26 de mar. de 2007
No Sábado à noite
Ao que me parece, há alguém na CMS... a modos que... fixado nas bebedeiras da juventude sesimbrense. Vejamos com mais atenção (porque o assunto o exige) o dito inquérito.
Perguntam, a dada altura, com qual das ideias o inquirido concorda ou não concorda:
a) O álcool aquece?
b) O álcool abre o apetite?
c) O álcool dá força?
d) O álcool facilita a digestão?
e) O álcool mata a sede?
f) O álcool é um remédio?
g) O álcool melhora o sexo?
Segundo indicam, esta questão é adaptada de um original do Dr. Luís Patrício, que, julgo ser o conhecido psiquiatra, pioneiro no tratamento das toxicodependências em Portugal.
Independentemente do autor e do “adaptador”, esta questão centra-se nalgumas ideias feitas cuja resposta é, obviamente, negativa para alguém de bom senso. Isto supondo que o inquérito se refere ao consumo excessivo.
Agora há, digo eu, quem passe por burro e bêbedo respondendo também com bom senso: há quem goste do Martini para abrir uma refeição, tomando-o para “abrir o apetite”. Há quem beba o digestivo no final, precisamente para “facilitar a digestão”. Há quem não dispense uma “loira fresquinha” numa tarde de calor para “matar a sede”. Há quem beba um copo de tinto por dia porque os médicos dizem que faz bem ao coração, etc. etc.. Tudo isto podem ser ideias feitas, mas não quer dizer que quem assim pense deva pertencer aos AA (alcoólicos anónimos).
Estamos a falar de um inquérito aplicado, essencialmente, a jovens. E será que poderemos depois acreditar na fiabilidade das respostas? Até porque o contexto em que os inquéritos estão a ser colocados, o timing escolhido, são, em tudo, duvidosos.
Mas vejamos mais algumas questões:
- A sua primeira bebedeira foi quando tinha a idade de ____ anos.
(Não existe a hipótese do inquirido responder que nunca apanhou uma bebedeira. Porque será?)
- A sua última bebedeira foi: há ___ dias; há ___ meses; há ___ anos.
(Continuam a não considerar a hipótese do inquirido responder que nunca apanhou uma bebedeira.)
- Qual foi a quantidade consumida no último dia em que bebeu álcool? Cerveja ___; Vinho ___; Whisky ___; Gin ___; Vodka ___; Licor ___; Shots ___; Outro ___.
(Não consideram a hipótese de o inquirido ser abstémio)
- Está a tomar medicamentos para os nervos?
- No último mês consumiu Pastilhas?
Bom, e chega de perguntas sem jeito nem amanho num inquérito absurdo.
Em nenhum espaço do questionário me explicam qual o fim a que se destina nem porque me perguntam se já pratiquei sexo sob o efeito do álcool, se o fiz com preservativo, ou com que idade tive a minha primeira relação sexual e se, também nessa altura, utilizei preservativo.
Claro que o destino do inquérito só podia ser um: forrar o fundo da gaiola do passarinho.
Ah, mas ouvi dizer que na próxima semana vão promover um debate sobre:
“Bebeu-se muito na noite de Sábado, 24 de Março?”.
Um evento a não perder.
22 de mar. de 2007
Maus prenúncios
Que mais poderemos esperar de quem impede os pescadores de praticarem a sua actividade em zonas onde laboram há milhares de anos porque constituem um sério atentado à saúde do Parque Natural da Arrábida mas que dá a benção a este tipo de projectos.
Que mais poderemos esperar de quem aconselha aos empresários estrangeiros que invistam em Portugal porque os custos de mão-de-obra são os mais baixos da Europa, ou que anuncia que quer mudar o nome ‘Algarve’ para ‘ALLgarve’ (dito com british accent) de forma a internacionalizar ainda mais a região.
Contente da vida com a notícia sobre a ‘Costa Terra’ ficou, pasmem-se, o presidente da Câmara Municipal de Grândola que insistentemente afirmou que os empreendimentos previstos para o seu concelho «vão cumprir as melhores práticas em termos ambientais».
Onde é que eu já ouvi isto?..
Segundo a notícia do ‘Região de Setúbal On-Line’, o projecto inclui 3 hóteis, 5 aparthoteis, 4 aldeamentos turísticos, 204 moradias de turismo residencial, um campo de glofe, um centro equestre, uma clínica de medicina desportiva, geriatria e talassoterapia, dois clubes de ténis e ginásios, um fórum comercial e, e, e, e...
O ‘Costa Terra’ é o 3.º grande projecto turístico que arranca no concelho de Grândola no espaço de um ano, depois do Tróia Resort e da ‘Herdade do Pinheirinho’, da empresa... Pelicano.
Este último prevê a construção de 2 hóteis, 4 aparthoteis, 3 aldeamentos, 204 moradias e um campo de golfe.
Mas afinal quem são os “litoral killers”?
21 de mar. de 2007
No Dia Mundial da Poesia ...
Claro que o Represas, o João Gil, a Teresa Salgueiro, o Rui Veloso e companhia vêm a caminho. E isso enche o olho. É também mais interessante promover ‘conversas’ com os jovens sesimbrenses sobre se se bebeu demais no Carnaval. Agora, à poesia não conseguimos pôr penachos nem lantejoulas.
Um poema:
Mar sonoro
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
19 de mar. de 2007
A sorte de uns...
Estará, neste momento, alguém refastelado no seu gabinete a pensar: - Desta é que os calei. Tomem lá uma mão cheia de ‘coltura’ e fechem, bem fechadinhas, essas bocas maldizentes!
Realmente, nada a dizer em relação à escolha destes nomes sonantes da música portuguesa que vão encher de brilho aquela que será a principal sala do concelho. Mas, na verdade, tudo isto é completamente despropositado. De facto, a população do concelho merece isto e muito mais, mas não se compreende porque é que vão enfiar estes eventos numa sala para 240 pessoas... Tendo por certo que nenhum destes artistas reconhecidos virá a Sesimbra dar uma borla ou actuar em troca de 5 tostões (porque é disto que vivem) ou os preços dos bilhetes terão de ser muito elevados de forma a pagar as actuações, ou então este programa vai sair muito caro ao concelho porque todos teremos de pagar por um luxo a que apenas 240 sortudos poderão assistir de perto.
Até já ouvi dizer que há quem ande a meter cunhas aos funcionários da Câmara para reservar bilhetes! Havia necessidade disto?...
Até aqui, as actuações, como as que agora nos propõem, aconteciam quando o rei fazia anos e em espaços públicos como o ginásio ou a fortaleza de Santiago (que ainda para mais, andam sempre a anunciar que é nossa). Dum dia para o outro, trazem a mais fina flôr da música portuguesa, toda duma vez, e metem-na num espaço limitado... Não para quem quer, mas quem pode assistir. Parece-me que está a ser feito um esforço estúpido em nome de algo... a que chamo populismo. Provavelmente outros chamar-lhe-ão outra coisa qualquer.
Há gente, que ainda por cima tem poder para mandar nalgumas coisas que dizem respeito a todos nós, que não sabe que entre o 8 e o 80 existe um longo caminho chamado meio termo. E para conseguir actuar nessa área basta ter bom senso. Percebe-se que, numa política de Carnaval todo o ano, festa que é festa tem de ter brilho. Muito brilho, muita confusão. Mas é preciso ponderar muito mais coisas.
E por falar em festa... Já se diz por aí que vai haver um Carnaval de Verão...
16 de mar. de 2007
O que foi não volta a ser
A última vez que me recordo de ter visto a população do concelho envolvida num debate sobre este assunto ocorreu por altura da apresentação do Plano de Acessibilidades realizado a propósito do processo da Mata da Sesimbra. Curiosamente, na sessão de hoje estará o conceituado professor do Instituto Superior Técnico, Nunes da Silva, responsável por esse documento.
E, mais uma vez, o temível assunto ‘Mata de Sesimbra’ é trazido à baila. Não é possível esquecer que o PDM ainda em vigor, publicado em Diário da República em Fevereiro de 1998, é escandalosamente subvertido pelo Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra que implica a revogação de diversos artigos, nomeadamente no que diz respeito ao uso e ocupação dos solos, índices de construção ou dimensão da intervenção. Como tal, esta revisão do PDM assume particular importância, na medida em que abre uma porta que permite levantar restrições que até aqui têm sido demasiado inconvenientes para os defensores da construção da cidade da Mata.
E, recorde-se, o presidente da Câmara, Augusto Pólvora, já assumiu e reiterou publicamente a defesa do projecto megalómano da Mata de Sesimbra. Assumiu perante todos que este é o “seu” projecto e defendeu-o, o melhor que pôde, ao lado dos promotores imobiliários.
Mas, em nenhuma circunstância, o mais importante instrumento de gestão do território, como o é um PDM, poderá ser subjugado ao betão e aos mais diversos interesses que se movem em relação à Mata de Sesimbra.
A qualidade de vida dos sesimbrenses e a defesa da terra deverão ser superiores a tudo o resto.
No debate da passada sexta-feira, várias foram as vozes que se levantaram pela defesa das tradições e pela revitalização e re-povoamento da vila de Sesimbra e contra a perda de identidade da freguesia rural e a betonização.
Por oposição, da mesa de oradores falou-se duma Sesimbra “de futuro”, preparada para receber o turista, publicitaram-se terrenos, defendeu-se a construção de empreendimentos para defender as zonas verdes.
