3 de fev. de 2008
Adiado para o resto do ano
Hoje, Domingo, o desfile de Carnaval não saiu à rua devido ao meu tempo que se anunciava mas que mal deu um ar de sua graça durante a tarde. A organização não controla o tempo que faz, mas em início de Fevereiro, uma situação do género tinha grandes probabilidades de acontecer. Criticável é que a organização não tenha ponderado esta hipótese e engendrado um plano B. Perderam os visitantes que fizeram a viagem em vão e perderam os "desfilantes". A restante população de Sesimbra não perde porque continua a ter a promessa de "Carnaval todo o ano". É que, enquanto para uns o Carnaval são três dias, para os que aqui votam, o Carnaval são trezentos e sessenta e cinco.
O que parece é
Esta semana, um comunicado de imprensa da concelhia do PSD, noticiado nos órgãos de comunicação social locais, dava eco da ampla concordância e apoio que este partido dá ao mega-projecto imobiliário da Mata de Sesimbra.
A posição não é nova. Afinal foi um ministro laranja, na altura Isaltino Morais, que subscreveu, pelo Estado, um duvidoso acordo que permitiria viabilizar a construção da mega-cidade no pulmão verde da Área Metropolitana de Lisboa.
Um projecto da dimensão deste, poderia e deveria suscitar enormes dúvidas, receios e atitudes prudentes por parte dos políticos. Alguns têm essa consciência. Outros nem tanto. Às certezas inquestionáveis em relação a este projecto do presidente da Câmara comunista, Augusto Pólvora, somam-se agora as certezas dos sociais-democratas, pela voz do líder laranja Francisco Luís.
No seu comunicado de imprensa, além de confirmar o apoio «a 100%» ao projecto, Francisco Luís vai ao ponto de acusar a bancada da CDU na Assembleia Municipal de «brandura» em todo este processo, como noticia o jornal ‘Nova Morada’. Para o PSD, a CDU «apesar de ser a força maioritária, encolhe-se e é incapaz de assumir a liderança, como lhe compete, em processos com a envergadura do Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra». Foi esta posição de «brandura» que, segundo o PSD, permitiu que a votação do projecto neste órgão autárquico fosse adiada.
Que o PSD já assumiu a defesa das posições da CDU na Câmara já se tinha percebido. A forma como decorreu o debate sobre a criação duma Associação Municipal para estudar a gestão da água foi expressivo, com o social-democrata Francisco Luís a defender com unhas e dentes a proposta do comunista Augusto Pólvora, dando-se ao luxo de dar resposta às questões que a oposição, leia-se Bloco de Esquerda e Partido Socialista, dirigiam ao presidente da Câmara.
Agora, Francisco Luís manda recados para dentro de outro partido, sublinhando que até tem de ser ele próprio a assumir a defesa da gestão CDU porque os comunistas não sabem desempenhar esse papel.
Ele há coisas…
Já agora, alguém me explique, qual é a pressa?!
A posição não é nova. Afinal foi um ministro laranja, na altura Isaltino Morais, que subscreveu, pelo Estado, um duvidoso acordo que permitiria viabilizar a construção da mega-cidade no pulmão verde da Área Metropolitana de Lisboa.
Um projecto da dimensão deste, poderia e deveria suscitar enormes dúvidas, receios e atitudes prudentes por parte dos políticos. Alguns têm essa consciência. Outros nem tanto. Às certezas inquestionáveis em relação a este projecto do presidente da Câmara comunista, Augusto Pólvora, somam-se agora as certezas dos sociais-democratas, pela voz do líder laranja Francisco Luís.
No seu comunicado de imprensa, além de confirmar o apoio «a 100%» ao projecto, Francisco Luís vai ao ponto de acusar a bancada da CDU na Assembleia Municipal de «brandura» em todo este processo, como noticia o jornal ‘Nova Morada’. Para o PSD, a CDU «apesar de ser a força maioritária, encolhe-se e é incapaz de assumir a liderança, como lhe compete, em processos com a envergadura do Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra». Foi esta posição de «brandura» que, segundo o PSD, permitiu que a votação do projecto neste órgão autárquico fosse adiada.
Que o PSD já assumiu a defesa das posições da CDU na Câmara já se tinha percebido. A forma como decorreu o debate sobre a criação duma Associação Municipal para estudar a gestão da água foi expressivo, com o social-democrata Francisco Luís a defender com unhas e dentes a proposta do comunista Augusto Pólvora, dando-se ao luxo de dar resposta às questões que a oposição, leia-se Bloco de Esquerda e Partido Socialista, dirigiam ao presidente da Câmara.
Agora, Francisco Luís manda recados para dentro de outro partido, sublinhando que até tem de ser ele próprio a assumir a defesa da gestão CDU porque os comunistas não sabem desempenhar esse papel.
Ele há coisas…
Já agora, alguém me explique, qual é a pressa?!
30 de jan. de 2008
Mais uma...
O último 'Sesimbra Município' revela que o mega-projecto imobiliário previsto para a 'Mata de Sesimbra' foi declarado "Projecto de Interesse Nacional" (PIN), ao qual foi atribuído o n.º 41.
Mas afinal, o que é um PIN e o que conseguem autarquia e promotores imobiliários com esta classificação?
«E o que é um ‘Projecto PIN’, em matéria imobiliária? É aquele através do qual alguém que pretende construir em zona vedada à construção apresenta um projecto megalómano, invariavelmente definido como ‘amigo do ambiente’ e cheio de ‘zonas verdes’ que são campos de golfe, prometendo ainda criar uns milhares de postos de trabalho (...)».
Miguel Sousa Tavares, Expresso, 03-03-2007
«Recentemente elevado ao estatuto de PIN (Projecto de Interesse Nacional), regime expedito especial concedido a projectos endinheirados, que sucedeu aos Projectos Estruturantes, o projecto Verdelago (Altura - Castro Marim) prepara-se para dar a "machadada" final num dos últimos troços livres do litoral sotaventino.»
www.algarvepress.net - 04.01.07
«No essencial, os PIN têm servido para facultar à especulação imobiliária a possibilidade de ocupação de solos protegidos, adquiridos a custos baixíssimos, porque se encontram muitas vezes incluídos em áreas protegidas.
São estes procedimentos que agora se pretendem mais céleres e dignificantes dos instrumentos de excelência para intervir no território, subvertendo atribuições e competências dos órgãos das autarquias locais em desrespeito pelos planos municipais e mesmo por planos especiais e sectoriais de âmbito regional ou nacional.»
www.pcp.pt - Intervenção de Miguel Tiago na AR em Sexta, 21 Dezembro 2007
«A Quercus denunciou, junto do procurador-geral da República, acordos público-privados de “legalidade duvidosa” ao abrigo do conceito de Projecto de Interesse Nacional, solicitando a intervenção do Ministério Público. “Apresentámos vários casos concretos e, inclusive, chamámos a atenção para alguns acordos público-privados na definição do próprio ordenamento do território que são, no mínimo, de legalidade duvidosa”, disse o presidente da associação ambientalista, Hélder Spínola, no final de uma audiência com o PGR, Pinto Monteiro.»
O Primeiro de Janeiro
«Pese embora o (louvável) empenho na construção eficiente, na poupança de recursos e na circulação sustentável, é o projecto em si próprio que parece um absurdo: por mais voltas que se dêem, 8 mil novos fogos para 30 mil pessoas, duplicando a população de Sesimbra, é um excesso insustentável numa região já sobrecarregada. Espera-se que o Governo, à semelhança do que fez no PROT Algarve, acautele estas e outras situações - como o Litoral Alentejano, o Alqueva, o Litoral Oeste. Tanto mais que estão a ser feitos novos planos regionais para estas zonas e o imobiliário, que não olha a meios, já começou a arrombar as decisões pela «via rápida PIN» (projecto de interesse nacional)...»
Luísa Schmidt (Referindo-se à «eco-cidade» Mata de Sesimbra), Expresso
«No mesmo dia, José Sócrates declarou publicamente o seu apoio a um conjunto de 10 novos projectos turísticos, aprovados ao abrigo do expediente burocrático intitulado Projecto de Interesse Nacional (PIN), defendendo que os mesmos se destinam à reconversão da oferta turística para uma qualidade superior. A LPN considera escandaloso apresentar a construção de empreendimentos de mais de 400 camas como se se tratasse de uma estratégia de reconversão para um turismo de qualidade, quando os mesmos são construídos e adicionados aos já existentes, à custa da destruição de mais áreas naturais, e não pela remoção das construções de má qualidade que enxameiam o Algarve e que, essas sim, deveriam ser efectivamente reconvertidas.
Será que esta massificação encapotada da oferta turística, com aumento da carga urbana e dos campos de golfe, aliada à intensificação agrícola, bem acima da capacidade biofísica do território, é compatível com um turismo de qualidade e que se afirma como sustentável, isto para não referir as questões relativas aos ganhos imorais e insuficientemente esclarecidos decorrentes das mais-valias urbanísticas?»
