais grave de Portugal é a defesa. Miguel não me dá a mesma segurança que o Paulo Ferreira."
- "Pauleta é a grande vítima da falta de velocidade [da Selecção]."
- "A Selecção ainda não foi verdadeiramente posta à prova."Jorge Gabriel:- "Falta velocidade ao futebol português."
- "Acho preocupante o momento de forma de Cristiano Ronaldo."
- "Se o Cristiano Ronaldo falha aquela grande penalidade não tínhamos mais Cristiano Ronaldo."
O moderador do debate, Carlos Daniel, bem tentava chamá-los à realidade. Mas eles continuavam a falar como se Portugal tivesse perdido contra Angola e contra o Irão, em vez de ter ganho. Quem sabe se um deles ainda chega a seleccionador nacional para mostrar a Scolari como se conquista um Campeonato do Mundo?»
Idem
20 de jun. de 2006
Erros - A Saga
Depois de ler o texto com que a autarca abre a brochura dedicada à 3.ª exposição internacional de artes plásticas, pergunto-me sobre o que anda a vereadora a ler. Talvez os boletins municipais… Digo eu. Senão vejamos:
«Globalizar o sentido da palavra arte é a intenção primordial deste projecto que atinge, este ano, a 3ª edição. Ultrapassar obstáculos, principalmente, o da "interioridade", é uma tarefa corajosa e de certa forma hercúlea, que os organizadores deste projecto tem sabido enfrentar, ultrapassando obstáculos e reunindo forças para, em cada nova edição, fazer melhor.»
1. O sujeito da frase (os organizadores) deveria estar de acordo com o verbo (é ‘têm’ e não ‘tem’ como está escrito).
3. A palavra «interioridade» está entre aspas. Mas mesmo assim não consigo perceber, o segundo, terceiro ou mesmo o quarto sentido de «interioridade» associado a uma terra à beira-mar plantada, paredes meias com Lisboa, Setúbal, Almada ou Seixal. Parece-me bem que esta “interioridade” só existe na cabeça de alguns. E combatê-la, isso sim, é uma tarefa hercúlea! Mas são obstáculos que temos de ultrapassar… De que forma? Ultrapassando-os!
Ups… Isto pega-se!
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