Será que ainda não perceberam que aquilo que a população do concelho pretende é reaver a Sesimbra que tem vindo a perder e não construir uma nova Sesimbra onde não se reconhecem e que ameaça apagar irremediavelmente os seus traços distintivos?
15 de mar. de 2007
Desengasgo
Nos últimos dias, no entanto, descobri um novo fórum a que chamam ‘Fale mas não se Engasgue’ que passa, ao que me parece, entre as 9h e as 9.30h na Sesimbra FM (103.9 FM). Ontem debatia-se o facto dos privados considerarem a abertura de clínicas nos locais onde o governo anda a encerrar serviços de atendimento permanente e serviços de urgência. Há que reconhecer, e os autores deste “fórum” sabem com certeza, que a iniciativa não é sequer comparável ao que é feito nas rádios nacionais - até porque no caso da Sesimbra FM o fórum é conduzido por um animador de rádio e não por um jornalista – mas já é qualquer coisa. O que é certo é que as diferenças notam-se mesmo nas pequenas coisas.
Ontem, enquanto se debatia o problema da saúde, um ouvinte elogiava o governo de Oliveira Salazar por comparação com o actual e perante este comentário não houve qualquer tentativa, não de calar o ouvinte-opinador porque como todos os outros tem direito às suas opiniões mesmo que descabidas e insensatas, mas pelo menos de recentrar a discussão no tema em causa: o encerramento de serviço de saúde públicos e consequente abertura de privados. Hoje, apesar de ter apanhado o “fórum” sesimbrense a meio percebi que se falava de futebol. Inicialmente falava-se numa maior atenção que as Finanças atribuirão às contratações de jogadores, mas lá pelo meio comentou-se os automóveis dos jogadores, a construção dos estádios de futebol aquando do Euro 2004, as míseras reformas, o preço dos medicamentos...
A certa altura, o animador queixava-se da falta de participação dos ouvintes no ‘Fale mas não se engasgue’, facto que não, vá-se lá saber porquê, me surpreende.
Entretanto, aproveitei e fiquei a ouvir o noticiário sesimbrense das 9.30h. Não deixei de achar curioso o alinhamento das notícias: primeiro falou-se do programa ‘Onda Jovem’, iniciativa da Câmara Municipal de Sesimbra, e que terá início, se a memória não me falha, a 23 de Março (agora que penso nisso, tenho a clara impressão de que há já vários dias que este importante assunto da actualidade pexita tem vindo a ser noticiado por esta rádio... é que já só faltam 9 dias!); depois, anunciaram que o SAP de Sesimbra amanhã estará sem médico, facto que não afectará os habitantes da “freguesia de Santana” (palavras da jornalista) que podem recorrer à Unidade de Saúde Familiar; por fim, falou-se da acção da ASAE hoje em Setúbal que, curiosamente, está a marcar a actualidade a nível nacional por ser hoje o Dia do Consumidor.
Mas enfim, não vou discutir os critérios de alinhamento. Mas já que se optou por fazer a coisa desta forma, porque não promover um fórum sobre o ‘Onda Jovem’?. Sendo um assunto que merece honras de abertura de noticiário, talvez consiga levar mais pessoas a participarem no... ‘Fale mas não se Engasgue’!
14 de mar. de 2007
Mas afinal, bebeu-se ou não se bebeu?
A CMS, que co-organizou esta (segundo consta, pouco concorrida) iniciativa, é, espantem-se, gerida pelos mesmos políticos que anunciaram uma política cultural de Carnaval todo o ano. Será por isso que anda tanta gente por aí em estado de embriaguez aparente? Adiante!
Já agora... o título - “Bebeu-se demais no Carnaval?” -, exposto assim em forma de interrogação não deixa de ser curioso. Seria a iniciativa uma forma de levar os foliões e outros que tais a expiarem os abusos? Que fraca ideia...
O alcoolismo juvenil é um problema concreto. Cada vez se bebe mais e mais cedo. Debater o problema é uma forma de lidar com ele. Mas andar por aí a perguntar se o pessoal acha que se abusou no Carnaval é... uma coisa sem jeito nem amanho. Mas de que cabecinha pensadora saiu esta tontice?
Esta ideia infeliz trouxe-me à lembrança uma outra iniciativa de má memória que, felizmente, alguém de bom senso conseguiu travar. Deve estar a fazer um ano que a Câmara Municipal de Sesimbra (a tal do Carnaval todo o ano e a quer saber das bebedeiras carnavalescas) lançou um concurso em que desafiava os mais jovens a arquitectarem uma mentira. A melhor, a mais original, seria devidamente premiada e divulgada a 1 de Abril.
Resumindo... os mesmos que incitam a mentira são os que agora querem avaliar, moralmente, as atitudes que uns e outros tomaram no Carnaval. Não há aqui qualquer coisa que não cola? Não notam aqui uma grande baralhação nestas cabeças?
Depois de tudo isto fiquei muito preocupad@ com o editorial que a vereadora da cultura e educação, Felícia Costa, escreve na última edição do Sesimbr’Acontece. Segundo ela, prevê-se que em 2011 Sesimbra esteja no grupo dos municípios mais jovens do país, razão pela qual a Câmara «tem vindo a adoptar várias medidas que permitam responder às necessidades e expectativas desta faixa etária».Ai... ai... Pela amostra junta todos temos muitas razões para ficar deveras preocupados.
22 de jan. de 2007
Não tóxico
Lembrei-me desta lição de português ao ver a 1.ª página da última edição do jornal ‘Raio de Luz’, onde é dada a notícia do “falecimento” de um diácono. Nos jornais, que se querem directos e claros, há muito que não lia notícias sobre falecimentos. Hoje em dia, cada vez mais as pessoas "morrem" e pronto.
Não deixa por isso de ser curioso o facto de ter sid@ bombardead@ por disfemismos assim que abri o jornal. Em quase todas as páginas a palavra “aborto” surge de forma abrupta, repetida vezes sem conta. Não tenho nada contra a opção, afinal é de aborto que se trata, independentemente de no referendo de 11 de Fevereiro, o boletim de voto referir “interrupção voluntária da gravidez”.
Isto, no entanto, faz-me lembrar um episódio curioso ocorrido aquando do último referendo sobre a despenalização… do aborto. Uma jornalista visitou o chamado “Portugal profundo” para averiguar o sentido de voto dos eleitores do interior do país. A maioria das pessoas afirmava-se contrária à interrupção voluntária da gravidez mas os argumentos com que suportavam essa opção eram, no entanto, fugidios e pouco consistentes. A jornalista, tentando encontrar uma resposta mais clara reformulou a questão: «Então e se a sua filha, por acaso, tivesse um descuido, se engravidasse e não pudesse, por qualquer motivo, ter esse filho, o que faria?». A resposta à pergunta assim colocada fez luz na cabeça da inquirida: «Ah, então nesse caso, fazia um desmancho!».
“Interrupção voluntária da gravidez”, “aborto”, “abortamento” ou “desmancho”, chamem-lhe o que quiserem. Grave é o facto de a criminalização ou a despenalização serem quase expurgadas do discurso pseudo-informativo do jornal.
O importante, no entanto, é que, no meio de tudo isto, a população devidamente esclarecida se mobilize e vá até às urnas dizer de sua justiça. E a esse propósito, há que referir o mau exemplo do texto assinado por “Dom Duarte de Bragança”. Se, neste momento, informação e intoxicação se confundem perigosamente sobre o assunto, este texto é toxina pura.
27 de dez. de 2006
E os candidatos a personagem pexita do ano 2006 são:
Desempenhou, durante o mandato do partido socialista à frente da Câmara Municipal de Sesimbra, o cargo de provedor municipal. O nome da função é pomposo e parece insuflado de significado democrático, no entanto, durante o tempo que desempenhou essas tarefas, poucos foram os munícipes que souberam, reconheceram ou conheceram o trabalho desenvolvido. Não vale a pena agora procurar culpados. Limitemo-nos aos factos: ninguém ouviu falar do trabalho do provedor e, como tal, poucos lhe reconhecerão pertinência.
O actual executivo camarário voltou a propor Aurélio de Sousa para provedor mas a ideia não passou na Assembleia Municipal, onde o secretismo do voto contrariou o (aparentemente) esperado amén geral à personalidade proposta pela Câmara.
Este episódio serviu para os jornais locais encherem páginas e para os munícipes perceberem que já houve um provedor municipal, o que quer que isso seja. Mais vale tarde do que nunca. Só por isso, Aurélio de Sousa merece esta nomeação.
Felícia Costa, vereadora da Educação
Nos últimos anos têm sido constantes e ferozes as críticas à recepção à comunidade educativa. A festança de boas-vindas que o pelouro da educação organiza está longe de gerar consenso pois, num concelho onde os alunos têm de levar papel higiénico para a escola e onde, no inicio do ano, aquando da inscrição, os encarregados de educação são convidados a “doar” 10€ para material de desgaste, há quem gaste milhares de contos num jantar de encher o olho.
Mesmo quando as colocações de professores são anunciadas para 3 anos, a vereadora mantém a “recepção à comunidade educativa” no seu programa de festas para 2007. Receber quem já cá está… é um conceito novo que vale à vereadora esta honrosa nomeação.
Senhor Doutor Unânime
Esta personalidade habita a Câmara Municipal de Sesimbra e o seu nome tem sido invocado muitas vezes nos últimos tempos. Todas e quaisquer decisões, mesmo as relativas a assuntos controversos, são tomadas, por unanimidade, pelo executivo camarário. Este gajo, mesmo que não passe de mero nomeado, merece uma menção honrosa.