Liga para a Protecção da Natureza, Comunicado de Imprensa de 1 de Agosto de 2007
Mas afinal, o que é um PIN e o que conseguem autarquia e promotores imobiliários com esta classificação?
«E o que é um ‘Projecto PIN’, em matéria imobiliária? É aquele através do qual alguém que pretende construir em zona vedada à construção apresenta um projecto megalómano, invariavelmente definido como ‘amigo do ambiente’ e cheio de ‘zonas verdes’ que são campos de golfe, prometendo ainda criar uns milhares de postos de trabalho (...)».
Miguel Sousa Tavares, Expresso, 03-03-2007
«Recentemente elevado ao estatuto de PIN (Projecto de Interesse Nacional), regime expedito especial concedido a projectos endinheirados, que sucedeu aos Projectos Estruturantes, o projecto Verdelago (Altura - Castro Marim) prepara-se para dar a "machadada" final num dos últimos troços livres do litoral sotaventino.»
www.algarvepress.net - 04.01.07
«No essencial, os PIN têm servido para facultar à especulação imobiliária a possibilidade de ocupação de solos protegidos, adquiridos a custos baixíssimos, porque se encontram muitas vezes incluídos em áreas protegidas.
São estes procedimentos que agora se pretendem mais céleres e dignificantes dos instrumentos de excelência para intervir no território, subvertendo atribuições e competências dos órgãos das autarquias locais em desrespeito pelos planos municipais e mesmo por planos especiais e sectoriais de âmbito regional ou nacional.»
www.pcp.pt - Intervenção de Miguel Tiago na AR em Sexta, 21 Dezembro 2007
«A Quercus denunciou, junto do procurador-geral da República, acordos público-privados de “legalidade duvidosa” ao abrigo do conceito de Projecto de Interesse Nacional, solicitando a intervenção do Ministério Público. “Apresentámos vários casos concretos e, inclusive, chamámos a atenção para alguns acordos público-privados na definição do próprio ordenamento do território que são, no mínimo, de legalidade duvidosa”, disse o presidente da associação ambientalista, Hélder Spínola, no final de uma audiência com o PGR, Pinto Monteiro.»
O Primeiro de Janeiro
«Pese embora o (louvável) empenho na construção eficiente, na poupança de recursos e na circulação sustentável, é o projecto em si próprio que parece um absurdo: por mais voltas que se dêem, 8 mil novos fogos para 30 mil pessoas, duplicando a população de Sesimbra, é um excesso insustentável numa região já sobrecarregada. Espera-se que o Governo, à semelhança do que fez no PROT Algarve, acautele estas e outras situações - como o Litoral Alentejano, o Alqueva, o Litoral Oeste. Tanto mais que estão a ser feitos novos planos regionais para estas zonas e o imobiliário, que não olha a meios, já começou a arrombar as decisões pela «via rápida PIN» (projecto de interesse nacional)...»
Luísa Schmidt (Referindo-se à «eco-cidade» Mata de Sesimbra), Expresso
«No mesmo dia, José Sócrates declarou publicamente o seu apoio a um conjunto de 10 novos projectos turísticos, aprovados ao abrigo do expediente burocrático intitulado Projecto de Interesse Nacional (PIN), defendendo que os mesmos se destinam à reconversão da oferta turística para uma qualidade superior. A LPN considera escandaloso apresentar a construção de empreendimentos de mais de 400 camas como se se tratasse de uma estratégia de reconversão para um turismo de qualidade, quando os mesmos são construídos e adicionados aos já existentes, à custa da destruição de mais áreas naturais, e não pela remoção das construções de má qualidade que enxameiam o Algarve e que, essas sim, deveriam ser efectivamente reconvertidas.
Será que esta massificação encapotada da oferta turística, com aumento da carga urbana e dos campos de golfe, aliada à intensificação agrícola, bem acima da capacidade biofísica do território, é compatível com um turismo de qualidade e que se afirma como sustentável, isto para não referir as questões relativas aos ganhos imorais e insuficientemente esclarecidos decorrentes das mais-valias urbanísticas?»
Liga para a Protecção da Natureza, Comunicado de Imprensa de 1 de Agosto de 2007
29 de jan. de 2008
Pérolas no ‘Raio de Luz’
Que o Raio de Luz está a construir um Centro Cultural e Assistencial não é novidade para ninguém. Que há muito surgem expressos nas páginas do jornal diversos pedidos de “apoio financeiro” para a obra também não. Da mesma forma que não é novidade a forma quase agressiva com que o fazem. O último número não é excepção. Vejamos:
«Oxalá, a consciência dos que nos lêem, sejam “mãos abertas” para que não caiam no desânimo de tudo virem a perder.
Poderia contar exemplos vivos. Não o faço para não criar constrangimentos.
Que cada um se interrogue e tome a decisão acertada.»
In Editorial
Na última página, sob um quadro onde surge uma listagem dos donativos, contribuições e afins para esta obra questinam, de forma dramática, o leitor:
Será a solidariedade, palavra vã?!
«Oxalá, a consciência dos que nos lêem, sejam “mãos abertas” para que não caiam no desânimo de tudo virem a perder.
Poderia contar exemplos vivos. Não o faço para não criar constrangimentos.
Que cada um se interrogue e tome a decisão acertada.»
In Editorial
Na última página, sob um quadro onde surge uma listagem dos donativos, contribuições e afins para esta obra questinam, de forma dramática, o leitor:
Será a solidariedade, palavra vã?!
Num contexto menos economico-financeiro, o editorial do jornal alerta ainda para os perigos que ameaçam a imprensa regional:
«Um povo que não está com os seus jornais, será a médio prazo, um povo amordaçado. A história já nos demonstrou esse facto. Será que estamos a chegar ao fim? Quem nos quer liquidar?»
«Um povo que não está com os seus jornais»?! Valha-nos... alguém.
24 de jan. de 2008
E esta hein?!
“Vamos lá cambada, todos à molhada!”. Foi desta forma, dando expressão à cantiga que Herman José popularizou durante a sua faceta de artista da rádio, TV, disco e da cassete pirata, que o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, compareceu na terça-feira, numa reunião das comissões da Assembleia Municipal de Sesimbra que pretendiam conhecer e discutir a última versão do Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra, sobre o qual este órgão autárquico terá de se pronunciar em sessão que deverá ocorrer em meados de Fevereiro.
O caso “Mata de Sesimbra” tem sido um festim de imbróglios e para não destoar deste tom Augusto Pólvora decidiu “convocar” para uma reunião - para a qual ele próprio tinha sido convidado -, um vasto leque de representantes do promotor imobiliário, desde arquitectos a técnicos e, claro, juristas. Perdendo toda e qualquer compostura que ainda lhe pudesse restar neste caso, Augusto Pólvora pegou na “cambada” e “todos à molhada” lá foram juntinhos tentar vender, impor e dispôr aquilo que bem lhes apetecia aos deputados municipais.
A Assembleia é, por excelência, um órgão fiscalizador da acção da Câmara e será a última instância municipal a deliberar sobre um mega-projecto imobiliário que tem suscitado muitas e fundamentadas dúvidas e críticas. Que cabecinha iluminada poderá ter imaginado semelhante festival de se apresentar na reunião com funcionários do promotor imobiliário? Do ponto de vista político este tipo de atitudes são inaceitáveis e, do ponto de vista ético é inconcebível.
Mas afinal onde é que acaba a Câmara e começa o promotor, e vice-versa? Como é que conseguimos separar esta "molhada"?
Como se pode ler aqui e aqui, os deputados do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Socialista (PS) na Assembleia Municipal desafinaram do tom dominante, fizeram questão de se descolarem deste tipo de atitudes e abandonaram a sala alegando que a reunião se destinava a ouvir a Câmara e não o promotor imobiliário. CDU e PSD ficaram.
O caso “Mata de Sesimbra” tem sido um festim de imbróglios e para não destoar deste tom Augusto Pólvora decidiu “convocar” para uma reunião - para a qual ele próprio tinha sido convidado -, um vasto leque de representantes do promotor imobiliário, desde arquitectos a técnicos e, claro, juristas. Perdendo toda e qualquer compostura que ainda lhe pudesse restar neste caso, Augusto Pólvora pegou na “cambada” e “todos à molhada” lá foram juntinhos tentar vender, impor e dispôr aquilo que bem lhes apetecia aos deputados municipais.
A Assembleia é, por excelência, um órgão fiscalizador da acção da Câmara e será a última instância municipal a deliberar sobre um mega-projecto imobiliário que tem suscitado muitas e fundamentadas dúvidas e críticas. Que cabecinha iluminada poderá ter imaginado semelhante festival de se apresentar na reunião com funcionários do promotor imobiliário? Do ponto de vista político este tipo de atitudes são inaceitáveis e, do ponto de vista ético é inconcebível.
Mas afinal onde é que acaba a Câmara e começa o promotor, e vice-versa? Como é que conseguimos separar esta "molhada"?
Como se pode ler aqui e aqui, os deputados do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Socialista (PS) na Assembleia Municipal desafinaram do tom dominante, fizeram questão de se descolarem deste tipo de atitudes e abandonaram a sala alegando que a reunião se destinava a ouvir a Câmara e não o promotor imobiliário. CDU e PSD ficaram.
9 de dez. de 2007
A educação da nossa vergonha
A Câmara Municipal de Sesimbra promoveu, na sexta-feira à noite, um debate sobre o Projecto Educativo Local. Sobre este assunto, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa, disse, em declarações ao jornal “SemMais” que uma das ferramentas muito importantes para a elaboração deste Projecto são os resultados dos inquérito aplicado no ano passado que revelam que «a maioria dos alunos, professores e encarregados de educação de Sesimbra está satisfeita com as escolhas do concelho, embora muitos reclamem a falta de escolas do concelho». A partir daqui, «a autarquia definirá linhas de acção para minimizar os principais problemas», disse a vereadora ao jornal. Quem ler isto há-de achar que a situação da educação em Sesimbra está bem e que apenas faltam equipamentos. Não se percebe porque se fecham os olhos às estatísticas preocupantes publicadas nos últimos dias na imprensa nacional e que nos deviam encher de vergonha. Os resultados dos exames nacionais realizados no ensino básico e secundário revelam uma situação preocupante. Sesimbra é o ÚNICO concelho do litoral que apresenta uma média negativa no exame de português do 12.º ano. A matemática a média é igualmente negativa embora esse resultado se dilua um pouco mais no grave panorama nacional. Em 1292 escolas, a Navegador Rodrigues Soromenho ocupa a 1113.ª posição, e cem lugares acima (1013) aparece a Michel Giacometti.
Enquanto que por um lado a autarquia diz que faz, faz, faz, por outro, os resultados são desastrosos. Alguma conclusão deveria ser retirada desta evidência. Claro que num problema de âmbito nacional, é muito mais fácil sacudir a água do capote para as opções do Governo. Muitas delas, obviamente, altamente criticáveis e criticadas. Mas pensar a educação num âmbito local não pode ser indiferente a esta realidade e uma autarquia não pode, nem está isenta de culpas.
Mais grave a coisa se afigura quando durante a sessão de sexta-feira, a assessora da autarquia para elaboração da Carta Educativa tenha defendido que (numa intervenção em que se apresentou, curiosamente, apenas como “professora aposentada”) o Projecto Local é «uma utopia».
Por seu lado, e uma vez mais, a vereadora da Educação, Felícia Costa, queixou-se da falta de participação por parte dos docentes e restante comunidade educativa nestes eventos promovidos pela autarquia. É estranho que a vereadora consiga reunir tanta gente no tradicional banquete de recepção à comunidade educativa, mas que poucos se sintam mobilizados para discutir os problemas.
Provavelmente não se sentiram envolvidos. Provavelmente já não acreditam. Provavelmente acharam que não se discutiria o que realmente interessa. Provavelmente pensaram que ao seu contributo não seria dada qualquer relevância ou valor.
Já agora, e aqueles que fizeram o esforço para participar no debate que impressão trouxeram?
Num quadro assim também eu acabo por partilhar da opinião da assessora, desculpem, engenheira, desculpem… como é mesmo?... ah, professora aposentada: o futuro da educação em Sesimbra, só pode mesmo ser uma utopia.
Enquanto que por um lado a autarquia diz que faz, faz, faz, por outro, os resultados são desastrosos. Alguma conclusão deveria ser retirada desta evidência. Claro que num problema de âmbito nacional, é muito mais fácil sacudir a água do capote para as opções do Governo. Muitas delas, obviamente, altamente criticáveis e criticadas. Mas pensar a educação num âmbito local não pode ser indiferente a esta realidade e uma autarquia não pode, nem está isenta de culpas.
Mais grave a coisa se afigura quando durante a sessão de sexta-feira, a assessora da autarquia para elaboração da Carta Educativa tenha defendido que (numa intervenção em que se apresentou, curiosamente, apenas como “professora aposentada”) o Projecto Local é «uma utopia».
Por seu lado, e uma vez mais, a vereadora da Educação, Felícia Costa, queixou-se da falta de participação por parte dos docentes e restante comunidade educativa nestes eventos promovidos pela autarquia. É estranho que a vereadora consiga reunir tanta gente no tradicional banquete de recepção à comunidade educativa, mas que poucos se sintam mobilizados para discutir os problemas.
Provavelmente não se sentiram envolvidos. Provavelmente já não acreditam. Provavelmente acharam que não se discutiria o que realmente interessa. Provavelmente pensaram que ao seu contributo não seria dada qualquer relevância ou valor.
Já agora, e aqueles que fizeram o esforço para participar no debate que impressão trouxeram?
Num quadro assim também eu acabo por partilhar da opinião da assessora, desculpem, engenheira, desculpem… como é mesmo?... ah, professora aposentada: o futuro da educação em Sesimbra, só pode mesmo ser uma utopia.
12 de nov. de 2007
Pedinchas
Há uma questão que me tem feito muita comichão. Há uns tempos, o Grupo Desportivo de Sesimbra (GDS) anunciou o cumprimento daquilo que ameaçava ser uma eterna promessa eleitoral: a construção duma piscina. O homem sonhou e a obra está em nascimento. Um parto difícil, diga-se de passagem. Ainda não consegui perceber se homem sonhou demais e deu um passo maior do que permite a perna de um grupo desportivo, ou se surgiram mais imprevistos do que os realisticamente considerados.
Mas, façamos contas… esta obra foi comparticipada pela administração central e pela Câmara Municipal de Sesimbra. Entretanto foi contraído pelo clube um empréstimo no valor de 1.440.000 Euros. Há uns tempos, estacionar o carro no Calvário implicava um pagamento que revertia para o GDS. Hoje, na Rádio Sesimbra FM e no site do clube pedincham-se donativos, assumindo que «as dificuldades financeiras são uma constante quando se inicia um projecto de tal dimensão».
Ninguém ignora as dificuldades porque passa o movimento associativo, essencialmente subsidio-dependente. Mas há obras e obras. O Estado contribuiu para esta, tal como a Câmara o fez. E todos nós contribuímos para o Estado e para a Câmara. Parece-me que há aqui algo de excessivo. Ou é a pedinchice ou é a obra em si.
Nesta onda da pedinchice entrou também o Raio de Luz, que em editorial já tinha acusado de “soberbos e avarentos” os que “têm mostrado insensibilidade na partilha dos seus bens para o benefício dos demais”. Também a obra do Centro de Estudos foi já comparticipada pela administração central, Junta de Freguesia do Castelo e pela Câmara.
Mas que raio de moda é esta agora?!
Mas, façamos contas… esta obra foi comparticipada pela administração central e pela Câmara Municipal de Sesimbra. Entretanto foi contraído pelo clube um empréstimo no valor de 1.440.000 Euros. Há uns tempos, estacionar o carro no Calvário implicava um pagamento que revertia para o GDS. Hoje, na Rádio Sesimbra FM e no site do clube pedincham-se donativos, assumindo que «as dificuldades financeiras são uma constante quando se inicia um projecto de tal dimensão».
Ninguém ignora as dificuldades porque passa o movimento associativo, essencialmente subsidio-dependente. Mas há obras e obras. O Estado contribuiu para esta, tal como a Câmara o fez. E todos nós contribuímos para o Estado e para a Câmara. Parece-me que há aqui algo de excessivo. Ou é a pedinchice ou é a obra em si.
Nesta onda da pedinchice entrou também o Raio de Luz, que em editorial já tinha acusado de “soberbos e avarentos” os que “têm mostrado insensibilidade na partilha dos seus bens para o benefício dos demais”. Também a obra do Centro de Estudos foi já comparticipada pela administração central, Junta de Freguesia do Castelo e pela Câmara.
Mas que raio de moda é esta agora?!
Funina's Blog
Ninguém pode acusar este homem de falta de persistência.
Segundo consta, tem comparecido em mais reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal que os próprios membros destes órgãos.
Agora, ele chegou ao universo dos blogues:
http://arlindofunina.blogspot.com/
Segundo consta, tem comparecido em mais reuniões de Câmara e da Assembleia Municipal que os próprios membros destes órgãos.
Agora, ele chegou ao universo dos blogues:
http://arlindofunina.blogspot.com/
Um, dois, três, macaquinho do chinês
Nos últimos tempos, os sesimbrenses têm sido bombardeados com referências a “festivais” gastronómicos. Primeiro foi a Quinzena do Peixe-Espada Preto. A esta seguiu-se, no âmbito do programa ‘Marés de Outono’, a Quinzena do Espadarte. Acabadinhos de sair desta, damos logo de caras com a semana gastronómica dos “Sabores de Outono”.