Munícipes 1, 2 e 3
Decidi juntar estas três pessoas na mesma nomeação porque o motivo que me levou a escolhê-las é o mesmo: o facto de, não sendo funcionários da autarquia, nem militantes do PCP, terem participado, como munícipes, nos debates do orçamento participativo.
O assessor que faz a revisão dos textos para o boletim municipal elaborados pelos restantes assessores
Chegou tarde, mas chegou. Há coisas que ainda lhe escapam como o facto de o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra escrever “houveram” num artigo de opinião publicado no ‘Jornal de Sesimbra’ ou de a vereadora Felícia Costa dizer que as calorias se “desgastam” num editorial da agenda municipal, mas há que reconhecer alguns méritos ao assessor dos assessores. O boletim municipal tem bem menos erros ortográficos. Já diz o ditado… Há assessores que vêm por bem. Pena que a qualidade do conteúdo da publicação continue a ser tão pobre. Ou melhor, tão rico em propaganda e tão pobre em informação.
26 de dez. de 2006
A Figura do Ano em Sesimbra
Não é nada de novo mas parece-me interessante perder algum tempo com isso.
Já volto.
19 de dez. de 2006
Assim se vê, a força...
Logo agora que o documento final até já está na CCDR e num momento em que o actual presidente da autarquia sesimbrense pensava que a contestação tinha arrefecido… Esequiel Lino saca este coelho da cartola. E não faz a coisa por menos, começando logo por dizer que a Mata de Sesimbra é o «calcanhar de Aquiles do Sr. Presidente da Câmara» porque Augusto Pólvora «não teve a lucidez» de, na apresentação pública do projecto, explicitar que o mesmo se trata de um «projecto privado e não de um projecto da autarquia». O ex-presidente da Câmara acrescenta que o arquitecto deveria ter deixado os privados venderem o seu peixe.
O aviso só peca por tardio.
De facto, há muito tempo que a coisa cheira a esturro, mas agora é tarde demais para a Câmara Municipal se descolar da promotora Pelicano e da solução da construção da cidade ‘Mata de Sesimbra’ no pulmão verde de Sesimbra. Em nenhum momento o presidente da Câmara assumiu uma atitude de ponderação, prudência ou cautela em relação ao projecto, como previne Esequiel Lino. Faltou, lá está, a «lucidez» para perceber que a coisa podia dar para o torto. Augusto Pólvora, pelo contrário, assumiu sempre o projecto como seu, defendeu-o, de forma pouco razoável, com unhas e dentes, e, dessa atitude, só se espera que saiba retirar as devidas consequências.
Para o bem... e para o mal.
É claro que Esequiel Lino desculpa Augusto Pólvora, dizendo que o arquitecto, de facto, acredita piamente que o projecto da Mata de Sesimbra é o remédio para todos os males de que o concelho padece. Mas (e não há forma mais salutar de criticar do que dar uma no cravo e outra na ferradura), Esequiel Lino convida, logo depois, Augusto Pólvora a visitar o Palmela Village, na Quinta do Anjo, dos mesmos promotores: «Compare… e tire daí as suas conclusões. As minhas foram muito desagradáveis e… por isso estou preocupado… como cidadão de Sesimbra…».
Pois é. Mas ser prudente e ter bom senso em relação ao futuro do concelho que se governa e das pessoas que cá vivem, não é uma atitude que deve nascer de crenças, de falsas ingenuidades ou de «lucidez» política. Suponhamos que Augusto Pólvora até acredita que está a fazer o melhor... mas isso não chega, nem lhe serve de desculpa. Seja a ‘Mata de Sesimbra’ a vida ou a morte de Sesimbra, a atitude da Câmara neste processo é, de todo, condenável.
11 de dez. de 2006
A "ténue" diferença entre o rosa e o vermelho
15 de nov. de 2006
É preciso ter lata
Diz o autarca que, durante este ano, o executivo comunista que lidera procurou «incentivar uma vertente importante» seu programa eleitoral: «a democracia participativa com as reuniões de câmara descentralizadas e com a apresentação e discussão pública de projectos de grande importância para Sesimbra». A meu ver, o ponto alto desta democracia plural, foi o orçamento participativo, feito a correr, de forma atamancada, sem a devida sensibilização da população. Enfim, para fazerem assim, mais vale ficarem quietinhos.
Mais adiante, o presidente anuncia o «particular carinho» pelas áreas do planeamento e ordenamento do território. E foi, diz ele, nas acessibilidades que «houveram novidades importantes». «Houveram»?! «Houveram»?! Eu diria que neste executivo faltam acessibilidades a gramáticas e dicionários…
É por estas e por muitas outras que quando o autarca anuncia que «há, ainda ao nível da educação, uma pequena revolução em curso», até tremo.
Mas enfim, uma das novidades é que «já praticamente todas as escolas têm refeitório municipal». Deduzo eu que, por ser um refeitório municipal os funcionários da autarquia possam lá ir fazer os seus repastos… Só pode ser isso…
Depois lá vem a cereja em cima do bolo. Quando fala em cultura e turismo, o presidente da Câmara conclui que é «Sesimbra este ano esteve na berra». Depois seguem-se as justificações para Sesimbra ter estado «na berra»: «investimento e trabalho reconhecidos», «actividade cultural extremamente interessante», «relevo bastante importante». Tudo boas razões para Sesimbra estar «na berra». É bom estar «na berra»! Uau!
Depois, lá está o fardo de palha com que se nos acena. Augusto Pólvora promete muitas e boas acessibilidades; obras de grande envergadura «que vão, com certeza, melhorar substancialmente o acesso a Sesimbra e que poderão estar no terreno durante a execução deste mandato se o Plano de Pormenor da Zona Sul for aprovado».
Claro, o pessoal aqui só tem futuro, estradas, hospitais, escolas… se deixar construir uma cidade chamada ‘Mata de Sesimbra’ aqui ao lado.
Depois… e para quem afirma já ter feito tanto e tão bem, vem a (inesperada) desculpabilização para fechar um balanço dourado: «A grande maioria das decisões foram sempre aprovadas por unanimidade não havendo quase nunca contestações. Dentro da câmara municipal procuramos sempre envolver todos os vereadores de todas as forças políticas nas nossas decisões. Temos trabalhado em equipa e é isso que Sesimbra precisa. Não se nota que há uma maioria relativa e é bom que assim seja e espero que assim continue.».
Como é possível?...
7 de nov. de 2006
Discussões Públicas
Mas, salas vazias ou cheias à parte, o meu único reparo a esta iniciativa vai para o nome que lhe puseram. Parece-me pouco correcto chamarem “discussão pública” a uma mera auscultação da população.
A discussão pública sobre o ‘Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida’, ou a discussão pública sobre o ‘Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra’, obrigatórias por lei, são muito diferentes da “discussão pública” do plano de actividades da Junta de Freguesia do Castelo. Cada uma tem importância à sua maneira, mas, nas primeiras, a opinião da população é vinculativa.
Misturar, levianamente, uma e outra, chamando-lhes a mesma coisa, é prestar um péssimo serviço à população e é um atentado à formação cívica. Porque, no momento político que Sesimbra vive, a diferença entre o que é, o que parece ser e o que querem fazer parecer, deve ser muito clara. Há que chamar as coisas pelos nomes. Porque há discussões públicas, das verdadeiras, das que estão consagradas na lei, que não são, não podem, nem devem ser, meras auscultações, como as falsas "discussões públicas" pretendem ser.
30 de out. de 2006
Sesimbra, a leste (como sempre)
Notícia de hoje, no Diário de Notícias
27 de out. de 2006
Negócios do Espírito Santo
26 de out. de 2006
Pano para mangas
Basta ler o editorial do presidente da Junta, Augusto Duarte:
«Muito se fala, bem e principalmente mal, porque os que se opõem ao nosso esforço desejam que cada Quinta Condense não se aperceba dos valores que temos e do que fazemos. Mas não cedemos. Nunca o fizemos, não é agora que vamos baixar os braços! (…) Mostramos o crescimento que temos tido mesmo quando temos de remar contra a maré e, às vezes, contra alguns marinheiros.»
Não quero esgotar o assunto num único post mas, nas “novidades”, não pude deixar de reparar na promessa de compra de um… palco. Neste novíssimo site queixam-se de que a Câmara Municipal de Sesimbra nem sempre consegue disponibilizar um palco adequado para a realização de determinadas actividades e eventos. E, porque «é preciso ter em conta que os Quinta Condenses merecem ser apoiados para que a [sua] cultura e o que de bom se faz [na] Vila seja divulgado», a junta compromete-se a «construir um palco totalmente em estrutura de ferro com as dimensões de 9mX8m».
Ora… eu até diria que para apoiar os sesimbrenses da Quinta do Conde… ups, desculpem, os «Quinta Condenses» na área cultural, não é tão importante o palco, mas aquilo que lá se mete em cima.
Mas essa é… a minha opinião.
Já agora… alguém consegue encontrar no site alguma referência ao facto de a Quinta do Conde ser uma freguesia do concelho de Sesimbra?
25 de out. de 2006
Previsível
O ‘Sesimbra Município’ de Outubro já está nas ruas e o ‘Sopa de Pelim’ ainda não tinha, como seria de prever, comentado esse facto. Há que ser previsível!
É claro que, como seria de prever, há algumas notas a escrever sobre este boletim. Sobretudo porque, depois de ter traçado alguns elogios à anterior edição desta publicação (pela ausência de erros ortográficos e gramaticais e a diminuição do número de referências aos nomes do presidente da Câmara e alguns vereadores) há situações neste novo boletim que Sopa que é Sopa não podia deixar passar em branco.