Não tenho absolutamente nada contra estes sucessivos eventos gastronómicos, mas parece-me que com tanta oferta, acabar-se-á por banalizar algo que poderia, dentro de algumas edições, destacar o concelho conquistando turistas pelo estômago.
Falta (também aqui) orientação a esta política de divulgação das actividades económicas. Ora vejamos: anteontem Sesimbra foi concelho de Espadarte; ontem, pretendeu-se que afinal o conhecessem pelo Peixe-Espada Preto; hoje, valem mais as castanhas, batatas-doces e maçãs camoesas da Azoia.
Ser ou não ser, não é realmente a questão que importa. Ou melhor, importa ser seja o que for. É a loucura.
De facto, não há fome que não dê em fartura. E não há enfartamento ou azia que um Kompensan não resolva.
E, atenção, é preciso ter cuidado por que esta coisa pega-se.
É que, entretanto, para não se ficar atrás, o presidente da Junta de Freguesia de Santiago lançou há dias o Festival Gastronómico de Sopas do Mar que deverá decorrer lá para Abril. Félix Rapaz pretende que esta quinzena (esta é que é!) se torne numa «referência nacional».
Mas, de agora até Abril ainda há muita quinzena pelo meio… e aqui a imaginação é o limite.
Já agora... e antes que alguém tenha outra ideia, declaro desde já as duas próximas semanas como a "Quinzena Gastronómica da Sopa de Pelim".
Não tenho absolutamente nada contra estes sucessivos eventos gastronómicos, mas parece-me que com tanta oferta, acabar-se-á por banalizar algo que poderia, dentro de algumas edições, destacar o concelho conquistando turistas pelo estômago.
Falta (também aqui) orientação a esta política de divulgação das actividades económicas. Ora vejamos: anteontem Sesimbra foi concelho de Espadarte; ontem, pretendeu-se que afinal o conhecessem pelo Peixe-Espada Preto; hoje, valem mais as castanhas, batatas-doces e maçãs camoesas da Azoia.
Ser ou não ser, não é realmente a questão que importa. Ou melhor, importa ser seja o que for. É a loucura.
De facto, não há fome que não dê em fartura. E não há enfartamento ou azia que um Kompensan não resolva.
E, atenção, é preciso ter cuidado por que esta coisa pega-se.
É que, entretanto, para não se ficar atrás, o presidente da Junta de Freguesia de Santiago lançou há dias o Festival Gastronómico de Sopas do Mar que deverá decorrer lá para Abril. Félix Rapaz pretende que esta quinzena (esta é que é!) se torne numa «referência nacional».
Mas, de agora até Abril ainda há muita quinzena pelo meio… e aqui a imaginação é o limite.
Já agora... e antes que alguém tenha outra ideia, declaro desde já as duas próximas semanas como a "Quinzena Gastronómica da Sopa de Pelim".
Movimentações
Dois anos apenas nos separam das próximas eleições autárquicas. Não são, por isso, inocentes as movimentações de candidatos a candidatos (digo eu) aos órgãos autárquicos.
Assim, depois de meio mandato a dizer “ámen”, surgem, pela primeira vez, ecos de divergência no executivo que gere a Câmara Municipal de Sesimbra. Há uns tempos, a palavra “unanimidade” era escrita e reescrita na imprensa local. Agora, o vereador socialista Amadeu Penim já ousa descolar-se, pública e assumidamente, das decisões do presidente comunista Augusto Pólvora.
Noutro palco, a comissão concelhia do Partido Socialista tem agora um novo presidente. A Alberto Gameiro, um dos actuais vereadores socialistas que ainda não ousou descolar da liderança comunista da Câmara, sucedeu João Capítulo.
Noutro palco, surge o também socialista, Félix Rapaz, actual presidente da Junta de Freguesia de Santiago. Também este autarca já assumiu que faria todo o gosto em ser cabeça de lista pelo PS à Câmara. Por enquanto, vai lançando desfiles de moda e um festival gastronómico.
E ainda faltam dois anos… Convém que no meio destas movimentações, alguém faça o favor de se lembrar da terra e das pessoas. Não digo que isto seja uma prioridade, mas entre o admirar o próprio umbigo, o distribuir "papas e bolos" e o propagandear a pedrinha que se ajeitou na calçada, pode ser que se encontre um bocadinho de tempo para ver o resto.
Assim, depois de meio mandato a dizer “ámen”, surgem, pela primeira vez, ecos de divergência no executivo que gere a Câmara Municipal de Sesimbra. Há uns tempos, a palavra “unanimidade” era escrita e reescrita na imprensa local. Agora, o vereador socialista Amadeu Penim já ousa descolar-se, pública e assumidamente, das decisões do presidente comunista Augusto Pólvora.
Noutro palco, a comissão concelhia do Partido Socialista tem agora um novo presidente. A Alberto Gameiro, um dos actuais vereadores socialistas que ainda não ousou descolar da liderança comunista da Câmara, sucedeu João Capítulo.
Noutro palco, surge o também socialista, Félix Rapaz, actual presidente da Junta de Freguesia de Santiago. Também este autarca já assumiu que faria todo o gosto em ser cabeça de lista pelo PS à Câmara. Por enquanto, vai lançando desfiles de moda e um festival gastronómico.
E ainda faltam dois anos… Convém que no meio destas movimentações, alguém faça o favor de se lembrar da terra e das pessoas. Não digo que isto seja uma prioridade, mas entre o admirar o próprio umbigo, o distribuir "papas e bolos" e o propagandear a pedrinha que se ajeitou na calçada, pode ser que se encontre um bocadinho de tempo para ver o resto.
Pelas ruas da amargura
Mais uma vez, a edição do jornal ‘O Sesimbrense’ marca pela sua inutilidade. No editorial, a directora Isabel Peneque retoma o tema do aborto, questionando a opção das mulheres que optam por recorrer à interrupção da gravidez. O tema tem suscitado debates interessantes o que contrasta com o editorial de Peneque que prima pelo banal desinteresse e traduz a indiscrição da senhora que relata uma conversa que ouviu num café de bairro, na mesa do lado. Falar da vida alheia já é mau. Mas publicar conversas escutadas na mesa do lado num café, criticando-as e julgando-as, é mesmo mau demais para ser verdade.
A capa do jornal volta a falar de desporto, desta vez (até que enfim) concelhio. Na foto, o destaque vai para três sorridentes autarcas deste concelho; a presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça, o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, e o presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Francisco Jesus. Enfim, uma família da mesma cor política, sorridente e (até parece) unida. Tudo a propósito do 8.º aniversário do Clube Escola de Ténis.
Sobre este acentuado declínio de qualidade informativa em alguma imprensa regional, não posso deixar de referir aquilo que descobri no blogue Rede da Xixa que analisa a edição de 2 de Novembro do jornal ‘Nova Morada’. Aqui, chama-se a atenção para uma entrevista feita ao vereador do desporto, José Polido. Faço minhas as palavras e indignação deste anónimo comentador:
Estas são as perguntas que Vanda Pinto colocou ao vereador José Polido.
1ª Pergunta – Que balanço poderá fazer do Desporto a nível concelhio, nestes dois anos?
2ª Pergunta – Esses resultados também são fruto do apoio dado pela autarquia. Como é visto esse apoio pelos clubes?
3ª Pergunta – Fala-se muitas vezes que a autarquia é o grande suporte financeiro dos Clubes. Concorda com esta afirmação?
4ª Pergunta – Mas sem esta ajuda os Clubes não conseguiriam sobreviver…
5ª Pergunta – Acha que existem muitos clubes no concelho?
6ª Pergunta – Em termos financeiros é um grande esforço para a autarquia?
7ª Pergunta – Quanto custa à Câmara esse apoio?
8ª Pergunta – Sendo da área dos números e dos cifrões o que o levou a aceitar uma área como o desporto?
9ª Pergunta – Já agora, que modalidade praticava o atleta José Polido?
10ª Pergunta – Num futuro que projectos desportivos estão a ser desenvolvidos?
11ª Pergunta – Como gostaria de ver crescer o desporto no concelho?
12ª Pergunta – É portanto um vereador orgulhoso do trabalho desenvolvido na área?
13ª Pergunta – Que mensagem gostaria de deixar à população e aos nossos atletas?
Em nota introdutória ao artigo, Vanda Pinto, a assessora da Câmara de Sesimbra e colaboradora do Nova Morada escreveu: “… o apoio do vereador ao desporto e ao movimento associativo tem sido bem evidente até à data. Não é difícil encontrá-lo nas várias actividades ligadas ao desporto que têm decorrido por todo o concelho”
Isto é Imprensa livre e independente???