Ora, neste boletim de Outubro, lá ressurgem, aqui e ali, referências desnecessárias aos mesmos vereadores. Senão vejamos:
«No âmbito do Orçamento Participativo, a Câmara Municipal organizou uma reunião com as associações juvenis, em que estiveram a vereadora do Pelouro da Juventude, Felícia Costa, e técnicos desta área.»
‘Associações juvenis discutiram orçamento para 2007’, p. 3
«O Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes, localizado na Quinta do Condem foi inaugurado em Setembro, numa cerimónia que contou com a presença (…) do presidente da Câmara Municipal, Augusto Pólvora.»
‘Inaugurado o Centro de Apoio a Imigrantes’, p. 5
«O acontecimento contou com a presença da vereadora do Pelouro da Acção Social, Felícia Costa, e de representantes de várias instituições que integram a Comissão Municipal do Idoso (…).»
‘Dia Internacional do Idoso’, pág. 8
«De regresso a Sesimbra, foram recebidos pelo vereador das Actividades Económicas, José Polido que, em nome da autarquia, deu as boas vindas ao grupo.»
‘Agentes turísticos e autarquia mostraram o “outro lado” de Sesimbra’, pág. 11
«Os participantes foram recebidos pelo vereador das actividades económicas, José Polido, que realçou a importância do projecto (…).»
‘Parceiros do projecto Watertour estiveram em Sesimbra’, pág. 12
Daqui se conclui que alguns vereadores são notícia no boletim municipal não por terem dito ou feito alguma coisa que justifique a referência que lhes é feita, mas apenas porque se limitaram a estar… ou a receber.
Pergunto-me o que andarão a fazer os outros vereadores, que por acaso até são de outras cores políticas, para nem sequer merecerem estas honras.
Mas, nem tudo é tão tendencial neste boletim como possa parecer à primeira leitura. Há, de facto, referência a outros autarcas.
Na notícia intitulada ‘Assembleia Municipal solidariza-se com Professor Jorge Rato’ (pág. 9) é afirmado que «a recomendação foi apresentada pelo deputado municipal Francisco Jesus e foi aprovada por unanimidade». Não ficamos a saber de que bancada é o deputado mas isso para o caso também não interessa. O que não é dito, é facilmente deduzido pela amostra junta. Ah, e por falar em junta… É de salientar o rasgado elogio que este boletim faz à junta de freguesia do Castelo que «está a dinamizar um importante trabalho de recuperação e valorização do património histórico-cultural».
Há que ser previsível! Venha o próximo boletim!
24 de out. de 2006
Eu é que sou o…
Ao que parece, devido ao diferendo, em causa está a continuidade da própria feira.
Sobre este caso, o vereador das actividades económicas avisou, em declarações ao ‘Setúbal na Rede’, que «a autarquia é que decide o que é melhor para Sesimbra» e defendeu que os comerciantes têm de ser «mais compreensivos».
Uns estranham o facto de um espaço que serviu durante três anos, subitamente, tivesse deixado de ser «bom para Sesimbra». Ainda por cima, a alternativa que lhes é oferecida sonega-lhes a regalia do estacionamento que é, como todos bem sabemos, um bem precioso no centro da vila.
Outros… enfim, com uma sensibilidade para lidar com estas questões semelhante a um elefante numa loja de porcelanas acham que ou é à sua maneira ou não é de maneira nenhuma, arrogando-se do poder de decisão sobre «o que é melhor para Sesimbra».
Eu, que não quero, não posso, nem mando… acho que, com bom senso, tudo tem uma solução.
18 de out. de 2006
Em cima do joelho
A elaboração de um orçamento participativo tinha sido prometida pelo PCP nas autárquicas de há um ano. Nesse final de 2005, no entanto, o novo executivo camarário liderado pelos comunistas, apresentou um orçamento elaborado entre quatro paredes que pouco tinha de participativo. Segundo notícias publicadas na altura, quando confrontados com o não cumprimento dessa promessa eleitoral, justificaram-se com a limitação temporal. E até se percebe… Tendo esse novo executivo assumido funções há pouco tempo era impossível conseguir realizar, em escassos três meses, os encontros e reuniões com a população que estariam na base da elaboração de um orçamento participativo. Até aqui, tudo bem. Considero que é uma justificação perfeitamente aceitável.
Mas é precisamente por isso que não percebo a razão de a Câmara anunciar agora reuniões com a população para debate do orçamento para o final de Outubro e Novembro. Afinal os três meses que em 2005 não eram suficientes agora já chegam e sobram?... Fazer em cima do joelho agora, ou tê-lo feito antes, vai dar no mesmo!
Já se percebeu que estratégia não é o ponto forte deste executivo, mas julgo que é relativamente simples de perceber que, numa época em que a população está arredada dos processos de tomada de decisão, não se pode apelar à sua participação apenas colocando muppies a anunciar as datas das reuniões. Um orçamento participativo implicaria, a meu ver, um processo pedagógico e mobilizador que precedesse as reuniões. Só dessa forma seria possível recolher depois os frutos do processo. Nada disso foi feito. Criam-se os espaços de debate mas não se prepara as pessoas para esse debate. Como tal, qualquer discussão feita nestes moldes corre o sério risco de resultar... em nada.
Coreias
Entre a boa e a má notícia abre-se espaço para pensar este território desunido há 60 anos.
Há pouco tempo vi um filme impróprio para cardíacos (julgo que já estará em DVD) intitulado “Irmãos de Guerra” (Tae Guk Gi, no original) que retrata, com uma perfeição incómoda e cruel, essa guerra atroz entre as duas Coreias, onde o actor principal começa num lado da barricada e termina no outro. Pelo caminho perde muito e perde-se a si próprio. É um filme onde não há bons nem maus. Não há heróis e vilões. Apenas coreanos. E a história da guerra, no filme, não tem final. Nunca se saberá quem saiu vencedor. Até porque, para o efeito, isso, na verdade, não importa.
Mas, pelos vistos, ainda há quem não tenha tirado ilações do seu próprio passado.
17 de out. de 2006
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Muito haveria para dizer, por exemplo, sobre o editorial da vereadora da Cultura, Felícia Costa, no Sesimbr’Acontece.
Mais uma pérola, como, de resto, já vimos sendo habituados. Não resisto, no entanto, a salientar duas partes, para abrir o apetite. Conclui, a certa altura, a autarca que «nesta época começam a aparecer os produtos regionais próprios do Outono». Duh! É certo que é usual acusarmos as estações do ano de andarem trocadas mas, por enquanto, nesta época do ano ainda aparecem produtos regionais próprios do Outono!
Mais brilhante ainda é o momento em que a vereadora afirma que «para desgastar as calorias de uma boa refeição nada melhor que um pouco de desporto». «Desgastar as calorias»? Ai minha mãezinha… Ler estes editoriais é que nos “desgasta” a paciência…
Mas enfim, não são só as publicações municipais que nos brindam com bons momentos de leitura da mais fina prosa. Foi, igualmente, com curiosidade que li o jornal “Nova Morada” de 29 de Setembro que teve a (in)feliz ideia de abreviar “Comissão de Utentes” para “CU” na notícia intitulada ‘Contra o “mau olhado e esconjura”’. Como seria de esperar, essa opção resultou em tiradas tão curiosas como: «(…) e dado não vislumbrar a CU a desejada “luz ao fundo do túnel» ou «apelando CU a “uma resposta firme dos quintacondenses a esta provocação (…)».
As coisas que nos dão para ler…
27 de set. de 2006
Hermana Sesimbra
Nesse sentido, os "turistas" improvisados tiveram oportunidade de participar em actividades como: o mergulho, massagens, mostras de produtos tradicionais, canoagem, rappel, surf, windsurf, vela e 4X4, entre outros.
Esta foi a receita encontrada para “dar a conhecer as potencialidades de Sesimbra”.
Como sesimbrense tenho pena que mostrar o que Sesimbra tem de bom se resuma à prática de desporto e às massagens. Mas é uma perspectiva. Pobre e fraca, há que admitir... Mas é uma perspectiva...
A ideia, ao que parece, partiu do Turiforum, um grupo de trabalho que inclui a Câmara e um conjunto de empresários, que se propõem a "delinear uma estratégia para o desenvolvimento turístico local" e para que Sesimbra "apareça turisticamente no mapa português e espanhol", disse o vereador das Actividades Económicas, José Polido.
Seria interessante que esse grupo de trabalho integrasse outros representantes da sociedade civil e não apenas a autarquia, os empresários e as associações de comerciantes. Importava incluir no grupo, elementos que contrabalançassem alguns interesses instalados que, muitas vezes, podem ser contrários a um crescimento saudável e ponderado, com fins delineados, tendo como objectivo único a defesa da terra. Parece-me pouco coerente, e até preocupante, entregar o futuro do turismo de Sesimbra a um grupo que rema em uníssono para o mesmo lado. Mas, lá está, é uma perspectiva...
Ora, assentar o desenvolvimento sustentável do concelho numa plataforma que reúne no mesmo prato da balança o político e o privado em defesa da coisa pública e do futuro da terra é, por si só, uma estratégia pouco... coerente (para não dizer outra coisa).
Para ajudar à festa, os responsáveis apontam como público-alvo desta promoção de Sesimbra o mercado espanhol, “em crescimento”.