Não deixa de ser curioso, e até ridículo, que o director do 'Nova Morada' critique em pleno editorial, cheio de moral, um outro jornal local - o 'Notícias da Zona' - por este último ter debatido, numa das suas últimas edições, o casamento e a união de facto.
Ai os telhados de vidro... Enfim, quanto a mim, entre uns e outros, venha o diabo e escolha, porque esta imprensa local anda mesmo pelas ruas da amargura.
A capa do jornal volta a falar de desporto, desta vez (até que enfim) concelhio. Na foto, o destaque vai para três sorridentes autarcas deste concelho; a presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça, o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, e o presidente da Junta de Freguesia do Castelo, Francisco Jesus. Enfim, uma família da mesma cor política, sorridente e (até parece) unida. Tudo a propósito do 8.º aniversário do Clube Escola de Ténis.
Sobre este acentuado declínio de qualidade informativa em alguma imprensa regional, não posso deixar de referir aquilo que descobri no blogue Rede da Xixa que analisa a edição de 2 de Novembro do jornal ‘Nova Morada’. Aqui, chama-se a atenção para uma entrevista feita ao vereador do desporto, José Polido. Faço minhas as palavras e indignação deste anónimo comentador:
Estas são as perguntas que Vanda Pinto colocou ao vereador José Polido.
1ª Pergunta – Que balanço poderá fazer do Desporto a nível concelhio, nestes dois anos?
2ª Pergunta – Esses resultados também são fruto do apoio dado pela autarquia. Como é visto esse apoio pelos clubes?
3ª Pergunta – Fala-se muitas vezes que a autarquia é o grande suporte financeiro dos Clubes. Concorda com esta afirmação?
4ª Pergunta – Mas sem esta ajuda os Clubes não conseguiriam sobreviver…
5ª Pergunta – Acha que existem muitos clubes no concelho?
6ª Pergunta – Em termos financeiros é um grande esforço para a autarquia?
7ª Pergunta – Quanto custa à Câmara esse apoio?
8ª Pergunta – Sendo da área dos números e dos cifrões o que o levou a aceitar uma área como o desporto?
9ª Pergunta – Já agora, que modalidade praticava o atleta José Polido?
10ª Pergunta – Num futuro que projectos desportivos estão a ser desenvolvidos?
11ª Pergunta – Como gostaria de ver crescer o desporto no concelho?
12ª Pergunta – É portanto um vereador orgulhoso do trabalho desenvolvido na área?
13ª Pergunta – Que mensagem gostaria de deixar à população e aos nossos atletas?
Em nota introdutória ao artigo, Vanda Pinto, a assessora da Câmara de Sesimbra e colaboradora do Nova Morada escreveu: “… o apoio do vereador ao desporto e ao movimento associativo tem sido bem evidente até à data. Não é difícil encontrá-lo nas várias actividades ligadas ao desporto que têm decorrido por todo o concelho”
Isto é Imprensa livre e independente???
Não deixa de ser curioso, e até ridículo, que o director do 'Nova Morada' critique em pleno editorial, cheio de moral, um outro jornal local - o 'Notícias da Zona' - por este último ter debatido, numa das suas últimas edições, o casamento e a união de facto.
Ai os telhados de vidro... Enfim, quanto a mim, entre uns e outros, venha o diabo e escolha, porque esta imprensa local anda mesmo pelas ruas da amargura.
3 de out. de 2007
(O)missões
Eu tento perceber, juro que tento... mas não consigo encontrar explicação razoável para o facto de alguns órgãos locais de comunicação social se demitirem tão escandalosa e perigosamente das suas “nobres” funções de informar com verdade e respeito.
A última edição do jornal ‘O Sesimbrense’, que já está on-line, dedica um espaço significativo à última Assembleia Municipal sem nunca referir a moção de censura que este órgão autárquico apresentou à Câmara Municipal de Sesimbra, o que me causa, no mínimo, muita estranheza. Dar eco aos factos, mantendo uma postura o mais imparcial possível, é jornalismo. Omiti-los, já é tomar uma posição, o que é ajornalismo.
Se algum dos derbys futebolísticos que se disputaram na tarde de Sábado, ao mesmo tempo que decorria a reunião da assembleia, tivessem tido honras de capa neste quinzenário, ainda dava o benefício da dúvida ao jornalista. Mas (pasmem-se), desta vez não há fotos de jogadores de râguebi, nem de atletas do triplo salto, nem tão pouco de futebolistas na 1.ª página. É certo que o editorial termina a falar do Scolari e de como um seleccionador nacional passa de bestial a besta, mas é a recriação da antiga lota que merece o destaque de capa.
A última edição do jornal ‘O Sesimbrense’, que já está on-line, dedica um espaço significativo à última Assembleia Municipal sem nunca referir a moção de censura que este órgão autárquico apresentou à Câmara Municipal de Sesimbra, o que me causa, no mínimo, muita estranheza. Dar eco aos factos, mantendo uma postura o mais imparcial possível, é jornalismo. Omiti-los, já é tomar uma posição, o que é ajornalismo.
Se algum dos derbys futebolísticos que se disputaram na tarde de Sábado, ao mesmo tempo que decorria a reunião da assembleia, tivessem tido honras de capa neste quinzenário, ainda dava o benefício da dúvida ao jornalista. Mas (pasmem-se), desta vez não há fotos de jogadores de râguebi, nem de atletas do triplo salto, nem tão pouco de futebolistas na 1.ª página. É certo que o editorial termina a falar do Scolari e de como um seleccionador nacional passa de bestial a besta, mas é a recriação da antiga lota que merece o destaque de capa.
2 de out. de 2007
Respeito democrático
As bancadas do PSD/PP, BE e PS da Assembleia Municipal aprovaram, no sábado, uma moção de censura à Câmara Municipal de Sesimbra. Na origem desta tomada de posição está o facto de a Câmara ter criado, mediante escritura de 28 de Dezembro de 2006, a ‘Associação de Sesimbra um Concelho com Futuro’, sem a prévia deliberação da Assembleia Municipal.
Curiosamente, a participação da Câmara nesta associação também não resultou duma prévia deliberação por parte do seu próprio executivo, que se limitou a ratificar posteriormente a decisão já tomada pela vice-presidente, Felícia Costa.
Em documentos e despachos que ficaram no meio desta trapalhada, a Câmara reconhece que os procedimentos adoptados não foram isentos de erros, reconhecendo mesmo «existirem fundadas dúvidas quanto à [sua] legalidade».
Apesar de tudo isto, o presidente da Câmara, Augusto Pólvora, estava, de facto, convencido que a Assembleia Municipal fecharia os olhos a esta série de trafulhices, aprovando de cruz a referida Associação, pactuando com um procedimento que tem por base o desrespeito da lei.
Convém sublinhar que apesar de votar contra a moção, a presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça (CDU), apresentou uma declaração de voto onde repudiou de viva voz a actuação da Câmara que fez orelhas moucas a um seu despacho que determinava o pagamento de uma taxa à CCDR para que emitisse um parecer sobre o caso, com base no qual a Assembleia deveria decidir. Augusto Pólvora nunca pagou, o parecer nunca veio. Foi, a gota de água.
Esta moção, segundo consta, terá deixado o edil de cabelos em pé, afirmando sentir-se crucificado. Não admira tamanha surpresa. Afinal, este é apenas um exemplo da forma de actuação deste executivo que já vem sendo regra embora sem qualquer contestação. É o quero-posso-e-mando.
Basta ver que o acordo que está na base no mega-projecto imobiliário para a mata de Sesimbra foi também, há poucos dias, considerado ilegal pelo ministro do Ambiente. Apesar disso Augusto Pólvora já veio defender a público que a “cidade da Mata” é para avançar, pois mais m2, menos m2, não faz grande diferença.
Da mesma forma, também não faz grande diferença que uma associação cuja existência nunca foi aprovada pela Assembleia Municipal, sendo por isso ilegal, tenha já Estatutos publicados em Diário da República (Anúncio n.º 1371/2007, DR n.º 42, 2.ª série, 28 Fevereiro 2007). Ora, considerando que esta associação «tem por objecto a promoção e modernização do núcleo urbano central da vila de Sesimbra» visando a sua requalificação, que se poderá dizer do projecto URBCOM? Ai que monumental embrulhada!...Precisamente no processo referente à assinatura do polémico (e ilegal) acordo do Meco, o presidente da autarquia alega que a decisão saiu da Câmara e da Assembleia Municipal, por unanimidade. Esquece-se agora que, na altura, o voto contra o acordo significava um peso sobre a consciência de cada um, pois à assinatura “só” havia uma alternativa: a invasão germânica e o pagamento de uma choruda quantia aos alemães que deixaria depauperados os cofres do munícipio. Apesar de tudo, desta feita, a Assembleia Municipal decidiu não pactuar com as ilegalidades. Valha-nos isso. Já que não nos respeitam a nós, meros munícipes, ao menos que se respeitem uns aos outros.
Curiosamente, a participação da Câmara nesta associação também não resultou duma prévia deliberação por parte do seu próprio executivo, que se limitou a ratificar posteriormente a decisão já tomada pela vice-presidente, Felícia Costa.
Em documentos e despachos que ficaram no meio desta trapalhada, a Câmara reconhece que os procedimentos adoptados não foram isentos de erros, reconhecendo mesmo «existirem fundadas dúvidas quanto à [sua] legalidade».
Apesar de tudo isto, o presidente da Câmara, Augusto Pólvora, estava, de facto, convencido que a Assembleia Municipal fecharia os olhos a esta série de trafulhices, aprovando de cruz a referida Associação, pactuando com um procedimento que tem por base o desrespeito da lei.
Convém sublinhar que apesar de votar contra a moção, a presidente da Assembleia Municipal, Odete Graça (CDU), apresentou uma declaração de voto onde repudiou de viva voz a actuação da Câmara que fez orelhas moucas a um seu despacho que determinava o pagamento de uma taxa à CCDR para que emitisse um parecer sobre o caso, com base no qual a Assembleia deveria decidir. Augusto Pólvora nunca pagou, o parecer nunca veio. Foi, a gota de água.
Esta moção, segundo consta, terá deixado o edil de cabelos em pé, afirmando sentir-se crucificado. Não admira tamanha surpresa. Afinal, este é apenas um exemplo da forma de actuação deste executivo que já vem sendo regra embora sem qualquer contestação. É o quero-posso-e-mando.
Basta ver que o acordo que está na base no mega-projecto imobiliário para a mata de Sesimbra foi também, há poucos dias, considerado ilegal pelo ministro do Ambiente. Apesar disso Augusto Pólvora já veio defender a público que a “cidade da Mata” é para avançar, pois mais m2, menos m2, não faz grande diferença.
Da mesma forma, também não faz grande diferença que uma associação cuja existência nunca foi aprovada pela Assembleia Municipal, sendo por isso ilegal, tenha já Estatutos publicados em Diário da República (Anúncio n.º 1371/2007, DR n.º 42, 2.ª série, 28 Fevereiro 2007). Ora, considerando que esta associação «tem por objecto a promoção e modernização do núcleo urbano central da vila de Sesimbra» visando a sua requalificação, que se poderá dizer do projecto URBCOM? Ai que monumental embrulhada!...Precisamente no processo referente à assinatura do polémico (e ilegal) acordo do Meco, o presidente da autarquia alega que a decisão saiu da Câmara e da Assembleia Municipal, por unanimidade. Esquece-se agora que, na altura, o voto contra o acordo significava um peso sobre a consciência de cada um, pois à assinatura “só” havia uma alternativa: a invasão germânica e o pagamento de uma choruda quantia aos alemães que deixaria depauperados os cofres do munícipio. Apesar de tudo, desta feita, a Assembleia Municipal decidiu não pactuar com as ilegalidades. Valha-nos isso. Já que não nos respeitam a nós, meros munícipes, ao menos que se respeitem uns aos outros.
28 de set. de 2007
Allez Portugal allez!
Na sua edição de 30 de Agosto, o jornal ‘O Sesimbrense’ fazia parar o concelho, por trazer na sua primeira página uma notícia escaldante de grande relevância para a população local: ‘Nelson Évora salta para a medalha de ouro’. Uma fotografia do atleta do Benfica, vencedor do triplo salto no Campeonato do Mundo de Atletismo que decorreu em Osaka, Japão, ocupava toda a capa do jornal.
Na sua edição de 15 de Setembro, ‘O Sesimbrense’ volta a fazer história no jornalismo local, puxando para a capa a prestação da selecção nacional de râguebi que esteve, pela primeira vez, num campeonato do mundo da modalidade.
Num mundo em constante mudança, e num concelho não tão fraco em notícias como poderia parecer à primeira vista, as opções editoriais deste «quinzenário independente para defesa dos interesses do concelho» parecem-me pouco claras.
É certo que o mundo desportivo gira em torno do futebol e toda a gente sente que deveria ser dada maior relevância às restantes modalidades nas quais os atletas lusos se têm destacado. Não me parece, no entanto, que isso seja motivo suficiente para ‘O Sesimbrense’ se demitir da sua missão de ‘defesa dos interesses do concelho’. Não me parece que seja missão deste jornal fazer as capas que ‘A Bola’, o ‘Record’ ou o ‘Jogo’ poderiam ter feito.
Na sua edição de 15 de Setembro, ‘O Sesimbrense’ volta a fazer história no jornalismo local, puxando para a capa a prestação da selecção nacional de râguebi que esteve, pela primeira vez, num campeonato do mundo da modalidade.
Num mundo em constante mudança, e num concelho não tão fraco em notícias como poderia parecer à primeira vista, as opções editoriais deste «quinzenário independente para defesa dos interesses do concelho» parecem-me pouco claras.
É certo que o mundo desportivo gira em torno do futebol e toda a gente sente que deveria ser dada maior relevância às restantes modalidades nas quais os atletas lusos se têm destacado. Não me parece, no entanto, que isso seja motivo suficiente para ‘O Sesimbrense’ se demitir da sua missão de ‘defesa dos interesses do concelho’. Não me parece que seja missão deste jornal fazer as capas que ‘A Bola’, o ‘Record’ ou o ‘Jogo’ poderiam ter feito.
Eventos em curtas
A Junta de Freguesia de Santiago promove, esta noite, um desfile de moda, em conjunto com uma empresa de realização de eventos, e com o apoio de algumas empresas do concelho e da Câmara Municipal de Sesimbra. No site da Junta descobri a imagem de divulgação do acontecimento que integra dois elementos gráficos interessantes: a fortaleza de Santiago à qual se sobrepõe um mulher loira, nua. Apesar de afirmarem que o principal objectivo do ‘Sesimbra Fashion Party’ (porquê o nome em inglês?) é colocar a vila «na rota da moda e mostrar que tem lojas e estilistas de grande qualidade e gente bonita para as passerelles», parece-me que a imagem de divulgação do evento parece querer asseverar outros atractivos. Como dizem uns «gatos» que por aí andam... «volta e meia também vão aparecer gajas nuas».
Ai estes candidatos a presidente de Câmara...
Há uma semana, a Câmara Municipal de Sesimbra recriou, na baía de Sesimbra, a antiga lota. Dentro do espírito do ‘Carnaval todo o ano’, no teatro foram envolvidas as escolas de samba e grupos, cujos elementos se mascararam para recriar esses tempos idos. No final do dia, quando o evento já estava longe, só se falava no mistério do cherne desaparecido. Isto para não falar no sumiço de gorazes e peixe-espada preto. Terá sido intervenção da ASAE? Terá sido o vento? O vento não foi certamente e a ASAE não actua assim.
Dando continuidade a uma série de eventos de forte cariz cultural, a Câmara Municipal de Sesimbra vai assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa (1 de Outubro) com uma mega ‘Matiné Dançante’ que terá lugar no salão ‘Baila Comigo’. Para os idosos do concelho não haverá cherne nem «gajas nuas». Mas que eles mereciam muito mais do que isso, ai mereciam sim senhor.
Ai estes candidatos a presidente de Câmara...
Há uma semana, a Câmara Municipal de Sesimbra recriou, na baía de Sesimbra, a antiga lota. Dentro do espírito do ‘Carnaval todo o ano’, no teatro foram envolvidas as escolas de samba e grupos, cujos elementos se mascararam para recriar esses tempos idos. No final do dia, quando o evento já estava longe, só se falava no mistério do cherne desaparecido. Isto para não falar no sumiço de gorazes e peixe-espada preto. Terá sido intervenção da ASAE? Terá sido o vento? O vento não foi certamente e a ASAE não actua assim.
Dando continuidade a uma série de eventos de forte cariz cultural, a Câmara Municipal de Sesimbra vai assinalar o Dia Internacional da Pessoa Idosa (1 de Outubro) com uma mega ‘Matiné Dançante’ que terá lugar no salão ‘Baila Comigo’. Para os idosos do concelho não haverá cherne nem «gajas nuas». Mas que eles mereciam muito mais do que isso, ai mereciam sim senhor.
26 de set. de 2007
Também quero!!
Uma sala cheia recebeu na sexta-feira o debate sobre a ‘Educação e a Escola Pública’ organizado pelo grupo de reflexão sobre o concelho de Sesimbra - ‘Observa’ -, que contou com as participações do reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, e dum fundador do Movimento da Escola Moderna, Sérgio Niza.
Em vésperas da reconstituição da antiga lota na praia de Sesimbra, foi com alguma surpresa que vi entre o público a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa.
Foi também com surpresa que a vi entre o público, e não na mesa. Não porque eu ache que ela devesse estar na mesa, mas antes porque acho que ela acha que lá deveria estar.