E as minhas preocupações em relação a este tipo de iniciativas aumentam. Ora, vejam bem o slogan desta iniciativa: “Estremadura espanhola, a vossa praia é Sesimbra!”. De facto, ela não é minha, nem nossa (dos residentes), nem tão pouco dos pescadores. Mas ver esta praia atribuída a outros, assim de bandeja… doi. Não é minha, não é nossa, mas muito menos será deles.
Mata de Sesimbra? Está tudo dito...
19 de set. de 2006
Alguém andou a fazer contas
«As sessões públicas de esclarecimento contaram com a participação de 310 munícipes, dos quais 26 intervieram. Por escrito, foram entregues 27 participações.»
‘Relatório da discussão pública aprovado por unanimidade’, pág. 3
«Este ano lectivo a verba ronda os 540 mil euros para apoio a 1200 alunos. Um valor que traduz um aumento na ordem dos 30 por cento em relação a 2005/2006.»
‘Autarquia investe 540 mil euros’, pág.5
«O Centro de Recursos Educativos da Câmara Municipal de Sesimbra (…) abriu as portas em Junho de 2005 e desde então já fez 1146 atendimentos.»
‘Centro de Recursos Educativos, Um espaço aberto à comunidade’, pág. 7
«A festa, que em 2005 recebeu 400 pessoas, é uma homenagem a todos os idosos do concelho.»
‘Dia Internacional do Idosos, Festa no Parque de Campismo’, pág. 9
«As actividades de Educação Ambiental destinadas a crianças (…) tiveram este ano mais de 250 participantes.»
‘Educação Ambiental, Ateliês de Verão muito participados’, pág. 13
«Cerca de duas mil pessoas visitaram as exposições Mundo Subterrâneo da Arrábida e Reino dos Minerais, que estiveram patentes no Espaço Atlântico e na Galeria Arte e Mar.»
‘NECA trouxe à superfície o maravilhoso mundo subterrâneo da Arrábida’, pág.14
«Desde que o projecto Prove teve início, no final de Junho, já foram vendidos 1600 quilos de frutas e legumes cultivados em Sesimbra.»
‘Promoção da agricultura regional, Prove que é da terra!’, pág. 16
Tanta conta, será influência do início das aulas e duma aposta na promoção da matemática... Ou a necessidade de apresentar contas tem outras razões que a própria razão do munícipe desconhece?
Três vezes?!
a) O Presidente da Câmara já não aparece em todas as fotografias;
b) Nas notícias, o leitor deixa de ser constantemente bombardeado com as declarações do arquitecto, que também é presidente, ou dos vereadores. Da mesma forma optaram (e bem) por não transformar as notícias em meros relatos sobre os eventos onde o presidente ou os vereadores tinham estado presentes (até porque, na grande maioria das vezes, essa presença não era realmente relevante para a notícia ou para o munícipe mas apenas porque tinha de ser noticiado que eles lá tinham estado... e a comprovar lá estava a fotografia).
c) Os erros ortográficos e gramaticais que antes se atropelavam, agora diminuíram consideravelmente.
Mas, e como não há bela sem senão, nalguma esquina do ‘Sesimbra Município’ tinha de pulsar uma certa veia. Numa edição dedicada ao ‘Regresso às Aulas’, como anuncia a capa, era de prever uma forte presença de notícias no âmbito da Educação. Nas páginas 4 e 5, por exemplo, fala-se de obras. Fala-se e fala-se e fala-se. Isto porque não basta dizer as coisas uma vez. Ora, façamos contas às letras…
1) No texto ‘Tudo pronto para o início do ano escolar’ (página 4), é referido no segundo parágrafo: «Este ano, durante o Verão, foram feitas obras em várias escolas básicas do primeiro ciclo, de forma a melhorar as suas condições de conforto e funcionamento. De salientar as intervenções nas escolas do Zambujal, na Boa Água e em Santana onde foram criados quatro novos refeitórios.».
2) Logo na página seguinte, o 1.º parágrafo da notícia ‘Quatro novos refeitórios nas EB1’ diz: «A Câmara Municipal criou mais quatro refeitórios nas escolas básicas do primeiro ciclo do Zambujal 1 e 2, da Boa Água, na Quinta do Conde e de Santana».
3) Como se não bastasse, e para aqueles (duh!) que ainda assim não captaram aquela parte dos quatro refeitórios, a página 5 integra ainda uma coluna onde são sintetizadas as ‘Intervenções nas escolas’. Aí o leitor re-re-re-lê que para EB1/JI da Quinta do Conde foi adquirido «equipamento para o refeitório» ou que na EB1 de Santana foi criada «uma sala de refeições» e adquiridos os «respectivos equipamentos»…
Há obra… e há obra… e esta triplica-se!
15 de set. de 2006
Lestes
14 de set. de 2006
Um início de mês... que já lá vai
12 de set. de 2006
Contas
São diversas as críticas que tenho ouvido em relação a este evento que, todos os anos, dá um valente desbaste no orçamento municipal. Mas, há que compreender a pertinência da festa, que este ano aparece camuflada entre diversos outros eventos. Por um lado, o pessoal precisa de festas. Por outro, calam-se as bocas às vozes críticas, tapando o sol com a peneira, isto é, integrando neste “acontecimento” actividades como a observação das estrelas no Monte dos Vendavais, alguns passeios pedestres e conferências (tudo sem asterisco).
Apesar destes contorcionismos, o ponto alto continua a ser, sem dúvida, o dia da recepção que inclui o (já tradicional) repasto temático, desta vez dedicado à ‘Época que mudou o Mundo – anos 60’ (note-se que os convidados têm de adequar as vestes à época retratada… uma forma de dar expressão ao anunciado Carnaval-todo-o-ano, claro está), que terá lugar na Fortaleza de Santiago. Tendo em consideração que, como referido no texto ‘O início do ano lectivo’, existem cerca de 700 professores e educadores no concelho… é fazer as contas!
11 de set. de 2006
Curtinhas
6 de set. de 2006
Mais à borda era impossível
«Percorro a marginal da vila piscatória e sou surpreendida por um edifício imponente de linhas contemporâneas, situado mesmo em frente ao oceano».
«Imponente» é… comedimento. E «situado mesmo em frente ao oceano» é dizer pouco dum edifício que está plantado à borda de água.
Se assim não fosse, a jornalista não escreveria mais adiante o seguinte:
«Com um sol radioso dispenso a piscina interior aquecida e o ginásio, preferindo exercitar-me na piscina exterior. Saboreio esses momentos na água doce e aquecida, com a sensação de que me basta esticar o braço para tocar o oceano».
Pois, neste hotel, sensação e realidade confundem-se. Ora, experimente lá esticar o bracito!
5 de set. de 2006
Lido
Maria das Dores, que na quinta-feira toma posse como presidente da Câmara Municipal de Setúbal revela, ao 'Expresso' de 2 de Setembro, a sua obra de 5 anos à frente do pelouro da Cultura e Desporto.
«Os militantes comunistas têm então (mais) esta diferença: para nós, também os cargos públicos são para exercer num quadro de trabalho colectivo, em que a equipa vale mais do que um somatório de valores individuais.»
Bruno Dias, Membro da Direcção Regional de Setúbal e do Comité Central do PCP, em crónica de opinião publicada no 'Setúbal na Rede'.
«Nos restaurantes também há os que não se poupam e gostam de comer “do bom e do melhor”, como há aqueles que escolhem o mais barato que há na ementa. Vê-se de tudo um pouco, desde grandes pratos de marisco, com lagosta, camarão tigre e ostras, até pratos de sardinhas e carapaus.»
'O Sesimbrense', notícia sobre o turismo na Aldeia do Meco.
«(...) Há cerca de três anos o livro estava praticamente pronto mas foi nessa altura que Sesimbra sofreu uma transformação tal que me fez pensar que dentro de poucos meses as fotos estariam completamente desactualizadas. Então decidi esperar (…) Por exemplo, posso adiantar que a primeira foto constante no livro tem oito anos e a última foi tirada duas semanas antes do lançamento. Por entre gruas e guindastes era difícil encontrar uma boa perspectiva de fotografia e, por isso, esperei tanto tempo.»
Carlos Sargedas em entrevista ao ‘Jornal de Sesimbra’ sobre o seu novo livro “Vertigem Azul”.
30 de ago. de 2006
Dois pesos, duas medidas, um parque natural
No sábado, Sesimbra voltou a protestar contra o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida (POPNA).
No sábado, o presidente do Clube Naval de Sesimbra, Lino Correia, afirmou que no protesto participaram «cerca de 300 embarcações».
No sábado, a polícia marítima afirmou que no protesto participaram entre «80 a 100 barcos».
No sábado, o capitão do porto de Setúbal, Crispim de Sousa, considerou que o número era «significativo mas não massivo».
No sábado, durante o protesto, foram levantados «alguns autos de notícia por navegação em zona proibida».
No sábado o barco ‘Virgem da Ajuda’ foi autuado durante o protesto por «transportar pessoas sem licença para tal», nomeadamente, os jornalistas que seguiam a bordo.
(Ler a notícia aqui.)
Na sexta, a associação ambientalista Quercus abandonou a Comissão de Acompanhamento Ambiental (CAA) da Secil.
Na sexta, a Quercus justificou a decisão: A Secil não informou, previamente, a CAA da intenção de co-incinerar resíduos industriais perigosos.
Na sexta, a Quercus justificou a decisão: O Ministério do Ambiente dispensou a Secil de realizar a avaliação de impacte ambiental para co-incinerar lamas oleosas, óleos e solventes.