Foi porém sem surpresa que ouvi a intervenção da vereadora durante o período de debate. Sem rodeios, Felícia Costa antes de dirigir a sua pergunta aos oradores, fez questão de se afirmar admirada por ver a sala cheia de professores, quando poucos comparecem às acções realizadas pela Câmara sobre Educação. Será que a vereadora acha mesmo que esta foi a forma mais correcta de os atrair?
É curioso... Porque também eu fiquei admirad@ por ver a vereadora entre o público num evento que não foi organizado pela Câmara.
«Quando se trata de educação, nenhum político tem dúvidas, nenhum comentador se engana, nenhum português hesita. Palavras gastas. Inúteis. Banalidades. Mentiras. O que é evidente, mente. Evidentemente.»‘E vid ente mente. Histórias da Educação’, António Nóvoa (Asa, 2005) [Retirado do folheto de apresentação da sessão.]
Em vésperas da reconstituição da antiga lota na praia de Sesimbra, foi com alguma surpresa que vi entre o público a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa.
Foi também com surpresa que a vi entre o público, e não na mesa. Não porque eu ache que ela devesse estar na mesa, mas antes porque acho que ela acha que lá deveria estar.
Foi porém sem surpresa que ouvi a intervenção da vereadora durante o período de debate. Sem rodeios, Felícia Costa antes de dirigir a sua pergunta aos oradores, fez questão de se afirmar admirada por ver a sala cheia de professores, quando poucos comparecem às acções realizadas pela Câmara sobre Educação. Será que a vereadora acha mesmo que esta foi a forma mais correcta de os atrair?
É curioso... Porque também eu fiquei admirad@ por ver a vereadora entre o público num evento que não foi organizado pela Câmara.
«Quando se trata de educação, nenhum político tem dúvidas, nenhum comentador se engana, nenhum português hesita. Palavras gastas. Inúteis. Banalidades. Mentiras. O que é evidente, mente. Evidentemente.»‘E vid ente mente. Histórias da Educação’, António Nóvoa (Asa, 2005) [Retirado do folheto de apresentação da sessão.]
6 de set. de 2007
O «principal» e o «único»
Felizmente o mês de Agosto chegou ao fim.
Finalmente a pequena avalanche de turistas que escolheram Sesimbra como destino de férias, fez as malas e partiu. E os outros (aos quais que não podemos chamar “turistas”) que apenas vêm ao Sábado de manhã e vão ao Sábado à tarde, continuarão a vir e a ir, sempre que o sol perder a vergonha.
Dizem por aí que o Verão “foi fraco” e, há dias atrás, um jornal concelhio comprovou-o dando honras de 1.ª página ao fracasso: ‘Turistas em queda por falta de animação’.
Custa-me a crer que no próximo editorial do boletim municipal, o presidente da Câmara reitere a afirmação de que «Sesimbra é, hoje, o principal destino turístico da Costa Azul e o único destino internacional da região». Augusto Pólvora sustentou a afirmação em dados do «Instituto Nacional de Estatística» referentes aos últimos anos, embora não defina quais, e isso talvez fosse importante para conseguir compreender a incoerência, verificável a olho nú, desta constatação.
Como o líder de bancada da CDU na Assembleia Municipal, Fernando Patrício, nos ensina: não é por repetirmos muitas vezes uma mentira que ela se torna verdade. Por isso, Augusto Pólvora bem pode deixar de insistir nas ideias de «principal» e «único» destino turístico, pois não é por dizê-lo e escrevê-lo muitas vezes que a coisa se efectiva. Há que fazer muito mais.
No editorial em que Pólvora eleva Sesimbra a «principal» e «único», ressalva o trabalho do Turiforum, um «grupo de reflexão sobre o turismo em Sesimbra». Parece-me agora que o grupo terá matéria suficiente para se entreter.
Além disso, acrescenta o edil, está na forja o ‘Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico’ que deverá ser lançado em breve, e que tem como «grande objectivo inverter a tendência sazonal» e «afirmar definitivamente Sesimbra como destino turístico durante todo o ano».
O importante, quer para o reflexivo Turiforum, quer para o Plano Estratégico, é que consigam partir dum diagnóstico fidedigno da situação do turismo actual e tenham uma ideia clara e correcta daquilo que deveria ser o objectivo: um turismo de qualidade para um concelho com as características de Sesimbra. Partir do princípio de que somos o «principal» e o «único» é, por si só, um mau princípio. Não sei onde querem todos eles chegar, mas não é bom sinal meterem pelo caminho um ‘carnaval de Verão’ que só desencantou, um esgoto a correr para a praia, a sobreposição de eventos, ou uma dose dupla de trios electrécticos, e isto apenas para apontar alguns casos.O boletim meteorológico não ajudou, é verdade. Mas isso não é desculpa para quem avoca ser o «principal» e o «único».
Finalmente a pequena avalanche de turistas que escolheram Sesimbra como destino de férias, fez as malas e partiu. E os outros (aos quais que não podemos chamar “turistas”) que apenas vêm ao Sábado de manhã e vão ao Sábado à tarde, continuarão a vir e a ir, sempre que o sol perder a vergonha.
Dizem por aí que o Verão “foi fraco” e, há dias atrás, um jornal concelhio comprovou-o dando honras de 1.ª página ao fracasso: ‘Turistas em queda por falta de animação’.
Custa-me a crer que no próximo editorial do boletim municipal, o presidente da Câmara reitere a afirmação de que «Sesimbra é, hoje, o principal destino turístico da Costa Azul e o único destino internacional da região». Augusto Pólvora sustentou a afirmação em dados do «Instituto Nacional de Estatística» referentes aos últimos anos, embora não defina quais, e isso talvez fosse importante para conseguir compreender a incoerência, verificável a olho nú, desta constatação.
Como o líder de bancada da CDU na Assembleia Municipal, Fernando Patrício, nos ensina: não é por repetirmos muitas vezes uma mentira que ela se torna verdade. Por isso, Augusto Pólvora bem pode deixar de insistir nas ideias de «principal» e «único» destino turístico, pois não é por dizê-lo e escrevê-lo muitas vezes que a coisa se efectiva. Há que fazer muito mais.
No editorial em que Pólvora eleva Sesimbra a «principal» e «único», ressalva o trabalho do Turiforum, um «grupo de reflexão sobre o turismo em Sesimbra». Parece-me agora que o grupo terá matéria suficiente para se entreter.
Além disso, acrescenta o edil, está na forja o ‘Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico’ que deverá ser lançado em breve, e que tem como «grande objectivo inverter a tendência sazonal» e «afirmar definitivamente Sesimbra como destino turístico durante todo o ano».
O importante, quer para o reflexivo Turiforum, quer para o Plano Estratégico, é que consigam partir dum diagnóstico fidedigno da situação do turismo actual e tenham uma ideia clara e correcta daquilo que deveria ser o objectivo: um turismo de qualidade para um concelho com as características de Sesimbra. Partir do princípio de que somos o «principal» e o «único» é, por si só, um mau princípio. Não sei onde querem todos eles chegar, mas não é bom sinal meterem pelo caminho um ‘carnaval de Verão’ que só desencantou, um esgoto a correr para a praia, a sobreposição de eventos, ou uma dose dupla de trios electrécticos, e isto apenas para apontar alguns casos.O boletim meteorológico não ajudou, é verdade. Mas isso não é desculpa para quem avoca ser o «principal» e o «único».
4 de set. de 2007
Uma terra de contrastes
No âmbito do evento 'Marés de Outono', vai recriada, dia 22 de Setembro, a antiga lota na praia, numa tentativa de, dizem, "valorizar as tradições". As festas em honra de Nossa Senhora do Cabo Espichel, promovidas pela Comissão de Festas, incluem um pouco tradicional karaoke, no Santuário.
Início do ano lectivo
O início do ano lectivo no concelho de Sesimbra tem sido, nos últimos anos, principescamente assinalado com a realização de um grande banquete oferecido à comunidade educativa. Este evento tem merecido ferozes críticas
pelo esbajamento panfletário (promover uma festarola para centenas de pessoas não é coisa que se faça com meia dúzia de tostões), sobretudo porque há escolas onde os professores são obrigados a pedir aos encarregados de educação, com jeitinho, algum dinheiro para suportar fotocópias, visitas de estudo e... papel higiénico. Apesar disso, a autarquia tem feito finca pé em promover este banquete anual e 2007 não será excepção. Mas, ao que parece, há novidades.
No Sesimbr’Acontece de Setembro é anunciado que o evento terá como tema a banda desenhada. Mas... pasmem-se! Desta feita não estão a pedir aos convivas que se mascarem de Homem-Aranha, Flash Gordon, Hulk ou de X-Men. Segundo a publicação, todos os participantes serão convidados a levar «um livro de banda desenhada para ser oferecido às bibliotecas escolares». Apesar da promessa eleitoral de ‘Carnaval todo o ano’, a autarquia decidiu, ao que parece (e bem), pôr fim ao baile de máscaras em que tinha transformado a recepção.