Na sexta, a Quercus denunciou o incumprimento da lei o que poderá gerar uma queixa nas instâncias europeias.
Na sexta, a Quercus sublinhou a «rapidez com que se atribuiu isenção do estudo de impacte ambiental». Um processo que só «demorou três dias», algo «único na administração pública».
(Ler notícia aqui.)
29 de ago. de 2006
«Uma aposta no futuro» do quê ou de quem?
A Avenida da Liberdade é definida pelo presid… ups… pelo “arqt.º” como um «eixo fundamental no equilíbrio urbanístico de Sesimbra». É verdade! Eu não diria melhor, nem de forma tão poética. Mas foi o último parágrafo da prosa do “arqt.º” que me deixou de rastos. Diz ele: «É verdade que nesta operação urbanística surgirão cerca de 30.000 novos m2 de construção para habitação e comércio (…)». Então… Mas em que parte deste filme é que o «estudo de ordenamento da Avenida da Liberdade» (leia-se, do «eixo fundamental no equilíbrio urbanístico de Sesimbra») se transformou numa «operação urbanística»? É que devo ter perdido essa parte!
Justificando esta opção, o “arqt.º” acrescenta: «Estamos a falar de 300 novos fogos numa vila que tem cerca de 6000, ou seja um aumento de 5% num cenário de clara aposta na contenção urbanística futura da vila». Isto é hilariante. Atulhar de betão a principal entrada na vila, com casas para alguém que há-de vir (que não eu ou o comum sesimbrense), a pretexto de construir, entre outras coisas, mais 1000 lugares de estacionamento, para tornar esta vila num caos pior do que já é, e prognosticar que depois se apostará na contenção urbanística, é uma anedota! Sobretudo porque o “arqt.º” ainda explica: «Ou seja vamos aproveitar quase os últimos terrenos urbanizáveis de grande dimensão ainda disponíveis na vila para resolver problemas essenciais ao seu funcionamento». Oh… oh… então mas para que se acena com a bandeira da contenção futura se com esta «operação urbanística» se esgotam os «últimos terrenos urbanizáveis»? Há aqui qualquer coisa que não joga…
Já agora… «contenção urbanística futura». Quem é que garantiria isso? Seria o “arqt.º”? É que, pela amostra junta…
28 de jul. de 2006
21 de jul. de 2006
Descubra os erros
Num site informativo que dá eco do que se passa na região de Setúbal, descobri algumas informações curiosas.
Espreitem e vejam lá se não tenho razão. Dou apenas uma dica: verifiquem a informação sobre fundo cinza. Não vos cheira a... regresso ao passado?
Ver aqui.
20 de jul. de 2006
Fluir
e nas rugas que, numa e noutra face,
esculpiram o medo e a sabedoria,
se possa ler em comovido olhar
o princípio, o meio e o fim desse caudaloso
fluir que outrora chamámos vida.
Talvez agora, tal como ontem e sempre,
comece a própria morte,
aquilo que nos devora,
aquilo que nos convoca para o silêncio e para
a mão que escreve, sonâmbula e feroz,
estremecendo.
José Agostinho Baptista
Agora e na Hora da Nossa Morte
19 de jul. de 2006
Uma nova marginal
1) O olhar cruza-se com os bonitos e luzidios caixotes do lixo desenhados pelo Siza Vieira. Pena que o cheiro que deles emana seja nauseabundo. Estes pequenos contentores são utilizados, não só pelos transeuntes, mas também, como seria de esperar, pelos comerciantes das redondezas que não têm outras opções. Certos dias torna-se difícil conseguir apreciar a (tão propalada) beleza arquitectónica dos caixotes do Siza porque estão quase totalmente cobertos de caixotes de papelão e sacos. Só se sabe que eles lá estão… pelo cheiro.
2) Tenho a estranha sensação de que todas as semanas abre um café na “nova marginal”. É sempre uma experiência interessante poder variar na bica com mais frequência do que seria de esperar. Ora, ontem estive num espaço onde paguei 1.20€ por um café (240 escudos por uma bica curta…), ora amanhã vou ao outro onde pago 1.70€ por uma imperial. Por este andar, o melhor é pôr um ponto final nestas experiências senão tenho de abrir falência.
3) Há uns anos, quando a praia de Sesimbra me parecia enorme, ir para o caneiro, para a praia dos amigos, ou para a prainha, eram coisas muito diferentes. Pela praia frequentada era possível adivinhar as companhias. (Diz-me a praia que frequentas, dir-te-ei quem és.) Hoje, ficar em qualquer um destes espaços cujas fronteiras desapareceram há muito, é indiferente. Encontro pessoal do caneiro na pedra alta. Pessoas que estavam na prainha, junto à fortaleza e por aí fora. Ontem decidi ir para o caneiro que não visitava desde o ano passado. Fiquei estupefact@ ao perceber que tinha quase de ficar encostad@ à rocha para poder espetar o chapéu-de-sol na areia, pois até lá é interdito e os toldos ocupam a maior extensão. Realmente, a praia está a ficar cada vez mais pequena.
Os tempos mudam e sinal disso é a incaracterística “nova marginal”.
18 de jul. de 2006
Desmazelos
- De 22 de Junho a 2 de Julho - Exposição de Maria de Lurdes Brites alusiva aos Santos Populares;
- De 17 de Junho a 15 de Julho – III Exposição Internacional de Artes Plásticas;
- 16 de Julho – Zimbra’Antiga;
- 25 de Junho e 9 de Julho – Zimbr’Arte
Por fim, está ainda disponível para download o ficheiro com a programação alusiva aos Santos Populares que terminou a 1 de Julho.
Tudo completamente ultrapassado!
Confesso que a minha intenção até era boa. Consultei o site na expectativa de descobrir um espectáculo para o fim-de-semana. Como a ‘sesimbr’acontece’ me faz urticária, costumo recorrer ao site onde, normalmente, evitam os textos sem jeito nem amanho. Mas nem assim…
A Sopa errou
Aproveito para recordar que é um espectáculo a não perder!
17 de jul. de 2006
Nada acontece
A presença dos O’QueStrada na capa desta publicação até poderia induzir o contrário. Os espectáculos que este quarteto tem realizado, às sextas-feiras, no átrio do Teatro Nacional D. Maria II, são imprevistos e boas surpresas. (Atenção que eles vão estar no dia 29 no Largo José António Pereira.)
Por contraposição, pouco de novo nos é oferecido pelo conteúdo de mais esta edição da agenda municipal.
Digo pouco porque, na realidade, notei, com interesse, que o texto que, habitualmente, abre a publicação deixou de ser assinado pela vice-presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Felícia Costa, mas passou a ser assinado pela vereadora do pelouro da Cultura, Felícia Costa. Fico sem perceber se são homónimas ou heterónimos; ora aparece a Felícia-vice, ora aparece a Felícia-vereadora.
Fora isso, os restantes textos continuam insípidos, insonsos e inodoros. A pérola é o texto sobre a Feira do Livro de Sesimbra.
Livros… Haveria tanto para dizer sobre os livros. Mas, na ‘sesimbr’acontece’ só se lembram de afirmar coisas tão interessantes como a necessidade de os livros chegarem «cada vez mais cedo ao contacto com as nossas crianças tornando-se um companheiro do berço tal como o urso e a chupeta».
13 de jul. de 2006
O que a Secil pode e os pescadores não
Durante um debate sobre a co-incineração de resíduos perigosos promovido pelo Movimento de Cidadãos pela Arrábida, o professor catedrático do Instituto Superior Técnico lembrou que um dos maiores riscos da co-incineração de resíduos perigosos está relacionado com os efeitos nefastos das emissões de "dioxinas e furanos" para a saúde pública, que poderão subsistir durante muitos anos.
Delgado Domingos referiu também que não houve nenhum estudo ambiental que justificasse a opção do governo pela co-incineração na Arrábida.
Excerto de notícia da Agência Lusa
11 de jul. de 2006
Nada de misturas
As juntas de Freguesia de Santiago e do Castelo candidataram-se, em conjunto, ao Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados/2006 (PCAAC). De fora ficou a Quinta do Conde, fenómeno que os dois presidentes (Félix Rapaz, de Santiago, e Francisco Jesus, do Castelo) atribuem à “distância geográfica desta freguesia”.
Ler notícia aqui.
O 'Setúbal na Rede' que publicou a notícia fala num "fenómeno" que poderia ser justificado das mais diversas formas. Parece-me que a "distância geográfica" não é, de longe, a melhor desculpa para discriminar uma parte da população do concelho.
6 de jul. de 2006
Promiscuidades e esmagamentos
Um grupo de 40 cidadãos, entre os quais se encontram o ex-ministro socialista Eduardo Pereira e o presidente do Geota, Carlos Nunes da Costa, acaba de entregar uma contestação ao Plano de Pormenor da Zona Sul da Mata de Sesimbra (PPZSMS), no âmbito da discussão pública sobre o empreendimento, que acusa a câmara de “promiscuidade” com os promotores imobiliários e exige a elaboração de outro plano de pormenor (PP).
Entre os subscritores do documento estão os sesimbrenses que, há cerca de três meses, ameaçaram interpor uma providência cautelar contra este processo. Na ocasião, contestavam a ausência, durante o período de consulta pública, dos pareceres de entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR-LVT), Instituto de Conservação da Natureza (ICN) ou Direcção-Geral do Turismo (DGT).
De acordo com Adelino Fortunato, um dos subscritores, a providência acabou por não avançar “porque entretanto o presidente da câmara reconheceu a insuficiência e abriu um novo período de discussão”. (…) Segundo Adelino Fortunato, “todas as entidades levantam problemas e questionam a sustentabilidade económica e social” do empreendimento.
O PPZSMS reporta a um acordo firmado entre o ex-ministro Isaltino Morais, a Câmara de Sesimbra, a imobiliária Pelicano e a promotora Aldeia do Meco – para onde estava previsto um outro empreendimento. “Não resulta, portanto, de uma acção de ordenamento do território patrocinada pelo interesse público”, consideram os signatários da contestação. (…)
Além disso, levantam suspeitas quanto à legitimidade de um PP “encomendado pela autarquia a técnicos que pertencem aos quadros da Pelicano ou são seus assessores”. No seu entender, é “gravíssima a promiscuidade verificada ao longo de todo este processo entre os órgãos de gestão autárquica e os promotores imobiliários”. (…)
Acusações que o presidente da autarquia, Augusto Pólvora, refuta, afirmando que “nada há de ilegal” na nomeação da equipa que elaborou o PP. “A Pelicano propôs uma equipa técnica que a câmara aprovou, em 2003, por unanimidade, ao mesmo tempo que aprovou os termos de referência para a elaboração do plano de pormenor, como a área, os índices e os objectivos”, explica Augusto Pólvora, frisando ainda que “era a empresa que representava os proprietários e que já tinha acordos com eles”, acrescenta o autarca.
População teme “esmagamento” de Sesimbra
O número de camas previsto para a zona sul da mata de Sesimbra – 31 mil – é uma das principais preocupações dos cidadãos que se opõem ao projecto. Aos 37 mil habitantes do concelho vão juntar-se, com as duas fases do empreendimento, “mais 83 mil”. Tendo em conta que, em toda a Costa Azul, existem actualmente dez mil camas, os subscritores da contestação consideram que “não há enquadramento deste projecto no quadro mais geral das necessidades de desenvolvimento regional” e dizem que “nada garante que esta não venha a transformar-se numa área de segunda habitação”. (...)
Excertos da notícia publicada no Público de 5 de Julho
5 de jul. de 2006
Uma citação
A dialéctica é a gaia ciência que permite ao Líder Máximo ter sempre razão; com efeito, mesmo quando se engana, engana-se no bom momento, de modo que tem razão em se enganar; o inimigo, pelo contrário, mesmo quando tem razão, tem razão no mau momento, o que faz com que se engane ao ter razão.»
LEYS, Simon Ensaios Sobre a China, Ensaio, Livros Cotovia, p.40
4 de jul. de 2006
Como é que foi que disse?
A “notícia” não era confirmada. O(a) seu/sua autor(a) afirmava-o claramente:
«E fizeram-no, ao que julgamos saber, porque houve tácito conhecimento de uma nova decisão da Edilidade, em consequência do teor das críticas das três sessões de discussão pública». E acrescentava ainda: «ao que julgamos saber, o expediente jurídico da providência cautelar não vai avançar».
Tudo mera suposições… que, curiosamente, surgiam na mesma edição em que o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra deu uma extensa entrevista sobre o turismo… ou melhor, sobre o projecto previsto para a Mata, suas vantagens e benefícios.
Como diria uma escritora light da nossa praça: não há coincidências.
Na sua última edição, ‘O Sesimbrense’ dá o dito pelo não dito. Ou melhor, é obrigado a precisar as conjecturas avançadas. Afinal, «de facto, o que houve foi a “travagem” sequencial que a noticia deixa perceber, aguardando diversas clarificações solicitadas à Câmara».
Não percebo, por isso, porque continuam a chamar-lhe “notícia”. De qualquer forma, o jornal parece assumir o erro.
Mas assumirá mesmo?
Afinal, o(a) seu/sua autor(a) escreve que até há qualquer coisa de verdadeiro que a 1.ª notícia «deixa perceber». Mas não afirma. Apenas sugere.
Essa 2.ª “notícia” diz ainda: «Expirado em 25 de Junho o prazo estabelecido, os mentores da providência cautelar estão a analisar o que puderam apurar, complementarmente, decidindo então se vão ou não avançar com os propósitos enunciados».
A partir daqui, o leitor supõe que o prazo que expirou diz respeito ao prolongamento da discussão pública. No entanto, esse apenas terminou em 27 de Junho, como tal, não se percebe a que se refere o texto.
Por fim, concluiu-se que «há que aguardar» que os subscritores da providência cautelar analisem os factos. Mas mesmo essa informação é inferida. Diz a “notícia”: «E é isso mesmo que se infere do texto de “Ondulações” que Eduardo Pereira assina nesta mesma página de leitura obrigatória para os muitos interessados».
Com tanto diz que disse, dá vontade de pedir: explique-me lá o que quer dizer, mas como se eu fosse muito burr@.
3 de jul. de 2006
Perfis sem jeito nem amanho
«Augusto Manuel Neto Carapinha Pólvora, autêntico sesimbrense, de raiz, pertencente a típicas famílias pexitas, de par marítimo, de boa memória, é Arquitecto (formado em Paratislava, capital da novíssima Eslováquia) e está a cumprir valiosa carreira autárquica desde 1997 com acesso à Presidência da Câmara pela CDU, em finais de 2005. Enquanto Vereador, tendo a seu cargo importantes Pelouros, exerceu actividade profissional com arquitecto na Câmara do Seixal. Tem 47anos de idade, vive no progressivo reduto habitacional do Pereirinha, muito perto do Espichel, é casado e tem dois filhos. Gosta (e pratica) de Desporto, exibe elevado nível de comunicabilidade e mantém, como seu importante trunfo pessoal, um grande apego a Sesimbra.»
a) Augusto Pólvora é um «Arquitecto» com maiúscula.
b) Formado em «Paratislava»... uma terra que não existe. A capital da «novíssima Eslováquia» chama-se, segundo consta, Bratislava.
c) Está a cumprir «valiosa carreira autárquica», duma forma como nenhum jornalista isento poderia qualificar.
d) Enquanto exerceu a actividade profissional na Câmara do Seixal foi «arquitecto», com minúscula.
e) Vive no «progressivo reduto habitacional do Pereirinha». «Progressivo reduto habitacional»?! «Pereirinha»?! As pereirinhas dão pêras pequeninas. Os pinheirinhos dão pinhas pequeninas. É um bocadinho diferente.
f) «Exibe elevado nível de comunicabilidade», duma forma como nenhum jornalista isento escreve, embora possa, eventualmente, pensar.
Ai, ai... esta imprensa regional...
Curtas
Este fim-de-semana cumpriu-se mais um Carnaval fora de tempo, na fortaleza de Santiago. O letreiro da entrada anunciava: «Samba show’s”. Deduzo que tal anúncio se destinava mais a turistas do que a pexitos. Não sei se foi por isso, mas o que é certo é que houve pouca gente a responder ao apelo e a festa no interior da fortaleza não vingou.
2. Com o futuro incerto e nebuloso do hospital de Sesimbra (ou melhor, com fim mais certo que incerto) e com a construção sempre adiada de um novo centro de saúde na Quinta do Conde, é estranho que os responsáveis da Câmara Municipal de Sesimbra reivindiquem um hospital no concelho do Seixal.
Mais estranho ainda é que na imprensa regional se dê eco a essa pretensão desajeitada.
«Vai haver o “nosso” Hospital
Vai ser uma realidade – e tão depressa quanto possível: o novo Hospital que servirá os progressivos Concelhos de Seixal e Sesimbra (mais de 100 mil habitantes) localizar-se-á na zona do Fogueteiro, ocupando um belíssimo espaço de 80 hectares.A hipótese de ampliação do Hospital Garcia da Horta, em Almada, como solução para os problemas de apoio sanitário deficiente observado em Sesimbra e Seixal foi anulada por força da coesão e firmeza de protestos públicos sob a égide das Edilidades dos respectivos Concelhos. Vai, pois, haver um Hospital “nosso” sesimbrense, condigno, super-necessário. Que não tarde!»
In Jornal O Sesimbrense
3. Ontem (domingo) dezenas de motas encheram a marginal de Sesimbra. Todos os motards envergavam t-shirts brancas onde se podia ler: «mentes perigosas». Não me pareceu que aquela gente pudesse trazer grande mal ao mundo. Mas lá que incomodaram, incomodaram. Na falta de melhor espaço para expor os seus veículos, optaram pelo passeio junto ao muro da praia. Já os peões, esses tinham de andar pela estrada. Foi troca por troca.
26 de jun. de 2006
Maus exemplos
22 de jun. de 2006
Favor com favor se paga
A actual extensão de saúde da Quinta do Conde funciona há mais de 20 anos em instalações provisórias muito exíguas e tem apenas quatro médicos, havendo cerca de 10 mil utentes registados sem médico de família.
(…) “Na nossa opinião, o abandono do primeiro projecto representa uma desperdício de dinheiros públicos”, acrescentou Helena Cordeiro [da Comissão de Utentes], lembrando que a Câmara Municipal de Sesimbra também investiu muito dinheiro para adquirir 14 lotes de terreno que eram necessários para a construção do projecto.
“O novo projecto é insuficiente para dar resposta às necessidades de uma população de cerca de 25.000 habitantes e representa mais um atraso na construção da nova unidade de saúde”, frisou Helena Cordeiro. (…)
Por tudo isto, a Comissão de Utentes [apelou] a uma grande participação da população na concentração marcada para quarta-feira, pelas 17:00, junto à actual extensão de saúde da Quinta do Conde. (…)»
Notícia da Agência Lusa.