Mas há mais inovações. A edição ’07 do banquete para a comunidade educativa não terá lugar nem na Fortaleza de Santiago, nem na Quinta dos Sonhos, mas sim, na Escola Básica 1 / JI da Quinta do Conde.
Note-se ainda que, em entrevista ao jornal ‘O Sesimbrense’, a vereadora da Educação, Felícia Costa, quase dá a mão à palmatória quando recusa a denominação de ‘recepção à comunidade educativa’. «Prefiro chamar-lhe um momento de homenagem e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por professores e alunos», disse. E acrescenta: «Vamos fazer um encontro no dia 14 (...)». É impressão minha ou há aqui uma alteração de discurso e de postura?
Não posso ainda deixar de sublinhar uma outra afirmação de Felícia Costa: “Iremos aproveitar para falar do que se pretende realizar durante o ano”. Assim, como quem não quer a coisa, a vereadora até vai procurar falar de alguma coisa importante durante o convívio. Até porque convém, não vá o pessoal pensar que aquilo é só mesmo banquete e festa. Definitivamente, algo mudou. E sente-se nas entrelinhas o desalento de Felícia Costa por ter de limitar o seu querido festim anual de auto-promoção.
pelo esbajamento panfletário (promover uma festarola para centenas de pessoas não é coisa que se faça com meia dúzia de tostões), sobretudo porque há escolas onde os professores são obrigados a pedir aos encarregados de educação, com jeitinho, algum dinheiro para suportar fotocópias, visitas de estudo e... papel higiénico. Apesar disso, a autarquia tem feito finca pé em promover este banquete anual e 2007 não será excepção. Mas, ao que parece, há novidades.
No Sesimbr’Acontece de Setembro é anunciado que o evento terá como tema a banda desenhada. Mas... pasmem-se! Desta feita não estão a pedir aos convivas que se mascarem de Homem-Aranha, Flash Gordon, Hulk ou de X-Men. Segundo a publicação, todos os participantes serão convidados a levar «um livro de banda desenhada para ser oferecido às bibliotecas escolares». Apesar da promessa eleitoral de ‘Carnaval todo o ano’, a autarquia decidiu, ao que parece (e bem), pôr fim ao baile de máscaras em que tinha transformado a recepção.
Mas há mais inovações. A edição ’07 do banquete para a comunidade educativa não terá lugar nem na Fortaleza de Santiago, nem na Quinta dos Sonhos, mas sim, na Escola Básica 1 / JI da Quinta do Conde.
Note-se ainda que, em entrevista ao jornal ‘O Sesimbrense’, a vereadora da Educação, Felícia Costa, quase dá a mão à palmatória quando recusa a denominação de ‘recepção à comunidade educativa’. «Prefiro chamar-lhe um momento de homenagem e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido por professores e alunos», disse. E acrescenta: «Vamos fazer um encontro no dia 14 (...)». É impressão minha ou há aqui uma alteração de discurso e de postura?
Não posso ainda deixar de sublinhar uma outra afirmação de Felícia Costa: “Iremos aproveitar para falar do que se pretende realizar durante o ano”. Assim, como quem não quer a coisa, a vereadora até vai procurar falar de alguma coisa importante durante o convívio. Até porque convém, não vá o pessoal pensar que aquilo é só mesmo banquete e festa. Definitivamente, algo mudou. E sente-se nas entrelinhas o desalento de Felícia Costa por ter de limitar o seu querido festim anual de auto-promoção.
3 de set. de 2007
O Regresso
O início do mês de Setembro marca o fim da “silly season”. Mas, na abertura da nova “season” política concelhia, Fernando Patrício, articulista no jornal ‘Nova Morada’ e elemento da bancada comunista na Assembleia Municipal de Sesimbra, publica no referido jornal mais um artigo de opinião absolutamente “silly”, para não dizer pior. Não tendo aprendido com o primeiro erro, Patrício volta a comparar a actuação dos socialistas à do ministro da propaganda de Hitler. Comece-se por dizer que Patrício sabe tão bem do que fala que redige erradamente o nome do político do 3.º Reich. Em vez de “Goebbels”, Patrício escreve “Goebels”, comendo-lhe um “b”.
Goebbels compreendeu como dominar os meios de comunicação de massa e é-lhe atribuída a afirmação de que “qualquer mentira repetida até à exaustão acaba por se tornar uma verdade”. Mas isso Patrício sabe, até porque é, precisamente, por essa afirmação que inicia a sua crónica. Mas o que Patrício talvez não saiba, (mas pode consultar na wikipédia) é que Paul Joseph Goebbels foi, por algum tempo, comunista, e esperava que uma revolução salvasse a Alemanha da dificil situação social em que se encontrava. Rejeitava o capitalismo, mas também a democracia e acabou por se tornar um anti-semita fanático. A determina altura do seu percurso político, Goebbels é enviado por Hitler para dirigir a propaganda em Berlim (uma área de influência comunista, onde o movimento Nazi não se tinha conseguido implantar fortemente). Diz a wikipédia que, «já na sua primeira acção em Berlim se denotam em Joseph Goebbels os métodos de inspiração comunista. No bairro proletário de Wedding, ele alugou uma larga sala de audiências que costumava ser utilizada pelos comunistas. Os placares anunciando o evento imitavam o estilo e as palavras usadas pelos comunistas.»
Mas esta é apenas uma custa lição de história que não deve ser lida como nada mais do que isso.
Voltemos, por isso, ao artigo de Patrício que inicia por “Goebels”, passa para a lei de financiamento dos partidos, para chegar até ao “pistoleiro da Quinta do Conde” e às ameças “à integridade física” a elementos da CDU. Depois disto, Patrício ainda faz questão de sublinhar que é gerente comercial numa empresa privada, e manda cumprimentos a alguém que tem um “toyota branco” e lhe tirou fotografias à casa, para, finalmente, fechar o texto lançando acusações a um vereador do PS.
Independentemente das razões de Patrício, da justeza, ou não, das suas críticas e dos recados que manda pelo jornal, parece-me que um “Goebels” ali metido, a foice e a martelo, e pela segunda vez (porque já num artigo anterior, Patrício chama ao texto o ministro nazi) é completamente descabido e soa demasiado a um certo discurso madeirense onde os adjectivos “fascistas”, “cubanos” e afins são usados com a mesma leviandade.
O mote está dado: inicia a “season”, igualmente “silly” e muito “foolish”.
Goebbels compreendeu como dominar os meios de comunicação de massa e é-lhe atribuída a afirmação de que “qualquer mentira repetida até à exaustão acaba por se tornar uma verdade”. Mas isso Patrício sabe, até porque é, precisamente, por essa afirmação que inicia a sua crónica. Mas o que Patrício talvez não saiba, (mas pode consultar na wikipédia) é que Paul Joseph Goebbels foi, por algum tempo, comunista, e esperava que uma revolução salvasse a Alemanha da dificil situação social em que se encontrava. Rejeitava o capitalismo, mas também a democracia e acabou por se tornar um anti-semita fanático. A determina altura do seu percurso político, Goebbels é enviado por Hitler para dirigir a propaganda em Berlim (uma área de influência comunista, onde o movimento Nazi não se tinha conseguido implantar fortemente). Diz a wikipédia que, «já na sua primeira acção em Berlim se denotam em Joseph Goebbels os métodos de inspiração comunista. No bairro proletário de Wedding, ele alugou uma larga sala de audiências que costumava ser utilizada pelos comunistas. Os placares anunciando o evento imitavam o estilo e as palavras usadas pelos comunistas.»
Mas esta é apenas uma custa lição de história que não deve ser lida como nada mais do que isso.
Voltemos, por isso, ao artigo de Patrício que inicia por “Goebels”, passa para a lei de financiamento dos partidos, para chegar até ao “pistoleiro da Quinta do Conde” e às ameças “à integridade física” a elementos da CDU. Depois disto, Patrício ainda faz questão de sublinhar que é gerente comercial numa empresa privada, e manda cumprimentos a alguém que tem um “toyota branco” e lhe tirou fotografias à casa, para, finalmente, fechar o texto lançando acusações a um vereador do PS.
Independentemente das razões de Patrício, da justeza, ou não, das suas críticas e dos recados que manda pelo jornal, parece-me que um “Goebels” ali metido, a foice e a martelo, e pela segunda vez (porque já num artigo anterior, Patrício chama ao texto o ministro nazi) é completamente descabido e soa demasiado a um certo discurso madeirense onde os adjectivos “fascistas”, “cubanos” e afins são usados com a mesma leviandade.
O mote está dado: inicia a “season”, igualmente “silly” e muito “foolish”.
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