Será que os presidentes das autarquias de Almada e Seixal se juntaram ao protesto?
21 de jun. de 2006
Revista desportiva
Hoje, o assunto não podia ser outro.
«Desafiar o leitor para qualquer tema estranho ao acontecimento do dia - antes ou depois do jogo - não parece ter, assim, qualquer utilidade prática, como se pode ver pelos jornais e pelas televisões, já para não falar no Parlamento, que adaptou o hemiciclo ao formato rectangular de um relvado alemão.
(...) Se hoje vencermos o México ou, em todo o caso, ficarmos em primeiro lugar no nosso grupo e, por um golpe do destino, ultrapassarmos a barreira seguinte, quem nos pára? Mas se nem uma coisa ou outra conseguirmos, quem nos consola? A verdade é que, praticamente sem darmos por isso, estamos outra vez suspensos do que outros (neste caso a nossa selecção - ou a selecção de Scolari?) poderão fazer por nós.»
Vicente Jorge Silva, in Diário de Notícias (21 Junho 2006)
«Se Portugal chegar à final, não vou abrir a boca de espanto e, se for eliminado nos oitavos-de-final, também não.»
José Mourinho, treinador português do Chelsea, sobre o Mundial de Futebol.
«Uma sondagem recente feita na Alemanha concluiu que das 2000 pessoas entrevistadas, 34% das mulheres e 21% dos homens não estão de todo interessados no maior evento desportivo do ano. É evidente que se trata de uma minoria, mas, sem dúvida, de um número relevante de consumidores disponíveis para algo completamente diferente. Ainda na Alemanha, por exemplo, já há restaurantes que se auto-intitulam de 'World Cup free'.»
Rui Camarinha, in Portugal Diário
«Cristiano Ronaldo é o jogador de futebol preferido da comunidade gay holandesa. A edição online da revista De Gay Krant publicou uma lista com a equipa de sonho escolhida pelos leitores, liderada pelo internacional português. »
in Diário Digital
«Os comentadores da imprensa internacional foram unânimes em considerar que Cristiano Ronaldo exagerou nos efeitos sem qualquer utilidade prática. O mesmo que dizer que o melhor de um quadro de Picasso é tapar o buraco na parede. Toda a arte é inútil. É um fim em si mesmo. Qualquer jogador, à excepção do Secretário, pode atrasar uma bola. Só os da estirpe de Ronaldo podem fazê-lo depois de fintar dois adversários. Não podemos louvá-lo por ele se cansar só para nos divertir? Quantos o fazem? (...)»
Bruno Vieira do Amaral no blogue 'Origem das Espécies'
«Uma promoção da Sport TV ao jogo Portugal-México de amanhã que usa a voz do falecido Jorge Perestrelo aos gritos "Portugal! Portugal!", enquanto surge a seguinte legenda no ecrã: "O chili vai ser cozido à portuguesa."»
Pedro Correia no blogue 'Corta Fitas'
«Duas vitórias consecutivas de Portugal e o acesso antecipado aos oitavos-de-final (antes ainda do jogo contra o México) não lhes bastaram para reconhecer o mérito da selecção e do seleccionador. Esta semana lá desfiaram os habituais argumentos contra Scolari, amontoando críticas à turma portuguesa. Destaco algumas:
Rui Moreira:
- "Neste momento não há rotinas de jogo [na Selecção]."
- "Há algumas lacunas a nível de banco."
António-Pedro Vasconcelos:
- "O problema mais grave de Portugal é a defesa. Miguel não me dá a mesma segurança que o Paulo Ferreira."
- "Pauleta é a grande vítima da falta de velocidade [da Selecção]."
- "A Selecção ainda não foi verdadeiramente posta à prova."Jorge Gabriel:- "Falta velocidade ao futebol português."
- "Acho preocupante o momento de forma de Cristiano Ronaldo."
- "Se o Cristiano Ronaldo falha aquela grande penalidade não tínhamos mais Cristiano Ronaldo."
O moderador do debate, Carlos Daniel, bem tentava chamá-los à realidade. Mas eles continuavam a falar como se Portugal tivesse perdido contra Angola e contra o Irão, em vez de ter ganho. Quem sabe se um deles ainda chega a seleccionador nacional para mostrar a Scolari como se conquista um Campeonato do Mundo?»
Idem
20 de jun. de 2006
Erros - A Saga
Depois de ler o texto com que a autarca abre a brochura dedicada à 3.ª exposição internacional de artes plásticas, pergunto-me sobre o que anda a vereadora a ler. Talvez os boletins municipais… Digo eu. Senão vejamos:
«Globalizar o sentido da palavra arte é a intenção primordial deste projecto que atinge, este ano, a 3ª edição. Ultrapassar obstáculos, principalmente, o da "interioridade", é uma tarefa corajosa e de certa forma hercúlea, que os organizadores deste projecto tem sabido enfrentar, ultrapassando obstáculos e reunindo forças para, em cada nova edição, fazer melhor.»
1. O sujeito da frase (os organizadores) deveria estar de acordo com o verbo (é ‘têm’ e não ‘tem’ como está escrito).
3. A palavra «interioridade» está entre aspas. Mas mesmo assim não consigo perceber, o segundo, terceiro ou mesmo o quarto sentido de «interioridade» associado a uma terra à beira-mar plantada, paredes meias com Lisboa, Setúbal, Almada ou Seixal. Parece-me bem que esta “interioridade” só existe na cabeça de alguns. E combatê-la, isso sim, é uma tarefa hercúlea! Mas são obstáculos que temos de ultrapassar… De que forma? Ultrapassando-os!
Ups… Isto pega-se!
19 de jun. de 2006
Viva a «cultura popular»
A vereadora diz ainda que a ‘Feira Festa’ permite reafirmar «os laços sociais e raízes que aproximam os homens». A edição de 2006, no entanto, esteve longe de gerar todo este ‘aconchego’. Sublinhe-se que, no fecho da festa, o presidente da Junta de Freguesia da Quinta do Conde retirou, publicamente, pelouros que tinha delegado nalguns membros do seu executivo e, na imprensa, Augusto Duarte referiu-se à ‘Feira’ como um «poço de irregularidades». À parte de todas essas tricas, a noite dedicada ao rock não se realizou, porque dificuldades na actuação das escolas da freguesia e atrasos no espectáculo geraram a ira de populares que arremessaram pedras para o palco.
Tivemos ainda o ‘Assalto à Fortaleza’, uma reedição pexita do ‘Assalto ao Castelo’, este último com origens camponesas. Não reconheci nesse evento nenhuma lição de história como aquela a que assisti no Castelo, com a reconstituição da conquista do castelo pelos cristãos aos mouros, mas a recriação de uma ficção que metia piratas. Nada contra. Foi um momento com alguma piada. Entretenimento.
Do rol de eventos dos últimos dias consta ainda mais uma edição da, já habitual, exposição internacional de artes plásticas. Um evento que, este ano, nasceu torto, com duas peças vandalizadas em plena marginal de Sesimbra. Faltou, julgo eu, bom senso dos dois lados. Do lado dos que destruíram as peças, porque nunca foram educados a respeitar este tipo de obras. Do outro, alguma falta de cautela e caldos de galinha (Como diz a publicidade… Porque os acidentes acontecem e os seguros também…), pois coisas destas, infelizmente, acontecem e não ter sequer ponderado esta possibilidade fez com que o evento ficasse manchado antes mesmo da sua inauguração, independentemente do sucesso que venha ainda a conhecer.
No meio de tudo isto, continuo a achar inconcebível que não haja uma estratégia cultural em Sesimbra. Apenas se reconhecem eventos avulsos, sem jeito nem amanho. ‘Entretenimentozinhos’. Enchem-se os olhos da população com inúmeros acontecimentos apenas com meio, sem princípio nem fim. A cultura sesimbrense continua escondida. Não se ensina nada a ninguém. Por isso, infelizmente, muitos continuarão a não querer aprender. É que a cultura também passa por aí.
9 de jun. de 2006
Sem surpresas
Será que ainda consideram que o importante é fazer um cordão humano para reivindicar a construção de um hospital no Seixal?... Duh!
2 de jun. de 2006
Dias com sentido
Dias de alguma coisa.
Ontem foi ‘Dia Mundial da Criança’. Anteontem foi ‘Dia do Pescador’. Depois também temos o ‘Dia da Mãe’, o ‘Dia do Pai’, o ‘Dia Internacional da Mulher’, o ‘Dia dos Namorados’, o ‘Dia da Árvore’, o ‘Dia da ‘Água’, o ‘Dia da Floresta', e… e… enfim, um leque alargado de homenagens. O PSD propôs a criação do ‘Dia do Cão’. Porque não?
Embalado nesta atribuição de sentido e razão de existir aos dias, a Câmara de Setúbal aprovou, na quarta-feira, por unanimidade, a criação do ‘Dia Municipal da Arrábida’, que será assinalado a 5 de Junho de cada ano, a partir de 2007. A iniciativa visa sensibilizar a população local para a importância e preservação do património natural, arqueológico, arquitectónico, histórico e tradicional da zona.
Um dos vereadores sadinos propôs que a actual maioria da Câmara de Setúbal desenvolvesse esforços para que o Dia Municipal da Arrábida seja também instituído nas autarquias vizinhas de Sesimbra e Palmela, porque os três concelhos têm parte do território integrado na área protegida do Parque Natural da Arrábida.
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